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A importância dos alas no novo Sporting

Paços de Ferreira x Sporting e a importância de Nuno Mendes e Porro no modelo apurado de Rúben Amorim

O Sporting começou a temporada na Liga NOS da melhor forma, ao bater o Paços de Ferreira por 2-0 no Estádio da Capital do Móvel. Jovane, de grande penalidade, e Coates fizeram os golos leoninos.

A equipa de Rúben Amorim foi muito consistente em todos os momentos do jogo, e aproveitou para somar a segunda vitória da temporada, em igual número de jogos. A defesa do Sporting tem-se destacado até ao momento não só pelos zero golos sofridos, mas sobretudo pela preponderância que tem na manobra ofensiva da equipa.

Nesta análise ao que foi o Sporting em momento ofensivo destaco três formas diferentes de ataque à baliza adversária utilizadas pela equipa de Alvalade para desequilibrar a balança a seu favor.  

Exploração dos Alas em profundidade

No primeiro lance de perigo do Sporting verificou-se uma jogada repetida ao longo dos 90 minutos.

  1. Em posse de bola, os três centrais ocupam os três corredores, dando largura à equipa,
  2. Os médios centros aproximam, atraindo com eles marcação adversária,
  3. A bola chega ao defesa central do meio, o ala do lado contrário projeta-se no espaço,
  4. Os três homens da frente atacam zonas da área definidas pela movimentação existente: (Vietto ataca a entrada da área, Jovane o primeiro poste e Tiago Tomás o segundo poste).

Variação do centro de jogo, ala do lado contrário de novo em profundidade

O Sporting aproveitou também a variação rápida do centro do jogo para desequilibrar. Os alas tiveram de novo um papel fundamental.

  1. Wendel recebe no corredor esquerdo, e procura movimento interior para jogar com o seu melhor pé,
  2. Jovane rapidamente a procurar o corredor direito, onde Pedro Porro se projetou no espaço,
  3. Mais uma vez os três da frente a procurarem um espaço bem definido na área, mas desta feita Porro optou pelo remate.

A Importância de Feddal e Coates na área contrária

No segundo golo leonino, além do destaque ao cruzamento de pé direito de Nuno Mendes e da finta de Tiago Tomás ao recém-entrado Fernando Fonseca, destaco o movimento dos dois centrais Feddal e Coates, que se mantiveram na área, ainda que a primeira tentação possa ser baixar no campo.

A capacidade aérea dos dois deu frutos, obrigou o Paços a manter homens no interior da área e resultou no golo da tranquilidade.

Conclusões rápidas:

  • Nuno Mendes e Pedro Porro dão segurança a nível defensivo e envolvem-se como extremos no ataque. A capacidade diferenciada de cruzamento dos dois homens das linhas (sobretudo a do português) podem decidir vários jogos a favor dos leões.
  • A Coates é pedido alguns lançamentos em profundidade, como o uruguaio gosta. Se melhorar os índices de passe, pode ser uma arma a utilizar pelo Sporting.
  • Os três homens da frente e a constante procura por jogo interior liberta os alas e faz com que apareçam vários homens para finalizar já dentro da área adversária.
  • Matheus Nunes continua a parecer muito preso a Wendel, impedindo-o de se soltar e progredir no terreno, com ou sem bola