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A Associação Desportiva de Castro Daire faz, esta temporada, a sua estreia no Campeonato de Portugal. Sediada no distrito de Viseu, a equipa do Castro Daire dominou a AF Viseu e conseguiu um lugar no Campeonato de Portugal. Na sua época de estreia contrataram um treinador jovem que, tal como a sua equipa, faz a sua estreia no Campeonato de Portugal. Vasco Almeida, 38 anos, natural de Castro Daire, é o homem que assume o leme da equipa sensação do Campeonato de Portugal.

O Castro Daire está, neste momento, no 5º lugar da série ‘B’ com 42 pontos. Uma equipa amadora a bater-se olhos nos olhos com os profissionais. O Castro Daire não perde há 19 jogos (20 jogos se contar com a Supertaça de Viseu). Um caminho que tem sido traçado sob alicerces, princípios bem vincados e confiança no trabalho.

Onze base

Onze base da AD Castro Daire

Assente num 3x4x2x1 em momento ofensivo, 5x2x2x1 em momento defensivo, Vasco Almeida tem trabalhado a equipa sob dinâmicas de compromisso, entrega e entreajuda. Um plantel curto, composto por jogadores jovens e jogadores experientes e com uma estatura média elevada.

No centro da defesa têm três jogadores altos e fortes fisicamente, compondo a base defensiva da equipa. Tomé Mendes e Márcito fazem as alas completas. Jogadores rápidos e agressivos na disputa de bola. Ao jogarem com três centrais, Tomé Mendes e Márcito ficam mais libertos para ações ofensivas, aparecendo, muitas vezes, junto do último terço da equipa adversária.

No meio campo, Fred Lopes e Hugo Parente ou Nuno Binaia formam uma dupla de trabalho. Importante no equilíbrio da equipa, os dois jogadores são uma espécie de pêndulo da equipa. Nuno Binaia, Marcel Ribeiro e Luis Barry formam o trio de ataque.

Organização Defensiva

Defendem num sistema de cinco defesas, formando um 5x2x2x1. Baixam bastante o bloco, permitindo que o adversário tenha a iniciativa de jogo. Ao baixarem as suas linhas, formam um bloco bastante compacto. Permitem a saída a jogar desde de trás por parte do adversário, esperando a meio campo para iniciar a a fase de pressão.

Em virtude de serem uma equipa teoricamente com menos capacidade para lutar por outros patamares, passam muito tempo em processo defensivo. Estas debilidades que fazem a equipa estar muitas vezes durante o jogo em processo defensivo, trazem ao de cima a qualidade da equipa neste campo de trabalho. São bastante coesos e equilibrados no seu meio campo defensivo.

Momentos de Organização Defensiva

Transição Ofensiva

Quando recuperam a bola, saem em transição ofensiva e são bastante fortes neste capítulo do jogo. Procuram explorar situações de ataque rápido e contra-ataque, através dos médios centro e também dos extremos. Têm jogadores rápidos e agressivos, quer no miolo do terreno, quer nos corredores laterais. Procuram situações de 1vs1 para criar desequilíbrios na organização defensiva da equipa adversária, principalmente nos corredores laterais.

Se forem pressionados, optam por jogar um futebol direto, procurando a referência ofensiva da equipa – Luis Barry. O físico e a envergadura do ponta de lança do Castro Daire, permite que a equipa jogue diretamente nele e este consiga segurar a bola, de costas para a baliza, e jogando em apoio frontal. Os corredores são também uma solução para sair rapidamente da zona de pressão. Procuram retirar a bola o mais rápido possível da sua zona defensiva.

Organização Ofensiva

Em situação ofensiva, jogam num 3x4x2x1. Exploram o ataque rápido e o contra-ataque, fruto do seu bloco baixo em processo defensivo. O seu jogo flui bastante para os corredores laterais, numa procura sucessiva da laterais do campo, quer pelos extremos, quer pelas progressões constantes dos laterais.

Os avançados procuram situações de progressão com bola para criar desequilíbrios na defesa adversária. Existe uma grande ligação entre centrais e extremos, através de passes longos em busca das costas da defesa ou da profundidade.

Na 1ª fase de construção, quando o guarda redes joga direto no avançado, é Luis Barry quem disputa a primeira bola. Em virtude da grande capacidade no jogo aéreo de Barry (1,96m), consegue ganhar muitos dos duelos aéreos e cabecear para os extremos que procuram desmarcar-se e aparecer entre linhas em busca das zonas de finalização. Quando sai a jogar pelos centrais, procuram ligar jogo com os extremos através de movimentos de rotura ou através do avançado que solicita apoios frontais, dados pelos extremos ou pelos médios. Os médios, por vezes, baixam e formam uma linha de quatro, pegando no jogo para receber, rodar e fazer jogar a equipa.

Na 2ª fase de construção, procuram jogar essencialmente através dos corredores laterais. Na zona ofensiva e nos homens mais adiantados, existem permutas de posição. Os apoios frontais são uma arma muito recorrente no jogo do Castro Daire.

Na 3ª fase, a fase de finalização, ocupam as zonas de finalizam com três homens, o avançado (1º poste), o extremo contrário (2º poste) e um dos médios (entrada da área/marca de penálti). A equipa tem uma boa capacidade de reação às segundas bolas. Procuram ainda o remate de longa distância e exploraram bastante os cruzamentos, para aproveitar a capacidade de jogo aéreo de Luis Barry.

Momentos de Organização Ofensiva

Transição Defensiva

A equipa é bastante agressiva na reação à perda de bola. Num primeiro momento, quando perdem no setor ofensivo, pressionam de forma agressiva o portador da bola. Esta pressão permite que, num segundo momento, a equipa se reposicione (médios e linha defensiva), mantendo a organização defensiva e o equilíbrio necessário.

No seu meio campo defensivo, são uma equipa bastante coesa, mantendo todos os setores bastante próximos. Isto faz com que os adversários tenham dificuldades em criar desequilíbrios entre linhas. São bastante agressivos na disputa de todas as bolas.