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AEK – De volta à Europa

Após uma época em que falhou o acesso à Fase de Grupos de uma competição europeia, o AEK está de regresso ao segundo maior palco do futebol europeu. Em 18/19 cruzou caminho com o Benfica na Liga dos Campeões e quis o destino que se voltasse a cruzar com uma equipa portuguesa, desta feita o Braga, na Liga Europa.

Em relação à época transata, a equipa grega não mexeu muito no plantel, mas perdeu Vasilios Barkas, que era o guarda-redes titular e foi vendido ao Celtic por 5M€. Além disso, vendeu o defesa central (muito utilizado) Marios Oikonomou ao Copenhaga e viu Daniele Verde (extremo), Ognjen Vranjes (defesa central) e Sergio Araújo (avançado) terminarem os seus empréstimos.

Para compensar estas saídas, reforçou-se com jogadores de baixo custo como Karim Ansarifard (avançado, ex-Al-Sailiya), Evgeniy Shakhov (médio centro, ex-Lecce), Levi García (extremo, ex-Beitar Jerusalem), Nassim Hnid (defesa central, ex-CS Sfaxien) e Emanuel Insúa (lateral esquerdo, ex-Panathinaikos). Este último nome deverá fazer lembrar outro lado esquerdo e não é por acaso. Emanuel Insúa é irmão de Emiliano Insúa, também lateral esquerdo que já passou por Portugal ao serviço do Sporting.

Foi já com estes reforços que o AEK eliminou os suíços do St. Gallen e os muito difíceis alemães do Wolfsburg, sendo por isso um aviso daquilo que a equipa grega poderá fazer na competição.

Para o jogo contra o Braga destacam-se as ausências por lesão de André Simões, o português que é um dos capitães da equipa e Levi García, um dos reforços para esta época. Ainda assim, o AEK mostra ter opções individuais e coletivas suficientes para criar problemas ao Braga.

Esta época, o treinador italiano Massimo Carrera, que cumpre a 2ª época no clube após ter chegado em Dezembro de 2019, já utilizou sistemas diferentes, nomeadamente variações do 4-3-3 e um sistema com 3 centrais como, por exemplo, contra o PAOK, no qual resultou um empate a uma bola.

11 provável consoante o esquema tático:

A equipa tem, naturalmente, posicionamentos defensivos diferentes caso jogue com 2 ou 3 centrais, mas os comportamentos não diferem muito. Com bola a equipa procura principalmente sair a jogar pelos corredores, combinando posteriormente com os movimentos interiores dos extremos.

Organização ofensiva quando joga com 3 centrais:

Organização ofensiva quando joga com uma linha de 4 defesas:

Sem bola, os posicionamentos já diferem mais consoante o sistema utilizado, mas o princípio básico da proteção do corredor central em zona defensiva mantém-se intacto. Para isso, o AEK tenta ter sempre essa zona bem preenchida, mostra muita agressividade quando o portador da bola entra lá e utiliza a linha defensiva estreita, mesmo quando se posiciona com 5 defesas, convidando o adversário a jogar por fora. Ainda assim, o AEK mostra alguma dificuldade em momentos de pressão alta que podem ser bem aproveitados pelo Braga.

Organização defensiva quando joga com 3 centrais:

Organização defensiva quando joga com uma linha de 4 defesas:

Destaques individuais

Panagiotis Tsintotas | Guarda-redes | 27 anos

O guardião grego está no AEK desde 2017, mas nunca foi titular indiscutível no AEK… até agora. Após a saída de Vasilios Barkas, Tsintotas tem assumido o lugar e tem cumprido muito bem, não só com defesas de grande nível, mas também cometendo muitos poucos erros:

Marko Livaja – Extremo – 27 anos

Marko Livaja é uma das cabeças de cartaz nesta equipa, onde vários jogadores têm mostrado qualidade. O croata de 27 anos está no AEK desde 2017 depois de passagens pelo Inter, Atalanta, Rubin Kazan, Empoli e Las Palmas. Foi na Grécia onde assumiu a sua melhor forma e esta época não é excepção. Apesar de ter apenas 1 golo e 1 assistência, a qualidade que empresta ao jogo eleva o nível da equipa. Apesar de jogar com o 10 nas costas e pensar/executar com qualidade no corredor central, Livaja tem capacidade de jogar nos corredores. Serve com qualidade, mas também tem capacidade de executar seja de pé direito ou de cabeça.

Karim Ansarifard – Avançado – 30 anos

O avançado iraniano está de volta ao futebol grego depois de ter representado o Panionios e o Olympiacos de onde saiu em 2018 para rumar ao Nottingham Forest e posteriormente ao Al-Sailiya. Dada a qualidade de Nelson Oliveira, o lugar de ponta-de-lança tem sido disputado, mas o avançado iraniano tem somado mais jogos a titular que o português e tem-se evidenciado pela capacidade de segurar a bola e pelo seu remate fácil.