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Águia obrigada a voar alto no Minho

O SL Benfica viajou este domingo até ao Estádio 1.º de Maio para enfrentar mais um teste de elevado grau de dificuldade diante do SC Braga. A equipa comandada por Filipa Patão teve que trabalhar arduamente em Braga, mas conseguiu dar a volta a um resultado negativo e manter a candidatura ao título intacta com uma vitória por 1-2.

O SC Braga montou num 4x3x3, com Miguel Santos a colocar Jermaine Seoposenwe numa posição mais central e a fazer Hannah Keane e Myra Delgadillo cair mais nas alas. A lesão de Keane nos primeiros minutos obrigou o técnico a mudar um pouco a estratégia, tendo colocado Ana Teles a jogar a partir da esquerda.

O Benfica também alinhou num 4x3x3, com Francisca Nazareth na zona mais central do trio atacante. A jovem internacional portuguesa foi uma das desequilibradoras no ataque encarnado através de movimentos inteligentes nas costas do setor médio do SC Braga, no chamado espaço entre linhas. Nessa zona, Kika conseguiu receber sem marcação por várias vezes, inclusive no lance-chave do jogo que vamos analisar mais à frente.

O encontro foi bem jogado de parte a parte e teve momentos distintos, mas sempre com uma toada de equilíbrio. No entanto, os já falados movimentos entre linhas de Kika Nazareth acabaram por dar origem ao lance-chave do encontro, o lance em que Nycole faz o 1-2.

O Benfica foi sempre mais competente a jogar dentro do bloco do SC Braga do que o contrário, muito por culpa dos tais movimentos de Kika Nazareth. No lance do segundo golo encarnado, a internacional portuguesa recua no terreno sem oposição e é a partir daí que gera o desequilíbrio.

Nágela não acompanha o movimento de Kika, que uma vez mais tem espaço para jogar nas costas das médios bracarenses. Andreia Norton está na marcação a Andreia Faria, Dolores acompanha Christy Ucheibe e resta Regina, que vigia a linha de passe para a lateral. Dolores apercebe-se do posicionamento de Kika e tenta fechar o espaço. O fechar de um espaço, no entanto, dá azo a que outro se abra e Christy Ucheibe passa a ter tempo e espaço para receber e orientar para a baliza. Regina continua apática, não fecha dentro e a partir daí, Christy recebe e tem linha de tiro para a baliza de Lu Pinheiro.

Desequilíbrio criado no espaço entre linhas, apatia de grande parte da defesa bracarense e Benfica em vantagem. Nágela podia e devia ter-se aproximado um pouco mais de Rayanne numa primeira fase da jogada. Ao não o fazer, abriu-se toda uma clareira entre defesa central e lateral que foi inteligentemente aproveitada por Kika Nazareth.

O Benfica sai de Braga com uma vitória arrancada a ferros, mas assente na inteligência das suas jogadoras e na capacidade para explorar o espaço dentro do bloco bracarense assim que ele existiu.



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