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Análise ao Jeunesse Esch

O Jeunesse Esch é o primeiro adversário do Vitória SC no seu percurso para o acesso à fase de grupos da Liga Europa. A equipa luxemburguesa eliminou FK Tobol do Cazaquistão com dois empates (0-0 e 1-1), mas tendo a vantagem de ter marcado um golo como visitante.

O Jeunesse Esch que tem no seu palmarés 28 ligas, último título em 2009/10, e 13 taças com a última conquista em 2012/13, terminou época passada em 3.º lugar no campeonato do Luxemburgo a 11 pontos do campeão Dudelange.

A equipa luxemburguesa nos dois jogos frente ao Tobol apresentou apenas uma alteração na sua equipa inicial, o que nos leva a deduzir que o onze provável será o que apresentamos a seguir:

Organização Defensiva

O Jeunesse posiciona-se normalmente em bloco baixo numa estrutura de 1-5-3-2 com Fiorani e Lapierre em linha com os 3 defesas centrais, sucedendo por vezes um posicionamento mais baixo do n.º5 Meddour, funcionando como líbero.

A linha de 3 médios que fecha o corredor central, procura encurtar momentaneamente os espaço para o portador da bola, mas sem grande agressividade efetuando pressão apenas no interior do seu meio campo defensivo, o que permite que o portador da bola tenha tempo e espaço para progredir e decidir.

Os dois jogadores mais avançados Arslan e Klica, mostram pouco compromisso e intensidade quando os defesas adversários estão com posse de bola, permitindo-os variar centro de jogo ou efetuar passes em profundidade sem pressão.

Apesar da equipa luxemburguesa se sentir confortável mantendo o bloco baixo, revela algumas deficiências de organização no seu setor defensivo principalmente no controlo da profundidade e reação a passes em profundidade. O posicionamento do líbero permite movimentos diagonais nas costas dos laterais partindo de posição legal.

Quando o adversário tem uma posse de bola paciente no seu meio campo defensivo, obrigando a que a equipa luxemburguesa suba as linhas de pressão, esta apenas sobe os dois jogadores mais avançados, a linha média e defensiva a não acompanhar o movimento, criando muito espaço entre linhas.

O posicionamento dos médios muito preocupados em condicionar o corredor central, permite que o adversário explore situações de 1×1 nos corredores laterais, o que potenciado pelos erros de posicionamento da linha defensiva, tanto em largura como profundidade, permite desmarcações de rutura entre o líbero e os defesas centrais, ou entre estes e os defesas laterais.

Organização Ofensiva

A equipa do Jeunesse aposta claramente nas situações de contra ataque e ataque rápido potenciando o facto de defender com um bloco muito baixo e assim ter espaço nas costas da defesa adversária. Os dois jogadores mais avançados Klica e Arslan, mesmo no momento defensivo, mantêm um posicionamento que lhes permite iniciar a transição em profundidade, normalmente os dois muito próximos e realizando movimentos verticais no mesmo corredor, procurando criar uma superioridade numérica em micro zonas.

As poucas vezes quando procura jogar em ataque posicional de forma apoiada, mantém os 3 defesas centrais no corredor central e coloca os alas na linha médio defensivo, os interiores posicionam-se numa linha mais avançada, principalmente o do lado contrário à bola. Um dos movimentos padrão neste momento é a progressão em condução do defesa lateral para o corredor central, tendo o interior a dar largura. Este movimento tem pouco sucesso, tanto devido à qualidade técnica e capacidade de tomada de decisão dos jogadores, como pelo facto de estarem constantemente em inferioridade numérica expressiva no ataque.

Procura ainda potenciar situações de 1×1 com Klica ou Arslan a partirem de uma posição em largura e a efetuarem movimentos diagonais para o corredor central, com Arslan a mostrar-se o jogador mais com maior capacidade para desequilibrar em posse de bola, explorando depois os movimentos de rutura de Klica, tanto para arrastar marcações como para criar linhas de passe nas costas da linha defensiva.

No momento de organização ofensiva os setores ficam muito distante, com apenas 4 ou 5 jogadores a participar na fase ofensiva da equipa, deixando os restantes jogadores na linha do seu meio campo, permitindo que o adversário quando recupera a posse de bola, tenha muito espaço e tempo para progredir e decidir.