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Andreas Schjelderup- Talento nórdico à solta

Andreas Schjelderup, médio-ofensivo norueguês com toques de “playmaker”, nascido em 2004 (16 anos apenas), é a mais recente jóia da coroa do projeto do FC Nordsjælland. 

Contratado esta temporada aos noruegueses do Bodø/Glimt, onde atuava na equipa de sub-16 e sub-17, o jovem médio-ofensivo ganhou notoriedade ao recentemente apontar os 2 golos que carimbaram o apuramento da sua equipa para a fase seguinte do seu campeonato, a fase de apuramento de campeão.

Antes disso, o atleta chegou para integrar a equipa sub-19 dos dinamarqueses, mas o seu excelente rendimento, 8 golos e 1 assistência em 11 jogos, levaram os responsáveis do clube a acelerar a aposta no seu talento.

Assim, a estreia do jovem internacional norueguês (sub-15 e sub-16, onde já soma a dezena de internacionalizações), deu-se nada mais nada menos do que frente ao atual 1ºclassificado da competição, o Brondby IF e logo como titular, onde em cerca de 65´ minutos em campo, deu logo mostra de capacidade e um cheirinho do perfume que viria a espalhar. Depois disso, seguiram-se mais 8 jornadas decisivas para o que restava da 1ª fase do campeonato, onde foi utilizado em 6 das mesmas, 4 como titular e que coincidiram com o melhor período da equipa, no que ao rendimento pontual diz respeito, levando a equipa a conseguir um apuramento que se avizinhava bastante complicado, sendo que nos últimos 3 jogos (fulcrais para o desfecho), somou a título individual 3 golos e 1 assistência.

Depois de recentemente projetarem nomes como Mohammed Kudus (AFC Ajax), Mikkel Damsgaard (UC Sampdória), Abdul Mumin (Vitória SC), Andreas Olsen (Bologna FC), Victor Nelsson (FC Copenhagen) e valorizarem os ainda pertencentes ao plantel Magnus Kofod, Kamal Sulemana, entre outros, o que esperar de Andreas Schjelderup?

Momento Defensivo

Não é de todo o momento onde Schjelderup se destaca. Logo à partida, o défice físico que ainda apresenta (normal para um “menino” de 16 anos) condiciona o sucesso de algumas das ações, nomeadamente nos duelos, sejam eles aéreos ou pelo chão como podemos até comprovar com dados estatísticos (InStat*) onde verificamos que a taxa de sucesso nos duelos defensivos é de apenas 40%* e nos duelos aéreos de 28%*.

Dependendo da função que ocupe no terreno, estas lacunas tornam-se mais ou menos evidentes, sendo que quando atuou no 1x3x5x2 do FC Nordsjælland, como médio-esquerdo, essas debilidades evidenciaram-se mais, pois para além da dificuldade nos duelos, não é propriamente um jogador muito intenso sem bola, e em zonas mais defensivas tem mais dificuldade em posicionar-se corretamente. Já quando atua como um dos elementos mais ofensivos, essas lacunas ficam mais disfarçadas, uma vez que é um jogador inteligente, capaz de gerir o espaço e que oferece comprometimento defensivo, para além de uma boa reação à perda da bola.

MOMENTO OFENSIVO

Aqui sim, é onde o jovem médio-ofensivo cresce, transporta e eleva o seu jogo para outro patamar.

Dotado de um índice técnico bastante elevado, quer na receção, onde tem capacidade para sair da pressão com 1 toque, quer no passe (onde tem uma média de acerto de 89%*), seja ele curto (mais utilizado), médio, longo ou de primeira, consegue acrescentar ainda uma elevada capacidade para progredir e conduzir com bola controlada pelo terreno, provocando diversos desequilíbrios nas defensivas contrárias e que faz com que seja um jogador em ter em conta não só nos momentos de organização ofensiva como também de transição, ainda que não sendo especialmente rápido, tenha essa capacidade.

De cabeça levantada e com uma visão de jogo assinalável é um jogador com capacidade para interpretar os momentos do jogo e variar entre acelerar ou pausar o mesmo. 

Quando atua como médio-esquerdo, acaba por não participar tanto no jogo, ainda assim, em apoio procura receber aberto no corredor e maioritariamente procurar o espaço central, onde tem muito facilidade (e gosto) para se associar com os colegas e servi-los ou até o próprio arriscar no remate, momento onde também apresenta qualidade.

Mas é em zonas interiores que mais preenche o campo, utilizado como médio-ofensivo ou falso avançado, funciona como um joker para a equipa, servindo muitas vezes como 6º médio, solto de marcação, dentro do bloco adversário, onde procura acelerar seja através do passe ou em condução. Ou então em zonas mais ofensivas, onde também em apoio procura receber e associar-se com os colegas, tendo capacidade para definir com qualidade em espaços reduzidos. 

Cria uma excelente dinâmica sobre o corredor esquerdo com o Kamal Sulemana, confundindo marcações e variando muito entre receber aberto ou no corredor central.

O drible, sempre que necessário é utilizado, não mais que isso, é também um momento onde o jogador revela bastante acerto, cerca de 82%*, apesar de não ser tao utilizado (28* tentativas).

É um jogador que que mostra disponibilidade para ter bola, e confiança aliada à criatividade quando a têm.

A pouca disponibilidade para efetuar movimentos na profundidade, a capacidade de chegada a zonas de finalização, nomeadamente nos momentos de cruzamento (posicionamento deficiente) onde tende a ser reativo e não ocupar corretamente os espaços e uma maior consistência e regularidade exibicionais são aspetos fundamentais a serem trabalhados pelo jovem atleta, juntamente com todos os outros que já domina, mas pode e deve aperfeiçoar. 

*(Dados estatísticos retirados do InStat, referentes aos jogos realizados por Schjelderup na Superliga Dinamarquesa)

FUTURO

Inserido no projeto do FC Nordsjælland, no qual os clubes do velho continente se encontram de olhos postos, Andreas Schjerlderup deve primeiro procurar a sua afirmação total dentro do seu contexto. Com apenas 16 anos, e um potencial e margem de progressão gigantes, é difícil prever até onde poderá chegar. Sabendo à partida que estamos perante um jogador deveras talentoso, será importante serem dados passos firmes e sustentados no desenvolvimento de todo o seu potencial, tendo sempre em conta a procura do contexto ideal para promover as características do atleta. Ainda assim acredito que estamos perante um jogador que a médio prazo, num processo de evolução natural, atuará num dos campeonatos do Big5 (nível do clube dependerá do seu desenvolvimento),e provavelmente ao serviço da sua seleção. Depois de Ødegaard, Halland, Hauge e entre outros, chegará a vez de Schjelderup? Uma coisa é certa, estamos perante uma geração norueguesa onde a qualidade e quantidade não param de aumentar.



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