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Antevisão Final Liga dos Campeões: Duelo britânico em busca da glória

PERCURSO ATÉ À FINAL

O Manchester City chega ao jogo decisivo com um trajeto brilhante. Iniciou a fase de grupos em casa, derrotando o FC Porto por 3-1, com golos de Gundogan, Aguero e Ferran Torres. Por sinal, os dragões foram a única equipa que conseguiu não perder com os citizens, ao empatar 0-0 no Estádio do Dragão. A equipa de Pep Guardiola terminou a fase de grupos com 16 pontos em 18 possíveis, pontuação apenas igualada pelo Bayern Munique no grupo A. Desde cedo se percebeu a importância atribuída a esta competição, promovendo por vezes a rotação do plantel em jogos da Premier League. A fase a eliminar tem sido excecional, com 6 vitórias em outros tantos jogos. O Manchester City deixou pelo caminho Borussia Monchengladbach, Borussia Dortmund e PSG, sofrendo apenas 3 golos no conjunto das eliminatórias. Altamente motivados pela conquista do campeonato, o clube alcança pela primeira vez na sua história a final da prova milionária.

Já o Chelsea iniciou o seu trajeto com um empate caseiro frente ao Sevilha (0-0). Somou 4 vitórias consecutivas e terminou a fase de grupos com um novo empate frente ao Krasnodar (1-1). O ponta de lança Giroud, curiosamente pouco utilizado ao longo da época, esteve em claro destaque ao apontar 6 golos, sendo o terceiro melhor marcador da competição atrás de Mbappé (8) e Haaland (10). Os comandados de Thomas Tuchel ultrapassaram o Atlético Madrid nos oitavos de final e o FC Porto nos quartos de final, ainda que perdendo por 0-1 na 2ª mão (única derrota da equipa inglesa na prova). Ao encontrar o historicamente forte Real Madrid, o Chelsea deu uma demonstração de força ao vencer por 3-1 no agregado da eliminatória. Após a chegada do técnico alemão ao comando da equipa, a recuperação a nível interno foi fantástica e certamente quererão repetir a vitória recente frente ao Manchester City para a Premier League.

ONZES BASE

  • Alternativas (Man. City): Cancelo; Fernandinho; Sterling
  • Alternativas (Chelsea): Reece James; Kovacic; Havertz

FRENTE A FRENTE NA ÉPOCA

03-01-2021 | Chelsea 1-3 Man. City | 17ª jornada Premier League (*ainda com Frank Lampard no comando do Chelsea)

17-04-2021 | Chelsea 1-0 Man. City | Meia-final FA Cup

08-05-2021 | Man. City 1-2 Chelsea | 35ª jornada Premier League

CITY CAMALEÓNICO VERSUS CHELSEA CONSISTENTE

A alternância de sistemas de jogo é uma das imagens de marca do Manchester City 2020/2021, especialmente na Liga dos Campeões. Após iniciar a época a jogar em 4x2x3x1, e apesar de a maioria dos jogos ter sido em 4x3x3, a equipa já passou também por um 3x4x3, 3x5x2 e 4x4x2. Para além da já habitual qualidade de jogo em ataque posicional, a equipa tem demonstrado capacidade defensiva e consegue criar desequilíbrios em transições rápidas, exemplo disso é a 2ª mão da meia-final frente ao PSG.

Com Thomas Tuchel no comando, o Chelsea adotou o sistema de 3x4x3. A consistência tem sido uma constante, com a equipa a sofrer poucos golos na segunda metade da época. Após a entrada do técnico alemão, as equipas defrontaram-se por duas ocasiões, com a vitória a sorrir ao Chelsea em ambos os jogos.

No duelo mais recente para o campeonato, Pep Guardiola testou um sistema de 3x5x2, procurando contrariar a presença de 5 elementos do Chelsea na linha mais avançada. Com alguma rotação na equipa habitualmente utilizada, o Manchester City assumiu uma postura mais expectante, explorando mais os espaços na profundidade através de Ferran Torres, Sterling e Gabriel Jesus. Apesar da derrota caseira (1-2), a abordagem poderá ser para repetir, ainda que com outros intervenientes.

No jogo anterior, para a meia-final da FA Cup, o técnico espanhol colocou a sua equipa em 4x2x3x1. A abordagem demonstrou ser mais pressionante, com os 3 jogadores da frente a pressionar os 3 centrais do Chelsea no momento de construção. Na cobertura à primeira linha de pressão, Kevin De Bruyne tinha a clara missão de condicionar Jorginho, o médio mais capaz de ligar a manobra ofensiva da equipa. A pressão aos alas Reece James e Chilwell era feita pelos laterais Cancelo e Mendy, com os movimentos interiores de Mount e Ziyech a serem acompanhados pelos médios mais recuados do City: Fernandinho e Rodri.

Golos do Man. City na Liga dos Campeões
Golos do Chelsea na Liga dos Campeões

JOGADORES-CHAVE

Man. City: Kevin De Bruyne

O criativo de 29 anos é peça fundamental da equipa de Pep Guardiola. Tem tido a função de “falso 9” nos jogos da Liga dos Campeões, sendo um elemento de ligação interior para os jogadores mais rápidos nos corredores laterais: Mahrez, Foden, Sterling. Tem uma excelente relação com o golo, prova disso são os 10 golos e 18 assistências numa época em que perdeu cerca de 10 jogos por lesão. A capacidade de trabalho do belga é também diferenciadora e um fator importante na manobra defensiva da equipa.

Chelsea: Mason Mount

Formado no Chelsea, o médio de 22 anos é o jogador mais utilizado do plantel e conta com mais de 100 jogos disputados em duas épocas ao serviço do clube. Médio ofensivo de origem, atua descaído para o flanco esquerdo, mas sendo determinante a jogar em espaços interiores entre linhas. Tem 9 golos, 8 assistências e uma capacidade altamente diferenciada de definição no último terço.

DUELO BRITÂNICO EM BUSCA DA GLÓRIA

Após a final de 2019 entre Tottenham e Liverpool, quis o destino (ou o futebol) que se voltassem a encontrar duas equipas inglesas no jogo decisivo da prova milionária. Se de um lado está um Manchester City a poder estrear-se a vencer a competição, do outro lado encontra-se um Chelsea que já conquistou a Liga dos Campeões na época 2011/2012. Pep Guardiola pode alcançar a 3ª vitória em finais (tem 2 conquistadas pelo Barcelona), enquanto para Thomas Tuchel será a primeira, após ter sido derrotado na edição anterior frente ao Bayern Munique, ao serviço do PSG.



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