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FC Porto: O início do sonho europeu frente ao City de Guardiola

Ditou o sorteio que o FC Porto calhasse no grupo C da Liga dos campeões, edição 20/21. Aí, vai ter de se bater com o Marselha, de André Villas Boas, com o Olympiacos, de Pedro Martins, e com o Manchester City de Guardiola, estádio onde começa a caminhada europeia.

O objetivo dos dragões é claro, passar aos oitavos de final da prova milionária. No primeiro jogo, em teoria o mais difícil, o adversário é um mudado Manchester City, que Guardiola reinventou para a nova temporada.

Os cytizens sabem de antemão que não podem contar com Kevin de Bruyne, Gabriel Jesus, Aymeric Laporte e Zinchenko. Ainda assim, os jogadores à disposição de Guardiola são suficientemente perigosos para esta continuar a ser uma das melhores equipas da Europa.

Momento Ofensivo

Conhecido pela forma como gere a posse de bola da sua equipa, o estilo de Guardiola celebrizou-se e provocou mudanças estruturais em praticamente todas as equipas, começando nos escalões de formação. O Tiki-taka que eternizou o Barcelona mudou a forma como entendemos o jogo e como o próprio é trabalhado, com o guarda-redes como primeiro elemento de construção ofensiva.

Ainda assim, e depois de passar no Barcelona e Bayern, Guardiola foi introduzindo mudanças graduais ao seu plano, e a versão atual do «tiki-taka» é muito mais vertiginosa e pensada através de passes verticais cujo objetivo é queimar linhas de pressão. É hoje em dia comum ver o City trabalhar de forma rápida a transição ofensiva, com menos toques na bola até chegar à baliza.

Sterling procura as costas da defesa através de um passe para Mahrez.

As equipas do espanhol, por norma, apresentam alas muito abertos na tentativa de dispersar a última linha defensiva, mas com os pés contrários ao flanco de onde partem, para se incorporarem na construção de jogo interior e sobretudo aparecer em zonas de finalização já no último terço. Sterling é um exemplo disso mesmo, sendo dos melhores marcadores da equipa nos últimos anos de forma consecutiva.

No último terço do terreno, o Manchester City ataca a baliza preferencialmente através de cruzamento rasteiros atrasados, sendo que neste momento do jogo, Guardiola coloca muitos jogadores em zonas de finalização, sendo comum dois dos médios juntarem-se aos três homens da frente.

Cinco homens atacam a baliza no lance do 2-0 frente ao Burnley.
Momentos ofensivos do City 20/21

Momento defensivo

Para a época 20/21 Guardiola trouxe ideias novas, depois do insucesso a nível de títulos que foi a última temporada. A introdução de um duplo pivot (com Rodri e Fernandinho) permite uma maior solidez frente a adversários que imponham respeito. À partida, o FC Porto enquadrar-se-á nesse lote, até pelas declarações do treinador catalão na antevisão do jogo.

À dupla de centrais Aké e Rúben Dias pode ser apontada a falta de ADN Guardiola, pela falta de jogos e tempo às ordens do treinador, pelo que a equipa portuguesa pode explorar esta situação através de jogadores rápidos na exploração da profundidade.

Nesse capítulo (da transição defensiva), Luis Díaz e Marega podem ser fundamentais, visto que a sua capacidade de exploração das costas da defesa pode causar problemas à defensiva inglesa, por norma sempre muito subida o terreno.

Espera-se um jogo tremendamente complicado, com o sucesso do FC Porto a passar pelo aproveitamento das transições defensivas do adversário.

A transição defensiva é o maior problema defensivo do Manchester City,