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Antevisão Marselha

XI Provável

O Marselha de André Villas-Boas visita o Estádio do Dragão a lutar pelo seu futuro na liga dos Campeões. Depois de duas derrotas contra o City e o Olympiacos, o treinador português conta com a equipa na máxima força. Apesar de ter todo o plantel ao seu dispor, não é fácil prever o sistema ou o onze inicial da equipa francesa. AVB tem alterado entre o 4-3-3, 4-2-3-1 e o 4-4-2 losango, tendo utilizado pelo meio um sistema com cinco defesas para, sem sucesso, tentar parar o Manchester City. Comparando com o onze apresentado em cima, Cuisance e Morgan Sanson podem também ser opções no meio-campo dos franceses.

Momento Defensivo

Falar de equipas de André Villas-Boas é falar de rigor e trabalho defensivo. As suas equipas (normalmente) não dão muito espaço aos seus adversários, sabem defender com uma linha alta e tentam sempre condicionar o jogo interior da equipa contrária. Idealmente, as linhas da equipa não deixam muito espaço entre si, e obrigam a equipa adversária a ter que lateralizar o seu jogo ou a jogar para trás, como é o caso na imagem seguinte.

Os detalhes defensivos de André Villas Boas sempre foram notáveis, desde os mais ínfimos pormenores: distância entre jogadores, colocação e orientação dos apoios, a altura em que o guarda-redes joga, todos esses pormenores contam e permitem que a equipa jogue bem mais avançada e com linhas mais altas no terreno:

Um ponto que a equipa de Sérgio Conceição pode aproveitar tem sido a fragilidade defensiva do Marselha em situações de cruzamento. Não só pela falta de controlo dos corredores laterais, onde os defesas laterais, que têm muita projeção ofensiva, são apanhados desposicionados facilmente, mas também no controlo dos espaços dentro da área entre os dois defesas centrais:

Momento Ofensivo

Com bola, a equipa do Marselha tenta criar vantagem sobre o adversário desde o pontapé de baliza. Não sendo uma equipa muito vertical, a equipa procura estar equilibrada em todas as fases do processo ofensivo, sem arriscar passes verticais e tentando encontrar espaços no bloco contrário. A construir, uma das imagens de marca é a saída a 3, com um dos médios a recuar entre os centrais para criar superioridade numérica. Caso o adversário pressione apenas com um elemento, a equipa gosta de sair em 2+2.

No meio-campo ofensivo, a equipa procura intercalar ataques às costas da defesa, com a largura máxima oferecida pelos laterais que permite esticar a equipa que defende. É comum os três médios recuarem para perto dos defesas centrais, os laterais subirem para o lugar dos extremos, que jogam em zonas mais centrais dentro do bloco adversário. O triângulo Payet, Thauvin e Benedetto tem muita qualidade, e pode ameaçar qualquer linha defensiva. Os três médios tentam sempre estar preparados para uma eventual perda de bola, apesar da equipa ter tido alguns problemas na transição defensiva, principalmente após perdas de bola em construção.

A maior ameaça dos franceses vem dos pés de Thauvin. Remates de meia distância, lances individuais ou a encontrar colegas em excelentes posições, o francês está a regressar ao melhor nível depois de uma longa paragem por lesão na época passada. No entanto, a equipa de Villas Boas tem tido alguns problemas a chegar ao golo através de lances em ataque posicional, confiando bastante nas suas bolas paradas ofensivas para resolver jogos, sendo quase 50% dos golos marcados pelos franceses.