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Antevisão Olympiacos

XI Provável

O conjunto grego desloca-se ao Porto para defrontar os campeões nacionais esta terça-feira, dia 27. O FC Porto de Sérgio Conceição recebe o Olympiacos de Pedro Martins.

Um duelo entre dois técnicos portugueses que alcançaram resultados distintos na primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões. Os campeões gregos venceram em casa o Marselha por 1-0, a passo que o FC Porto perdeu em Manchester por 3-1.

A equipa deve manter a mesma base do jogo contra os franceses. Uma das principais referências da equipa, Mady Camara, continua de fora devido ao Covid-19. Ousseynou Ba também acusou positivo e fica de fora do embate desta terça-feira. No seu lugar deve alinhar Pape Abou Cissé.

Momento Defensivo

A equipa varia o seu sistema tático no processo defensivo, consoante o posicionamento da sua linha de pressão. Quando procuram pressionar alto e condicionar a saída de bola do adversário, adotam um 4-4-2 com o médio mais ofensivo a juntar-se ao ponta de lança. No caso da equipa contrária conseguir sair, obrigando o Olympiacos a recuar o seu bloco, nessa situação alteram para o habitual 4-2-3-1 que é o sistema base da equipa de Pedro Martins.

Apesar de apresentarem muitos predicados no momento ofensivo, os gregos mostram-se muito competentes na fase de organização defensiva. Fruta da sua experiência e qualidade neste momento do jogo. Blocos compactos, linhas bem juntas não permitindo espaços entre elas, jogadores agressivos e com forte reação à perda.

Pedro Martins trabalha muito bem a forma como os seus jogadores entendem o timing de saída de bola e os indicadores de pressão. O Olympiacos consegue fechar muito bem o corredor central e levar as equipas contrárias para as faixas, onde depois conseguem pressionar de forma eficaz. Os extremos ajudam bastante os laterais e os médios preenchem bem os espaços no setor intermédio.

O balanceamento ofensivo da equipa faz com que os laterais se projetem muito no ataque, ficando a equipa exposta no momento de transição defensiva. O papel dos dois médios mais recuados, Bouchalakis e M’Vila, são fundamentais no equilíbrio defensivo da equipa. Quando a equipa perde a bola procura recuperar rapidamente e atrasar a saída do adversário, caso não seja possível com o compromisso defensivo que existe reorganizam-se atrás.

Momento Ofensivo

As qualidades no processo ofensivo são evidentes na forma como o Olympiacos trabalha a circulação de posse de bola e apresenta vários recursos no momento de ataque à baliza contrária. Os gregos podem variar o método do seu processo ofensivo com muita facilidade. Rapidamente passam de um ataque organizado para um ataque rápido, explorando as transições rápidas quando recuperam a posse em zonas mais adiantadas e percebem que o adversário não se encontra organizado defensivamente.

O conjunto treinado por Pedro Martins parte de um 4-2-3-1 e procura sair a jogar desde trás. A primeira fase de construção pode ser feita com os dois centrais ou através da colocação de um dos médios mais recuados junto dos centrais. Os laterais projetam-se rapidamente no meio campo contrário, com os extremos a procurarem movimentos interiores para abrirem espaço para as subidas de Holebas e Rafinha.

Com a ausência de Mady Camara, Valbuena assume o papel de médio mais ofensivo. O virtuoso médio francês consegue desequilibrar com bola e ser um elemento diferenciado no processo ofensivo.

O Olympiacos tem a facilidade de construir num corredor, atraindo o adversário para essa zona do campo e depois virar o centro do jogo para o corredor contrário, aproveitando para criar situações de superioridade numérica.

Fruto da pressão alta e da forte reação à perda, conseguem recuperar a bola em zonas adiantadas e sair rapidamente em transições rápidas. Quando ganham a bola no seu meio campo ofensivo exploram as costas da defesa contrária com passes em profundidade para a referência, El-Arabi.

Tanto no momento de organização e transição ofensiva conseguem colocar vários jogadores em zona de finalização, normalmente 3/4 elementos.