Menu Close

Antevisão Standard Liège

XI Provável

O SL Benfica recebe esta quinta-feira o Standard Liège para a Liga Europa, na 2ª jornada da fase de grupos. Os encarnados terão a oportunidade de contar com o apoio dos seus adeptos no Estádio da Luz, um fator a ter em conta para este desafio.

Do outro lado, os belgas viajam para Portugal com muitas dúvidas devido ao Covid-19. Têm 6 jogadores com casos positivos que não vão defrontar as águias e algumas baixas de peso daquela que é a equipa base do técnico Philippe Montanier.

A maior incerteza é em relação ao sistema tático que o treinador francês pode apresentar no jogo frente ao Benfica. A equipa já adotou um 4-3-3, 4-2-3-1 e 3-4-3 ao longo desta temporada. Nos últimos jogos têm variado o seu sistema base mas pode recorrer ao 3-4-3 que tem utilizado em jogos de maior exigência.

Laifis podia ser uma opção no eixo da defesa mas não tem jogado desde o final do mercado onde se falou da possibilidade de sair do clube. Nesse sentido, o médio defensivo Merveille Bokadi deve recuar no terreno para jogar ao lado de Zinho Vanheusden e Noë Dussenne. No meio campo face às ausências, Samuel Bastien e Gojko Cimirot devem repetir a dupla do encontro frente ao Rangers. Na frente, Mehdi Carcela voltará a uma casa que conhece bem e deve alinhar como extremo pelo lado direito, com Selim Amallah na esquerda, devido à ausência de Maxime Lestienne. Na frente de ataque têm sido vários os jogadores escolhidos pela equipa belga. Jackson Muleka foi o maior investimento do clube esta temporada, custando 2M€. O jovem avançado de 20 anos tem jogado e pode dar continuidade à titularidade dos últimos jogos. Apesar disso também há Duje Čop e Felipe Avenatti.

Momento Defensivo

A versatilidade tática do Standard faz com que a equipa se apresente em campo com diferentes sistemas. Nos jogos contra adversários de um nível competitivo superior, Philippe Montanier tem optado por um 3-4-3, privilegiando a organização defensiva da sua equipa.

Os belgas adotam uma pressão alta na tentativa de condicionar a primeira fase de construção adversária. Quando não conseguem baixam as suas linhas e nos jogos de maior dificuldade utilizam um bloco médio/baixo na maior parte das vezes. Linhas bem juntas e uma equipa bem compacta, embora com fragilidades defensivas evidentes neste processo.

Mesmo quando jogam em 4-2-3-1 ou 4-3-3 os comportamentos coletivos no momento defensivo são semelhantes. Numa primeira fase, tentativa de pressionar alto a equipa contrária e caso não seja possível recuar e reorganizar.

A pressão no meio campo ofensivo não é feita de forma coordenada entre os jogadores e os setores o que faz com que por vezes os adversários consigam atrair o Standard e depois colocar a bola entre linhas onde têm espaço para progredir e desequilibrar o conjunto belga.

A forte reação à perda é uma característica transversal aos sistemas utilizados mas quando não é bem feita cria espaços para as equipas contrárias explorarem. Os corredores laterais também ficam muitos expostos no momento de transição defensiva, devido ao balanceamento ofensivo dos laterais, e em organização uma vez que os extremos jogam mais em terrenos interiores e demoram a fechar nos seus corredores. Uma dinâmica que promove situações de inferioridade numérica nas faixas.

Zinho Vanheusden é um dos jogadores a ter em conta no processo defensivo. O jovem capitão e o líder da equipa aos 21 anos é um central de grande potencial e destaca-se pela sua capacidade de desarme, marcação e posicionamento.

Momento Ofensivo

Ofensivamente a equipa consegue apresentar diferentes recursos, consoante o adversário que defronta.

Contra equipas do mesmo nível ou superiores, procuram um jogo mais vertical e objetivo na busca pela baliza contrária. Quando enfrentam equipas inferiores elaboram mais na saída de bola, com a participação do seu guarda redes. Podem construir a três quando jogam em 3-4-3 ou a dois quando jogam em 4-3-3 ou 4-2-3-1, embora também seja possível ver Bokadi a baixar e a ajudar na construção quando joga como médio mais recuado.

Apesar da qualidade que existe na construção de jogo e de futebol apoiado, de forma geral o Standard valoriza mais a chegada rápida a zonas de finalização. Assim que a equipa ganha a posse de bola procura rapidamente os corredores laterais para desequilibrar com a velocidade e qualidade técnica dos jogadores da frente.

Os laterais, Fai e Gavory sobem muito no terreno e participam no momento ofensivo, com os extremos a pisarem terrenos interiores. Desta forma o Standard consegue projetar-se ofensivamente no meio campo contrário, quer seja em organização ofensiva com um futebol apoiado ou ataques rápidos, e também em transições ofensivas rápidas.

Muleka é a principal referência da equipa, pela sua capacidade física, velocidade e jogo aéreo. Quando os laterais têm espaço tentam cruzamentos mesmo de zonas mais recuadas, nomeadamente Fai pelo seu corredor direito.