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O FC Porto de Sérgio Conceição tem como base o sistema táctico 1-4-4-2 mas com várias dinâmicas que são visíveis noutros sistemas tácticos como o 1-3-5-2, o 1-3-4-3, o 1-4-4-2 losango ou o 1-4-3-3. Podemos dizer que algumas das ideias podemos verificar também nos modelos de jogo de treinadores como Antonio Conte, Sarri, Guardiola, Mourinho e Fernando Santos. Apresenta dinâmicas muito interessantes, de quem quer assumir claramente o jogo e também bastante ofensivo como poderemos verificar de seguida.

Organização Ofensiva

Na fase de construção de realçar acima de tudo a 2ª Fase, em que podemos verificar diferentes dinâmicas, diferentes soluções mas em que as grandes ideias e objectivos passam por dar soluções quer no jogo interior, quer no jogo exterior. Como?

– Posicionamento de Danilo junto dos centrais para saída a três e assim garantir superioridade numérica quando o adversário pressiona com dois jogadores;

– Laterais bem abertos, a tocar a linha lateral, para garantirem a largura e posteriormente a profundidade, devido aos movimentos interiores dos “médios ala”;

– Os dois “médios ala”, neste caso Corona e Otávio a jogarem essencialmente por dentro, no corredor central. Procurando os espaços livres dentro da linha média adversária e entre a linha média e defensiva. Estes movimentos irão libertar espaço nos corredores laterais e funcionar como apoios no corredor central, verticalizando o jogo;

– Óliver posicionado entre os avançados e a linha média do adversário, funcionando como possível apoio;

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No seguimento da jogada podemos verificar:

– Corona e Otávio a explorarem o espaço dentro da linha média e entre a linha média e a linha defensiva do adversário;

– Movimento circular de Aboubakar podendo explorar o espaço nas costas da defesa ou receber no pé;

– Cinco jogadores posicionados para o jogo interior Óliver, Corona, Otávio, Aboubakar e Soares, posicionados em diferentes linhas e espaços (entre linha média do adversário, linha atacante –linha média e linha média-linha defensiva); Desta forma obriga o adversário a fechar os espaços interiores e a libertar espaço nos corredores laterais;

– Ricardo e Alex Telles a explorarem a largura e posteriormente a profundidade;

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Outros exemplos demonstrativos dos comportamentos acima referidos:

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Já no meio campo ofensivo e na fase de criação devido ao número de jogadores no corredor central e as alas a serem essencialmente exploradas pelos laterais, podemos verificar diferentes soluções:

– Se os laterais receberem a bola com espaço o objectivo será tentar o cruzamento onde aparecem em zona de finalização os avançados Soares e Aboubakar e onde eventualmente se poderão juntar mais um ou dois jogadores (médios ala);

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– A exploração do espaço entre a linha defensiva e linha média, onde se movimentam os médios ala e os dois avançados, sendo que um deles fará mais movimentos de apoio para arrastar os defesas e poder ser explorado o espaço central-lateral e central-central e ao mesmo tempo as costas da linha defensiva;

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– Combinação de movimentos de apoio e rotura por parte dos avançados e dos médios entre a linha média e defensiva adversária;

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Quando estas dinâmicas e comportamentos estiverem mais assimilados, prevê-se uma equipa muito forte e com várias soluções quer para o jogo interior quer para o jogo exterior. A primeira através de combinações directas e indirectas devido a número de jogadores no corredor central e que se posicionam entre a linha média e defensiva adversária e com a possibilidade de explorar o espaço que surgirá nas costas da defesa. E a segunda para quando a zona central estiver mais preenchida pelo adversário para condicionar este jogo interior mas que libertará espaço nos corredores laterais, onde surgirão cruzamentos para Soares e Aboubakar aproveitaram com o seu forte jogo aéreo.

Organização Defensiva

Zona Atacante

Nesta zona do terreno os dois avançados Soares e Aboubakar pressionam os dois defesas centrais adversários (referência principalmente individual) impedindo a construção curta pelos mesmos.

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Muitas referências individuais impedindo a construção curta e procurando direccionar o adversário para o corredor lateral. Óliver a subir no terreno para pressionar o médio que procura receber para construir.

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No seguimento do lance vejamos o que acontece: a equipa de facto consegue ganhar superioridade numérica na zona da bola mas devido às referências individuais para efectuar a pressão, surge um enorme espaço entre a linha defensiva-linha média aproveitado pelo adversário. A linha defensiva a não subir para acompanhar a pressão das duas linhas mais avançadas e encurtar a distância para a linha média.

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Zona Média:

Defesa à zona constituída por três linhas: duas linhas de quatro elementos e uma terceira com dois elementos. É possível verificar algum espaço dentro da linha média, entre a linha média-linha defensiva e um alinhamento da linha defensiva que ainda não é perfeito. É possível verificar uma intenção de condicionar o jogo adversário para os corredores laterais e conseguir pelo menos uma igualdade numérica nessa zona.

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Zona Defensiva:

O método de jogo defensivo é a defesa mista. Ora vejamos, inicialmente a equipa posiciona-se com duas linhas de quatro elementos mais uma de dois (os Avançados).

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Dois segundos depois: aquilo que aparenta ser uma defesa à zona rapidamente se transforma em defesa homem a homem, onde é possível verificar as marcações individuais de Marcano, A. Telles, Otávio e Óliver.

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Vídeo demonstrativo da Organização Defensiva e Ofensiva do FC Porto.

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