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Atlético de Madrid candidata-se ao título

10 anos depois de Forlan e Simāo Sabrosa, coube a Carrasco dar a vitória ao Atlético de Madrid sobre o Barcelona, a contar para a Liga Espanhola. Com este resultado, os comandados de Diego Simeone já têm mais 9 pontos que o Barcelona. Com a exceção dos primeiros 15 minutos da partida em que ambas as equipas conseguiram criar perigo, o resto do jogo ficou marcado por estruturas táticas bem definidas. Em que a equipa da casa claramente se soube superiorizar.

 O Atlético mostrou-se uma equipa muito bem organizada. Num esquema de 5-3-2, com Carrasco e  Trippier como alas, um meio-campo com 3 elementos que impediram o Barcelona de ligar o seu jogo e na frente Correa e Joāo Felíx.

Organizaçāo Defensiva do Atlético

Os comandados de Ronald Koeman partiram de um posicionamento em 4-2-3-1, mas que quando em posse, Alba e em especial Dembélé davam total largura ao jogo do Barcelona. Sergi Roberto ficava mais perto dos centrais Catalāes, na frente Pedri movimentava-se para zonas interiores.

Organizaçāo Ofensiva do Barcelona

A equipa de Diego Simeone, sem bola baixou as suas linhas ficando num bloco baixo, em que a sua principal preocupação, foi bloquear o jogo interior por parte do Barcelona. Para isso acontecer foi fundamental a ação dos médios Colchoneros, que bloquearam linhas de passe diretas para Messi ou Griezmann em zonas centrais.

Messi sem espaço em zonas interiores

Obrigava assim, o Barcelona a explorar as alas, em especial o lado direito por Dembélé.  Mas quando este recebia a bola, tinha pela frente Carrasco que contava sempre com a ajuda de Hermoso ou de Saul.

Em Momento Ofensivo, em particular durante a 1°parte, o Atlético privilegiou as transições rápidas, na tentativa de encontrar o Barcelona desorganizado. Nesse aspecto,  o papel de Joāo Felix  era de tentar jogar entrelinhas e jogar em apoios frontais e ser Correa ou Carrasco a explorar o espaço que existia nas costas da equipa de Ronald Koeman.

Foi num movimento assim que surgiu o único golo da partida, neste caso foi Correa que depois de uma má receção de Piqué lançou na profundidade Carrasco, que perante a saída em falso de Ter Stegen, rematou para o golo Colchonero.

Golo do Atlético

O Barcelona sem capacidade de encontrar espaços por dentro, foi sempre uma equipa demasiado previsível. Em que invariavelmente, tentava por Dembélé desequilibrar em situações de 1vs1. Que depois de conseguir criar perigo nos 2 primeiros lances, Carrasco e Hermoso conseguiram anulá-lo.

O inicio da segunda parte trouxe um Atlético de Madrid superior ao Barcelona, em particular durante os primeiros 30 minutos. Em que foram capazes de manter a posse de bola, sem que o Barcelona fosse capaz de ter uma pressão efetiva. Dando aos jogadores do Atlético muito espaço. Quando o Barcelona tentava pressionar mais alto, o Atlético tentava rapidamente explorar o espaço deixado nas costas da defesa Blaugrana.

Muito espaço dado aos jogadores Colchoneros

Durante a 2°parte, o Barcelona continuou a evidenciar problemas no seu momento ofensivo. Uma equipa que teve dificuldades em encontrar Messi em zonas centrais. Obrigando assim, o astro Argentino a procurar a bola em zonas laterais onde tentou fazer alguns cruzamentos que acabaram por ser a único forma que o Barcelona encontrou para testar Oblak.

Messi descair para zonas laterais

Ronald Koeman tentou através de substituições mudar o rumo dos acontecimentos. Primeiro com Coutinho para o lugar do desinspirado Pedri, depois Dest que entrou por troca com Piqué lesionado, indo Dest para lateral direito, De Jong a ocupar o lugar ao lado de Lenglet e Sergi Roberto a passar para o meio campo do Barcelona.

Re-organizaçāo depois da lesāo de Piqué

Para os últimos 10 minutos da partida, entrou Trincāo mas nem este foi capaz de mudar a imagem do Barcelona. Uma equipa triste e com poucas ideias.