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Brasileirão na final da Libertadores

Após exigentes desafios nas meias finais da prova perante os argentinos do River Plate e Boca Juniores, os brasileiros Palmeiras e Santos, respetivamente, garantiram presença nesta edição da final também disputada no Rio de Janeiro (no mítico Maracanã).

Longe de realizarem, quer um quer outro, brilhantes campanhas no Brasileirão (5º e 10º classificados), um deles iria depois do jogo de hoje, suceder ao Flamengo, dirigido até então pelo português Jorge Jesus, atual técnico do Benfica.

Outra curiosidade desta final: ambos os “times” têm marca portuguesa, já que o Santos iniciou a temporada com Jesualdo Ferreira como treinador e o Palmeiras chega a esta tão desejada final com o técnico Abel Ferreira ao leme.

Uma coisa era certa, fosse qual fosse o resultado, haveria um novo vencedor brasileiro na principal prova da América Latina de clubes.

As Formações iniciais

O Primeiro Tempo: nervos à flor da pele

Para abrilhantar esta final, a presença de (poucos) mas bons torcedores que garantiram um brilho extra à partida.

Entrada agressiva no jogo em pressão alta do Palmeiras, a conseguir condicionar a 1ª fase de construção do Santos (que saía com 3 defesas), ganhando muitas bolas em zonas avançadas do terreno.

Santos na sua estratégia procurava por sua vez atrair a pressão dos opositores, para depois ganhar mais espaços livres na frente, tentando chamar a jogo o virtuosismo e qualidade técnica de Marinho e Soteldo.

Num bloco intermédio e com uma defesa mais baixa, controlava desta forma a profundidade defensiva.

Preocupação do peixe em realizar uma marcação cerrada ao avançado Luiz Adriano, quer quando baixava entre linhas, quer em zonas mais avançadas.

Jogo agressivo, com muitos duelos divididos e várias faltas.

Meios campos encaixados, algo previsível dado os sistemas táticos utilizados (4-1-2-3 vs 4-2-3-1)

Várias variações recorrendo ao passe longo, na tentativa de forçar lances de 1×1 quer de Soteldo, quer de Marinho.

A equipa técnica portuguesa demonstrou também a preocupação em anular os criativos do Santos com constantes coberturas defensivas aos seus laterais promovidas no lado direito pelo extremo Gabriel Menino e no lado esquerdo pelo médio centro Zé Rafael.

2º Tempo: A continuação de um jogo tático e amarrado

Continuava uma verdadeira batalha pela conquista deste troféu, nem sempre bem jogada do ponto de vista estético, mais repleta de bolas divididas e muita entrega de parte a parte.

Abel Ferreira, sentindo que o adversário esperava por espaços livres na frente para poder desequilibrar em jogadas de contra-ataques e ataques rápidos, decidiu baixar o seu bloco para uma pressão média. Com esta iniciativa, o médio mais recuado Danilo ia sendo chamado a intervir mais vezes, crescendo no jogo e a ganhar maior importância no meio campo, travando vários ataques.

Por sua vez, a equipa do rei Pelé ia recorrendo a faltas ditas inteligentes, para também ela não permitir saídas rápidas em contra-ataques ao oponente.

Cuca decide mexer no jogo com a entrada de Lucas Braga, o que possibilitou dar maior mobilidade e ocupar mais espaços de Marinho, aparecendo ora na direita, ora no centro onde se ia juntando a Soteldo para tentar desbloquear o jogo

Demasiado espaço concedido nos corredores laterais para tirar cruzamentos atrasados para a área santista (ao 2º poste), com o lateral esquerdo Viña em foco neste momento e a aparecerem normalmente dois homens em zonas de finalização (avançado e extremo do lado contrário).

Foi num lance em tudo idêntico, mas no flanco direito, que Rony tira um desses cruzamentos para Breno já nos descontos marcar o golo do título.

Após o golo, o Palmeiras mexe no jogo com as entradas do capitão e experientíssimo Filipe Melo e do central Alan, passando para um sistema tático 5-4-1 com De Paula a fechar o lado esquerdo a meio campo, mas quando a bola se encontrava no lado oposto, aproveitava para ajudar a fechar o corredor central, junto a Danilo e Melo.

Abel Ferreira sucede a Jorge Jesus e Palmeiras sucede ao Flamengo

Na terceira final disputada entre clubes brasileiros na prova, Abel e sua equipa técnica conseguem os feitos de inscrever o nome do Palmeiras como o décimo segundo clube oriundo do Brasil a ganhar e a levar para o seu museu a sua segunda taça.

Segundo o técnico luso antes do encontro, Portugal estava a torcer pelo Palmeiras, tal como um ano atrás vibrou com o feito do Flamengo e uma vez mais no final festejou, ao assistir a um novo treinador do nosso país a dar cartas lá fora e a elevar a nossa bandeira bem alto.

Na verdade, o time vencedor demonstrou na prática ser mais forte coletivamente e do ponto de vista tático ter mais argumentos, frente a um elenco do Santos que vive em demasia do que as suas individualidades quer ofensivas, quer defensivas, possam ou não fazer.



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