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Campioni ou Football’s Coming Home?

Itália e Inglaterra disputam a final do Euro 2020 este domingo em Wembley. De um lado os italianos que procuram repetir o feito de 1968 quando venceram em casa, do outro os ingleses que disputam pela primeira vez na história a final de um Europeu.

Itália

Depois de uma fase de grupos, jogada em Roma mas ultrapassada de forma irrepreensível com 3 vitórias em 3 jogos, 7 golos marcados e 0 sofridos, contra País de Gales, Suíça e Turquia. A seleção orientada por Roberto Mancini chegou aos oitavos de final onde sentiu muitas dificuldades para ultrapassar a Áustria por 2-1 no prolongamento. Seguiu-se a vitória à Bélgica por 2-1 e Espanha nos desempate por grandes penalidades, depois do 1-1 durante os 120 minutos.

Possivelmente a seleção mais completa durante todo o Euro. A que melhor consegue variar e entender todos os momentos de jogo. Itália consegue jogar com muita qualidade em ataque continuado mas também sabe defender sem bola e apostar em transições rápidas para criar situações de finalização. Foi assim contra Espanha onde confirmaram a excelente coesão e organização defensiva que apresentaram nos jogos anteriores.

No processo defensivo podemos analisar uma seleção muito madura e segura com todos os jogadores comprometidos e disponíveis. Muito se deve à experiência de Bonucci e Chiellini mas também à segurança que Donnarumma oferece.

Defendem em 4-5-1 mas em alguns momentos o médio defensivo Jorginho também pode baixar e ficar junto dos centrais para criar superioridade numérica.

Outro dos aspetos mais importantes é a agressividade defensiva que apresentam. Muito fortes no momento de pressão e reação à perda. Foi assim que nasceu o primeiro golo frente à Bélgica depois de uma recuperação perto da área contrária. Jorginho, Verratti e Barella são muito importantes neste momento.

No plano ofensivo conseguem apresentar várias soluções. Podem construir desde trás para atrair a pressão adversária e abrirem espaços na frente ou através de um jogo posicional chegar à baliza contrária.

Foi desta forma que procuraram atrair Espanha para depois sair rapidamente em transições rápidas onde Insigne, Chiesa e Immobile depois conseguem fazer a diferença.

Com uma circulação mais calculada e com critério também conseguem chegar a zonas de finalização. Neste capítulo, Spinazzola era uma das peças chave do ataque italiano com a largura e profundidade que conseguia dar ao corredor esquerdo, libertando depois Insigne para movimentos interiores. Com a sua lesão e a entrada de Emerson a dinâmica continua igual mas sem a mesma qualidade.

É com esta versatilidade tática e qualidade nos vários momentos ofensivos que Itália se apresenta na final de Wembley este domingo.

Inglaterra

A seleção orientada por Gareth Southgate teve algumas dificuldades na fase de grupos, mesmo jogando sempre em casa e terminando em 1º com 7 pontos. Vitórias contra Croácia e República Checa, empate contra Escócia. Apenas 2 golos marcados mas nenhum sofrido numa campanha que esteve longe de convencer os adeptos ingleses. Nos oitavos venceram a Alemanha por 2-0, nos quartos e no único jogo fora de Wembley, foram até Roma vencer a Ucrânia por 4-0 e nas meias tiveram de fazer horas extra no prolongamento para ultrapassar a Dinamarca por 2-1.

Inglaterra tem a seu favor o fator casa que pode ser determinante na final em Wembley. O apoio massivo dos adeptos tem sido importante para empurrar a seleção rumo ao título. Defensivamente têm estado muito seguros com apenas um golo sofrido em toda a prova, num livre direto frente à Dinamarca.

Conseguem adotar um sistema tático de 4-2-3-1 ou 4-4-2 no processo defensivo, com um bloco médio alto.

Também conseguem pressionar muito bem com os três homens da frente, Sterling, Saka e Kane.

Sentiram algumas dificuldades nas transições defensivas, nomeadamente frente à Alemanha e Ucrânia. Mesmo a vencer no jogo e com a partida controlada, conseguem ficar expostos a ataques rápidos, ainda que consigam recuperar rapidamente e impedir situações de maior perigo para a baliza de Pickford.

Ofensivamente não são uma seleção de processos muito elaborados. Não costumam sair de forma organizada desde trás, procurando chegar rapidamente ao último terço para depois Sterling e Kane desequilibrarem e aparecerem em zonas de finalização.

O extremo inglês tem sido um dos destaques de Inglaterra, pela sua velocidade, mobilidade e qualidade técnica. Tem sido o principal desequilibrador da sua seleção, assumindo a iniciativa em zonas adiantadas, encontrando espaços para finalizar ou abrindo espaços para outros jogadores aparecerem e servir os seus colegas.

Pela ausência de médios mais criativos na primeira linha do meio campo, tem sido Kane a assumir a iniciativa na fase de criação. Baixa em campo para ligar o jogo e lançar os seus colegas com passes em profundidade. Foi assim que nasceu o golo do empate frente à Dinamarca. Rice e Phillips dão mais equilíbrios defensivos à equipa com Mount/Grealish a terem responsabilidades no último terço. Kane também aparece muito nesta fase do jogo de forma a baralhar as marcações contrárias e retirando as referências aos defesas adversários.

Shaw tem sido outro dos destaques ingleses no plano ofensivo. Inglaterra apresenta-se com muita qualidade no momento dos esquemas táticos ofensivos, com o lateral inglês a bater muito bem as bolas paradas para as referências Maguire, Stones e Kane. Ainda assim, a sua importância não se esgota nestes momentos com Shaw a aparecer muito bem no envolvimento ofensivo e no espaço de Sterling para depois cruzar para a área.

É sobretudo através dos ataques rápidos com Sterling e Kane em destaque que Inglaterra pode criar dificuldades à selecção italiana e conquistar o tão desejado troféu perante os seus adeptos em Wembley.



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