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Chelsea: consistência defensiva no caminho do FC Porto

O Chelsea defronta o FC Porto nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Uma equipa inglesa com princípios alemães. Uma máquina defensiva bem montada desde a chegada de Thomas Tuchel ao clube para substituir Frank Lampard. O conjunto inglês aumentou a sua qualidade e consistência com o antigo treinador do PSG, nomeadamente a nível defensivo onde sofreram apenas 7 golos em 15 partidas, sendo que 5 golos aconteceram este fim-de-semana em casa frente ao West Brom numa altura em que jogavam com 10 jogadores.

Ofensivamente a equipa também cresceu de produtividade com 19 golos apontados e com dinâmicas muito bem trabalhadas. No total são 15 jogos, 10 vitórias, 4 empates e 1 derrota. Um registo impressionante que apenas conheceu o sabor da derrota na véspera do encontro frente aos dragões.

XI Provável

Kanté está em dúvida para o desafio frente à equipa portuguesa e deve falhar o jogo desta quarta-feira. Pulisic também saiu lesionado no último jogo e pode ser baixa. Rudiger foi expulso do treino e pode ficar de fora das opções. Com estas situações, Tuchel deve optar pelo 3-4-2-1 com o XI apresentado na imagem.

Momento Defensivo

A equipa melhorou com a entrada de Tuchel. Passou a ter mais organização e consistência defensiva, capacidade de pressão e equilíbrio. O Chelsea consegue ser uma equipa que pressiona alto para condicionar a saída do adversário e de forma agressiva mas também tem a capacidade de baixar o seu bloco e não permitir espaços à equipa contrária. São poucas as oportunidades que os adversários conseguem criar dentro da grande área da equipa inglesa, fruto da boa organização defensiva e da ocupação constante dos espaços com a preocupação de existir sempre superioridade numérica.

Nos golos sofridos e nos jogos já realizados, a equipa londrina demonstrou algumas fragilidades nos movimentos em rotura entre os centrais ou os cruzamentos atrasados para a entrada da grande área.

A equipa tem uma forte reação à perda e consegue reorganizar-se rapidamente, formando uma linha de 5 com o apoio do seu meio campo. A pressão alta e eficaz dos homens da frente permite ao Chelsea recuperar muitas vezes a bola no seu meio campo ofensivo e estar próximo da baliza contrária. Uma equipa agressiva que consegue obrigar o adversário a jogar para trás para dar tempo para fechar os espaços na sua linha defensiva.

As oportunidades surgem quando a primeira linha de pressão do Chelsea é batida e aparecem espaços nos corredores centrais ou nas costas da defesa.

Momento Ofensivo

O Chelsea começa a construir desde trás com Mendy a assumir um papel importante na fase de construção. O guarda-redes do Senegal tem qualidade técnica para participar na saída de bola, formando muitas vezes uma linha de 4, juntamente com os outros centrais.

Outra solução passa por uma saída a 3 com os dois médios próximos para oferecer apoio ou preparados para o momento da perda, com os alas bem projetados no meio campo contrário.

O Chelsea consegue variar muito bem entre um jogo pautado desde trás e um futebol vertical e de transições rápidas através dos seus corredores laterais. A equipa apresenta uma grande variabilidade de opções ofensivas. Consegue construir com paciência desde trás, também têm a solução de esticar na frente para a sua referência ofensiva (Giroud, Werner ou Abraham) e permitir à equipa respirar e subir no campo ou explorar a mobilidade, velocidade e qualidade técnica dos homens que jogam no apoio ao jogador mais adiantado ou dos alas através de transições rápidas.

Os 19 golos apontados pelo Chelsea sob o comando técnico de Tuchel demonstram o padrão que referimos anteriormente. Acrescenta ainda a qualidade nos lances de bola parada ofensivos com bons executantes nos livres e cantos e jogadores fortes no jogo aéreo.

A equipa de Tuchel consegue chegar rapidamente a zonas de finalização e coloca muitos jogadores na área contrária. Os dois alas desequilibram ofensivamente e aparecem bem dentro da área, nomeadamente Reece James na direita. A variabilidade que identificámos bem espelhada no vídeo com alguns lances de construção desde trás e com saídas rápidas pelos corredores, em jogos de maior exigência durante o ciclo do técnico alemão no clube londrino.

Conclusão

O FC Porto tem condições para ultrapassar este Chelsea e chegar às meias-finais mas para isso precisa de desmontar a organização defensiva dos blues e garantir que consegue anular a variabilidade tática no momento com bola. Sevilha acolhe dois duelos táticos muito equilibrados entre duas equipas com aspirações legítimas de passarem à próxima fase da Liga dos Campeões.



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