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Dérbi resolvido na bola parada

O primeiro dérbi da temporada entre o Real e o Atlético Madrid terminou a sorrir para os merengues, que após uma vitória importante a meio da semana para a Liga dos Campeões conseguiram agora reduzir a desvantagem pontual para os líderes da La Liga, ao vencer por 2-0 com golos de Casemiro e Carvajal.

O Real assumiu o jogo e teve mais bola durante grande parte do tempo. A tendência da equipa de Zidane para lateralizar o jogo esteve bem visível, algo que Simeone tentou combater dando a Carrasco a instrução de se colocar na linha defensiva em organização defensiva para formar uma linha de cinco e tentar travar as investidas dos laterais adversários. A estratégia foi resultando visto que o Real Madrid apesar de ter bola não criou muitas situações de perigo para a baliza de Oblak.

Reparou-se, novamente, algo visível desde o início da época: a dificuldade dos merengues em criar pelo corredor central. Modric junta-se à área, enquanto Kroos assume a batuta e pauta o ritmo do jogo através do passe longo. As únicas oportunidades criadas pelo corredor central são quando Benzema recua, mas mesmo nessas situações não tem muito apoio para criar através desse corredor. Sendo assim, o jogo lateral é aquele mais utilizado pelo Real, que cria triangulações com médio interior, lateral e extremo para procurar o cruzamento.

Os golos da partida chegaram na sequência de bola parada. No primeiro golo podemos ver que o movimento de Varane é fundamental para o lance resultar em finalização. Ele parte desde trás, dando a entender que vai atacar a bola ao primeiro poste. Com isso atrai dois jogadores do Atlético, que saem da marcação a Casemiro e o deixam de frente para a bola. Apesar do brasileiro ter três homens “em cima” dele, a bola vem de frente e acaba por ser uma finalização fácil, mas conseguida graças ao movimento inteligente de Varane.

O segundo golo é mais mérito de Carvajal (e azar de Oblak) do que demérito do Atlético. Mas a realidade é que não há nenhum jogador instruído para sair rápido daquele bloco defensivo assim que há o alívio. Mesmo que não existisse oportunidade de remate, poderia existir uma transição ofensiva rápida que o Atlético poderia ter aproveitado. É verdade que Koke se aproxima, mas ao contrário do outro lado onde há Lemar, no lado do golo há demasiado espaço para Carvajal decidir.



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