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Recentemente contratado pelo grupo City, Diego Rosa é um dos mais jovens exemplos de médios defensivos brasileiros com uma qualidade ímpar com bola ao pé. Nascido em 12 de outubro de 2002 (17 anos) e com uma formação nas categorias de base divididas entre EC Vitória e Grêmio FBPA, o jogador deu nas vistas do grande público no ano passado, quando foi campeão mundial pela selecção U-17 e autor de 2 gols no torneio, e neste 2020 ainda fez parte do grupo gremista vice-campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a famosa Copinha. Mesmo sem sequer ter estreado pela equipa profissional, o grupo City já se adiantou para garantir a jóia em seu elenco com valores que podem chegar a 23,5 milhões de euros a depender dos gatilhos do contrato. 

MOMENTO DEFENSIVO 

Tendo boa capacidade de desarmar e perseguir adversários, é um médio que se mostra mais à vontade em contextos de marcações individualizadas. Agressivo e intenso para impedir a progressão dos oponentes, dificilmente é batido diretamente em 1vs1 (vence metade dos duelos que disputa, em média). Também apresenta uma leitura defensiva interessante e passível de observação, cobrindo saltos em pressão dos companheiros e compensando movimentos para equilibrar a linha de meio-campo. 

Porém, apesar da passada larga e do bom equilíbrio para girar e trocar de direção, não é um jogador muito veloz. Desse modo, especialmente em momentos de transição defensiva, aparenta necessitar de aprimoramento. Não é um médio especialmente talhado para cenários de pressão pós-perda, podendo desestruturar mecanismos por não ser rápido o suficiente nessa reação. Esse ponto também surge quando precisa recompor após perder a posse em campo ofensivo, demorando demasiadamente em alguns momentos para retornar ao seu posicionamento central. 

MOMENTO OFENSIVO 

Geralmente atuando em um duplo pivot, Diego destaca-se por ser o médio defensivo com mais força nas ocasiões de ataque (no Brasil chamado por 2º volante). Com muito protagonismo em cenários de posse de bola mais longa, é quem tem a responsabilidade por dirigir a organização ofensiva do time, sendo capaz de fortalecer a ligação entre os setores e de variar a posse entre os corredores com seus passes longos. A facilidade que tem para oferecer lançamentos e encontrar companheiros distantes é assombrosa, sendo muito assertivo nestas ações (média de 3,5 lançamentos por jogo, com taxa de acerto de 95,7%). Em termos associativos, também vale a menção ao seu critério na saída de bola, conseguindo trabalhar de forma curta e em conduções para eliminar adversários e vencer pressões, apesar de ainda apresentar certa margem de evolução com relação a sua orientação corporal ligada ao primeiro toque, sujeita a sofrer com pressões individuais. 

Tendo liberdade para flutuar entre os setores e surgir como opção em campo ofensivo, consegue criar linhas de passe através de movimentos próprios e oferecer soluções produtivas para o bom funcionamento coletivo do conjunto. Além disso, é visto constantemente em áreas próximas a zonas de remate (média de 3 chutes por jogo). Com qualidade na finalização de média distância, costuma infiltrar-se em espaços geralmente destinados aos avançados para surpreender os marcadores rivais. Essa técnica no contato com a bola também é notável nos momentos de bolas paradas, tanto em livres, quanto em cantos.  

GRANDE PROMESSA 

Com tudo programado para viajar em janeiro para a Inglaterra para a assinatura de seu contrato, Diego Rosa é mais uma grande promessa brasileira que começará a dar seus primeiros passos no futebol profissional em território europeu. Como foi dito, é um médio que ainda apresenta algumas carências, mas, com os processos corretos, certamente evoluirá esses aspectos e poderá integrar o conjunto de algum clube do grupo que administra o Manchester City.