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Dragão sofre mas vence

Em noite de regresso do público ao estádio do Dragão, a equipa portista recebeu e venceu o Olympiacos por 2-0, em jogo a contar para a 2ª jornada da fase de grupos (Grupo C) da Liga dos Campeões.

O FC Porto, em 4x2x3x1, entrou forte e a exercer uma pressão alta de forma a condicionar a construção ao Olympiacos.

Definindo bem as suas zonas de pressão, os dragões procuravam encaminhar essas saídas deste trás por parte do Olympiacos para os corredores laterais, fundamentalmente para o corredor lateral direito, e aí exercer uma forte pressão e poder desde logo recuperar a posse em zonas mais altas.

Acabou por ser fruto de uma dessas situações de pressão e condicionar da saída ao adversário, e consequente recuperação da bola em zona alta, que os portistas chegaram ao 1-0: Pressão (pelo lado cego) de Sérgio Oliveira e recuperação da bola a aproveitar erro individual de Bouchalakis, com posterior passe atrasado para Fábio Vieira finalizar e inaugurar o marcador.

Após o golo, a formação de Pedro Martins, foi encontrando espaços para sair (algo que não foi conseguindo, sobretudo nos primeiros 15-20 minutos).

O FC Porto foi gradualmente baixando o seu bloco e consequentemente o seu momento de pressão alta, permitindo que o Olympiacos potenciasse muitas situações de variações longas de corredor – com Valbuena a cair tanto à esquerda como à direita para entrar em triangulações e procurar situações de superioridade nessas zonas – culimando a maior parte dessas ações com cruzamento para a área em busca da sua principal referência, El-Arabi.

Na 2ª parte, o Olympiacos voltou a entrar mais forte em relação ao FC Porto, tendo em conta principalmente aquilo que havia sido o último quarto de hora da 1ª parte.

Pedro Martins lançou Fortounis no jogo e a equipa ganhou uma outra dimensão (começou também a entrar por dentro no espaço entre linhas do FC Porto e aproveitando principalmente o espaço deixado nas costas dos médios dos azuis e brancos) que outrora era dada na sua maior plenitude pela potenciação dos corredores laterais.

Sérgio Conceição leu bem o jogo, e colocou inicialmente Nakajima no jogo (na tentativa de ter mais bola, ainda que com participação chave no 2º golo, contudo de um modo geral sem grande sucesso) em campo, e de seguida Grujic.

O sérvio mostrou-se elemento fundamental para que o FC Porto voltasse ao controlo do meio campo (passou a jogar nas costas e em alguns momentos ao lado de Uribe com Sérgio Oliveira um pouco mais subido, ficando a equipa num 4x1x4x1 com esporádicas passagens pelo 4x5x1,) dando (Grujic) os equilíbrios necessários à equipa.

Importante, Grujic, igualmente em faltas “cirúrgicas” e interceções que travaram algumas situações de contra-ataque ou ataque rápido ao Olympiacos.

Já com esse tal retorno ao controlo e equilíbrio do setor médio, o FC Porto fecha o jogo ao chegar ao 2º golo ao minuto 85: Boa pressão inicial no corredor por parte de Manafá, igualmente boa a cobertura dada por Grujic a Uribe e ao mesmo tempo a condicionar a ação (para possível saída rápida do Olympiacos) de El-Arabi.

A bola sobra para Mbemba que de 1ª encontra Nakajima entre linhas. O nipónico liberta em Marega que tira cruzamento ao 2º poste onde surge Sérgio Oliveira a antecipar-se e a ganhar o duelo aéreo a Rafinha e a desviar de cabeça para o 2-0 final.