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Erros individuais borram a pintura

O FC Porto ficou esta quarta-feira numa posição muito complicada para seguir em frente na Liga dos Campeões. Os dragões foram derrotados em “casa” pelo Chelsea (0-2) e têm agora uma montanha para tentar escalar no segundo jogo. O resultado acaba por ser duro para os homens de Sérgio Conceição, que realizaram uma exibição muito competente, mas acabaram penalizados por dois erros individuais.

A organização defensiva voltou a ser uma imagem de marca da equipa portista, à semelhança da eliminatória com a Juventus. Se perante a equipa italiana tivemos momentos em que o Porto adotou uma linha de seis homens na defesa, para este encontro a estratégia de Sérgio Conceição passou por um 5x4x1 em momento defensivo, com Wilson Manafá a juntar a Chancel Mbemba e Pepe como terceiro central e Jesús Corona a recuar para a posição de lateral direito.

Condicionar Jorginho

A melhor forma de defenderes um médio que depende de ter bola é… não o deixar ter a bola. Ou, pelo menos, não o deixar ter a bola em zonas onde este possa ser influente. E Sérgio Conceição tinha bem definido no seu plano quem era o jogador que o FC Porto tinha de condicionar na construção do Chelsea: Jorginho. Sobretudo durante a primeira parte, a equipa azul e branca fê-lo muito bem, não permitindo que o italo-brasileiro pudesse ser influente na manobra ofensiva londrina.

A falha antes da falha

Pode soar redundante, mas o erro individual de Zaidu não é o único erro no lance que origina o 0-1 a favor do Chelsea. O FC Porto encontrava-se momentaneamente em 6x3x1, com Corona e Luis Díaz a juntar à linha defensiva para controlar as subidas de Reece James e Ben Chilwell e uma linha de três médios (Otávio, Grujic e Uribe) posicionada na frente da defesa.

A dada altura, existe uma falha de concentração fatal por parte de Luis Díaz. Otávio apercebe-se do espaço vazio na zona que seria defendida pelo colombiano e ajusta, passando ele a desempenhar aquela tarefa. O problema? Luis Díaz não completa a troca, isto é, não passa a desempenhar a função de Otávio. A bola chega a Jorginho e Díaz tem o corpo orientado para defender a lateral, tendo falhado a leitura de jogo para perceber que tinha de desempenhar o papel de Otávio. Jorginho recebe, o espaço está criado e o passe entra no espaço entre linhas, nos pés de Mason Mount. A partir daí, entra em ação a qualidade técnica do inglês e o erro individual de Zaidu, que tentou adivinhar o lance, e o 0-1 surge.

O resultado de 0-2 acaba por ser algo duro para a equipa portista por aquilo que foi o encontro. No entanto, a equipa azul e branca deixou em campo sinais de que consegue bater-se com os londrinos e um eventual golo madrugador no segundo encontro pode reacender a chama do dragão nesta eliminatória.



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