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No dia em que terminou o grupo A do Campeonato Europeu de sub-19, disputaram-se mais dois jogos: Portugal 1-1 Itália e Alemanha 3-0 Áustria. Com estes resultados, Portugal e Itália apuraram-se para as meias-finais da competição, a Alemanha vai ao play-off de apuramento para o Campeonato Mundial de sub-20, a disputar-se no próximo ano, na Coreia do Sul, e a Áustria terminou no último lugar do grupo. É, contudo, incerto se a classificação se vai manter assim, visto que a investigação sobre a utilização de Asumah Ankrah, avançado português que pode não ter cumprido a regra de residência ininterrupta durante dois anos, não cumprindo assim um pressuposto FIFA para representar a selecção das quinas.

Relativamente ao Portugal-Itália, não se pode tecer comentários devido à não transmissão do jogo.

Quanto ao Alemanha-Áustria, num duelo entre países vizinhos, os teutónicos saíram vitoriosos, num jogo onde apenas eles fizeram por isso, embora não tenham protagonizado uma exibição de encher o olho, tendo sido inferiores ao primeiro jogo onde perderam com a Itália. Num jogo globalmente fraco, de parte a parte, apenas a segunda parte teve alguns motivos de interesse e esses foram os golos. Os alemães assumiram a posse de bola, não sendo, no entanto, muito organizados na forma como procuravam chegar à área adversária, não tendo mostrado critério e calma quando instalados em meio contrário. A Áustria remeteu-se à sua defensiva, organizada num bloco baixo, dando toda a iniciativa à Alemanha, procurando saídas rápidas, alicerçadas na presença de Jakupovic para segurar a bola na frente, enquanto os colegas subiam.

Na equipa alemã, Henrichs, mesmo num patamar inferior relativamente às últimas duas partidas, mostrou que é o patrão da equipa, sendo essencial no processo defensivo, na forma extremamente interessante como reage à perda e como recupera no terreno para condicionar os adversários e permitir que a equipa recupere no terreno. Ofensivamente, esteve abaixo do que já mostrou, esteve mais errático no passe e a definição nem sempre foi a melhor, mas, apesar disso, foi das melhores unidades alemãs. Gul, pelo golo, pela capacidade nos duelos e pelo facto de ter sido quase sempre ele a iniciar a construção desde trás, ainda que nem sempre aproveitando adequadamente o contexto de jogo, também se destacou.

Na equipa austríaca, os destaques são um exercício de afloramento de características que se revelaram interessantes, mais do que uma avaliação concreta ao desempenho dos jogadores. Nessa lógica, o capitão Krainz, revelou alguma astúcia na forma como tentou auxiliar a construção, revelando alguma qualidade de passe às três distâncias. Já Jakupovic, apesar de muito desacompanhado, mostrou alguma capacidade para jogar de costas para a baliza, dando apoios frontais para os colegas que tentavam lançar a transição ofensiva rápida.

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No último dia da fase de grupos do Campeonato Europeu de sub-19, o grupo B teve o seu término com os seguintes resultados: França 5-1 Holanda e Inglaterra 2-1 Croácia. Deste modo, a Inglaterra confirmou o 1º lugar com 9 pontos, a França carimbou o 2º lugar com 6 pontos, a Holanda apurou-se para o play-off de apuramento para o Mundial de sub-20 com 3 pontos e a Croácia ficou em último lugar com 0 pontos.

Assim, as meias-finais serão as seguintes: Itália-Inglaterra e Portugal-França. No play-off de apuramento para o Mundial de sub-20 de 2017, teremos um Holanda-Alemanha.

A França impressionou grande parte dos adeptos depois de uma vitória por 5-1 frente a Holanda. Assentou, fundamentalmente, na capacidade ofensiva do seu quarteto da frente e aproveitou bastante bem as fragilidades defensivas dos holandeses. Mbappé foi talvez o jogador com maior capacidade de desequilíbrio com as suas acções de condução e de 1×1, mas Augustin, pelo seu oportunismo e capacidade de remate, aliada à potência e explosividade que exibe no seu jogo, sendo muito forte em situações onde há espaço para explorar, juntou 3 golos e 1 assistência na partida. Destaque ainda para Blas e Harit que, num perfil diferente, menos de esticões bruscos e mais de capacidade de passe e criatividade no mesmo, além de alguma capacidade para conduzir também, foram outros destaques.

Na Holanda, para além da incapacidade para controlar os espaços defensivos, fruto de uma desorganização imensa e de uma falta de agressividade tremenda, associada a um desinteresse pela reacção à perda, houve um inércia total a nível ofensivo, com os jogadores completamente estáticos, estando dependentes, apenas, do virtuosismo de Nouri, o único que tentou lutar contra a armada gaulesa, sempre assumindo a bola, mesmo que não tenha conseguido ter muito sucesso nas suas acções, algo que foi maximizado pela ausência de colaboração dos colegas.

No Inglaterra-Croácia, num jogo que não tinha grandes motivos de interesse pelo facto de ambas as equipas terem o seu destino traçado, assistiu-se a uma espécie de repetição do Inglaterra- França, onde os ingleses entraram muito bem no jogo e marcaram dois golos cedo, mostrando grande capacidade para aproveitar as oportunidades que conseguem criar. Depois geriram e quase que adormeceram embalados no jogo dos croatas. Na Inglaterra, o destaque vai para Brown, que com um golo e uma assistência, deixou a cabeça do lateral direito croata em água nesses dois lances. Não foi contudo um jogo extremamente conseguido, na medida em que pareceu estar algo desgastado e sem capacidade para decidir de forma consentânea com aquilo que pode fazer.

Na Croácia, mais um jogo pouco conseguido a nível defensivo, com bastante incapacidade para controlar a profundidade e para suster os lances de 1×1 nas faixas laterais da defesa. Ofensivamente, a equipa melhorou na segunda parte com o recuo de Moro para o meio campo e com a fixação de Balic como pivô defensivo, algo que melhorou a construção da equipa. Moro foi o melhor jogador. Depois de uma primeira parte algo apagado, onde actuou como referência ofensiva, baixou no terreno, pegou no jogo, assumiu as rédeas da manobra ofensivo, tentou criar situações de perigo, apesar de não ter tido muito sucesso, e testou o seu forte remate, algo que lhe valeu um golo.

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