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FC Porto exemplar defensivamente traído pelas bolas paradas

O FC Porto iniciou a campanha europeia com uma derrota frente ao Manchester City. Apesar do resultado, a equipa portuguesa deu uma excelente réplica ao colosso europeu, tendo sido traída por dois lances de bola parada.

O jogo terminou 3-1 para os ingleses, mas até começou da melhor forma, depois do excelente trabalho individual de Luis Díaz à passagem do minuto 15.

O resultado foi penalizador para a excelente organização defensiva do FC Porto, que até aos dois golos ingleses (pénalti e livre direto), não concedeu nenhuma oportunidade à equipa de Guardiola.

O 2-1 de Gundogan mudou o jogo, e só a partir daí, o City criou situações de finalização em lances de bola corrida.

Em organização defensiva, Sérgio Conceição montou a sua equipa em 5x4x1, com a linha defensiva composta por Mbemba, Pepe, Sarr, Zaidu e Corona, a linha média com a grande novidade Fábio Vieira à direita, Luis Díaz à esquerda, Uribe e Sérgio Oliveira a fechar o corredor central, e Marega na tentativa de explorar uma saída rápida em profundidade, colocou-se à frente das duas linhas.

Os campeões nacionais defenderam com 11 homens – afinal o adversário era o City – e tiveram o mérito de anular as capacidades do adversário no último terço ao:

  • Retirar espaço entrelinhas
  • Impedir a penetração na sua área com bola controlada
  • Obrigar a equipa inglesa a jogar por fora e a abusar dos cruzamentos

A ideia de trazer pelo menos um ponto de Inglaterra esmoreceu com o segundo golo, mas até lá, excelente jogo do FC Porto no momento defensivo.

Em relação ao City, a abordagem ao momento defensivo do FC Porto com a colocação constante de três homens atrás de Marega (primeiro a defender) fez com que a equipa entrasse no momento ofensivo constantemente em inferioridade numérica.