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FC Porto x Benfica: ninguém se ficou a rir

Terminou empatado o clássico (1-1) entre FC Porto e Benfica. Os dois emblemas subiram ao relvado a saber que uma vitória os aproximaria do primeiro lugar, mas o empate deixou tudo igual nas contas pelo título.

Sendo assim, o Sporting segue na frente com quatro pontos de vantagem em relação aos seus rivais, mantendo a distância pontual para águias e dragões após o empate caseiro frente ao Rio Ave.

Este clássico tinha várias atrações – desde já as inerentes a um jogo entre dois rivais históricos – mas podia marcar Sérgio Conceição como o primeiro treinador a vencer as águias por cinco vezes de forma consecutiva, algo que acabou por não acontecer.

O empate deixa a equipa portista numa posição mais confortável (se é que uma equipa realmente o está, a quatro pontos da liderança) face aos encarnados, pelo que foi o jogo, mas também por saber que dentro de duas semanas Benfica e Sporting medirão forças em Alvalade.

Quanto ao jogo, os treinadores apresentaram os seus sistemas habituais, coma grande novidade a cair na turma de Jorge Jesus com a relegação de Cebolinha para o banco de suplentes em detrimento do Grimaldo, que atuou como extremo esquerdo, talvez para anular a força do FC Porto em corredor lateral. Como bónus, o espanhol fez o primeiro golo do jogo.

Já no FC Porto, Otávio foi rendido por Luis Diáz e Manafá por Nanú, nas maiores surpresas do 11 de Sérgio Conceição.

O jogo em momentos:

  • Benfica a atacar com muitos homens e a criar dificuldades ao FC Porto em organização ofensiva, fruto de uma rápida circulação de bola e variações de corredor frequentes,
  • FC Porto a construir a três homens – resultado da pressão dos dois avançados do Benfica aos seus centrais,
  • Os golos, como é habitual nos clássicos, nascem de virtuosismos individuais. Esquecer Corona após lançamento de linha lateral, bem como acompanhar Darwin para corredor lateral, abrindo espaço entre os dois centrais, normalmente paga-se caro e foi o que aconteceu,
  • Mais Benfica, com mais e melhores oportunidades, num clássico disputado a alta intensidade, e por vezes demasiado agressivo,
  • Grimaldo foi aposta ganha em terrenos mais adiantados, não só por ter marcado, mas pela pressão mais efetiva que o Benfica logrou no estádio do Dragão. A falta de rotina de Nanú contribuiu para a leitura de JJ em colocar o espanhol nessa zona,
  • A expulsão de Taremi trouxe o pior momento ofensivo do Benfica e garantiu que o nulo se mantivesse até final – o FC Porto perdeu a capacidade de chegar à área adversária com tanta frequência.

Ninguém se ficou a rir (nem mesmo o Sporting), e segue a liga com o aliciante de, na temporada 20/21, haver três candidatos. Ainda é cedo para prever algo, mas parece que vai haver luta até ao fim. A intensidade com que se disputou o jogo faz acreditar que em jogo, estavam em cima da mesa muito mais que os três pontos.



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