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Antevisão – Liverpool vs Real Madrid

Liverpool e Real Madrid defrontam-se amanhã, no Stade de France, em Paris. Sem dúvida, um dos jogos mais esperados da época desportiva. Em conjunto, os dois clubes possuem 19 títulos da Liga dos Campeões, 6 para os ingleses e 13 para os espanhóis.

Reds e Merengues disputam o título entre si pela 3ª vez na sua história, depois das finais de 1981 e 2018. O Liverpool triunfou na década de 80, vitória por 1-0, e o Real Madrid venceu a final mais recente por 3-1.

Jurgen Klopp e Carlo Ancelotti, dois treinadores carismáticos do topo do futebol mundial; de um lado o estilo energético e apaixonante do alemão que revolucionou o futebol dos Reds, frente ao italiano, conhecido pela sua “liderança tranquila”, que se torna o treinador com mais presenças em finais da competição e campeão dos cinco maiores campeonatos europeus (Itália, Inglaterra, Espanha, Alemanha e França).

Antecipa-se uma final eletrizante, esperando toda a verticalidade e intensidade da equipa inglesa frente à excelente organização, capacidade de trabalho e qualidade individual da equipa espanhola.

Liverpool

O Liverpool terminou a Premier League atrás do Manchester City, apenas com diferença de um ponto mas, a época ainda poderá ser épica, juntando o troféu da Liga dos Campeões à Taça da Liga e à Taça de Inglaterra. A equipa de Jurgen Klopp deixou a sua marca na competição desde cedo vencendo o seu grupo (Grupo B). De seguida, ultrapassou as eliminatórias com Inter, Benfica e Villarreal.

Os Reds tiveram um percurso quase perfeito, consentindo apenas uma derrota, na 2ª mão dos oitavos-final frente ao Inter. Os Italianos criaram muitas dificuldades à equipa inglesa, mas a turma de Klopp conseguiu ultrapassar tudo isso com sucesso. Outro jogo de destaque foi a 2ª mão das meias-finais frente ao Villarreal; os comandados de Unai Emery ainda conseguiram empatar a eliminatória mas a qualidade coletiva e individual do Liverpool conseguiu efectuar uma 2ª parte ao mais alto nível, garantindo a presença na Final da competição.

Assente no habitual sistema de 1-4-3-3, a equipa é caracterizada pelo seu jogo de alta intensidade, o verdadeiro “Heavy Metal” de Jurgen Klopp. Ao longo das últimas épocas a forte pressão na construção de jogo do adversário, a contra-pressão, forte reação à perda e os constantes ataques à profundidade sempre foram as principais características da equipa, esperando-se que assim se mantenham no jogo de amanhã.

Na presente época, foi notória a mudança de mentalidade em alguns momentos do jogo – a equipa começou a controlar e a dominar mais e melhor o jogo com bola na sua organização ofensiva e transição ofensiva, conseguindo assim gerir muito melhor o ritmo de jogo. Thiago Alcântara foi a peça chave para esta mudança. A sua inteligência e recorte técnico foram fulcrais para a implementação de um melhor e inteligente jogo posicional. Esta mudança levou a que os Reds se tornassem uma equipa mais completa e com muita mais variabilidade e versatilidade ofensiva. O mais recente reforço, Luis Díaz, também trouxe uma energia diferente à equipa pertencendo a um leque de avançados de luxo, juntamente com Salah, Mané, Firmino e o português Diogo Jota.

Golos decisivos do Liverpool nas eliminatórias anteriores

Real Madrid

Do outro lado, o Real Madrid, recente campeão da La Liga, iniciou a competição da melhor maneira, vencendo o seu grupo (Grupo D). De seguida, marcou a sua caminhada até à final através de inéditas remontadas, eliminando o Paris SG, Chelsea e Manchester City.

A equipa de madrilena tem impressionado tudo e todos pela sua crença, organização defensiva e estratégia de jogar sem bola, revelando-se sempre decisiva nas ações rápidas de transição ofensiva.

Partindo do sistema habitual 1-4-3-3, podemos abordar a estratégia de Ancelotti nas eliminatórias anteriores, nomeadamente frente ao Man. City, acreditando que irão manter esta ideia frente ao Liverpool.

Na última eliminatória frente à equipa de Guardiola, podemos destacar a forte e agressiva pressão no meio-campo adversário, travando as habituais ligações e jogo posicional da equipa inglesa, encurtando o espaço e o tempo de ação da mesma. Quando o City tentava a progressão pelos corredores laterais, Carvajal e Mendy foram os responsáveis por saltar na pressão aos laterais adversários. Os médios habituais, Casemiro, Kroos e Modric também foram impressionantes no momento de condicionar o jogo posicional da equipa de Guardiola. No seu meio-campo defensivo, têm adotado um bloco baixo e com referências zonais, aproveitando da melhor forma o momento de ganho da bola para chegar rapidamente à baliza adversária através de transições rápidas e verticais, aproveitando o impressionante momento de forma de Benzema.

Para além deste jogo mais pragmático, os merengues também têm assumido muitos momentos do jogo através de ataque posicional, atraindo o adversário para zonas do corredor lateral direito para de seguida, através de rápidas variações do centro de jogo, acelerar pelo corredor lateral esquerdo, aproveitando a criatividade e potência de Vinícius Jr, decisivo nas assistências para o inevitável Benzema ou até mesmo para o próprio finalizar. Rodrigo, Camavinga e Asensio também têm sido preponderantes nas entradas em campo; o brasileiro, tal como Vinícius, impõe toda a sua qualidade técnica e genialidade sempre que é chamado, dando outra magia e imprevisibilidade nas ações com bola; Camavinga e Asensio demonstram sempre muita frieza e qualidade para gerir o jogo com bola, mas também destacar a imensa capacidade do francês em progredir com bola no terreno, acelerando o jogo nos momentos certos.

Golos decisivos do Real Madrid nas eliminatórias anteriores


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