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João Mário: um mago de regresso a Alvalade

O mercado de transferências proporcionou algumas surpresas de última hora aos três maiores clubes portugueses. No Sporting, saiu Wendel para o Zenit, mas a grande novidade ficou mesmo guardada para o último dia.

Apesar de frente ao Portimonense se ter visto Pedro Gonçalves a atuar na posição que até então pertencia ao médio brasileiro, os dirigentes verde e brancos sentiram necessidade de contratar um novo médio.

A escolha talvez tenha sido surpreendente, dada a valia do reforço e a ausência de competições internacionais a disputar, depois de falhado o acesso à Liga Europa.

Chegou foi João Mário, um jogador formado em Alvalade e muito acarinhado pelos adeptos.

Emprestado pelo Inter, o internacional português representou um encaixe na ordem dos 40 milhões de euros aos cofres leoninos há quatro anos. Não se conseguiu afirmar nos nerazurri e acumulou sucessivos empréstimos para ganhar tempo de jogo. Primeiro ao West Ham, depois ao Lokomotiv de Moscovo e agora o Sporting, onde diz «ter sido muito feliz».

Em ano de Europeu, João Mário sabe que:

  • Boas exibições no Sporting o deixam mais perto do radar de Fernando Santos,
  • Pode voltar a ganhar o ritmo competitivo que deixou em Alvalade em 2016,
  • Vem para ajudar o clube a investir no campeonato, num ano em que os dois primeiros classificados se apuram diretamente para a Liga dos Campeões.

No Sporting de Rúben Amorim, João Mário pode jogar em várias posições. A meio campo, por exemplo, no lugar de Wendel, ao lado de um jogador de características mais defensivas como Matheus Nunes ou João Palhinha. Ainda assim, pela falta de agressividade do jogador no momento defensivo, é mais provável que entre num dos três lugares da frente, oferecendo a mobilidade que o treinador leonino tanto gosta.

Não sendo extraordinariamente veloz, oferece critério na tomada de decisão e uma excelente ocupação do espaço entrelinhas, tão importante no sistema de Amorim. Na sua última passagem por Alvalade jogou à direita no 4x4x2 de JJ, suprindo a ausência de Carrillo, afastado do 11 ainda no primeiro terço do campeonato.

Tem no passe, visão de jogo e perceção do espaço as suas maiores qualidades, agora postas ao serviço do clube que o viu crescer.

Será que está de volta a melhor versão do mago português?