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Liverpool x Man. City – Já se pode encomendar as faixas de campeão?

Esta tarde jogou-se o jogo grande da jornada na Premier League. Liverpool e Manchester City entravam em campo com um objetivo único: ganhar o jogo. A equipa de Pep Guardiola vinha numa série de invencibilidade que dista já na deslocação ao terreno do Tottenham em Novembro. Juntando a este facto, o City vinha de 13 vitórias consecutivas e via a possibilidade de abrir um fosso de 5 pontos para o segundo classificado e, ainda, com menos um jogo.

A vitória sorriu ao lado azul de Manchester e teve contornos de goleada, resultado de 4-1 para os citizens. Rúben Dias, João Cancelo e Bernardo Silva foram titulares, ainda que não tenham constado na lista de marcadores. İlkay Gündoğan (2x), Raheem Sterling e Phil Foden marcaram para o City, enquanto o Mohamed Salah apontou o único golo dos Reds.

A orquestra de Pep

Pep Guardiola passou por um período complicado no início da temporada, porém conseguiram inverter este ciclo e entrar numa senda vitoriosa sem fim à vista.

Com Rúben Dias a ser o patrão da defesa, o City procurou uma construção a três, com Rodri a baixar para o lado de Rúben Dias. Ao contrário do visto habitualmente, nas equipas que constroem a três, o lateral direito do City não fica aberto no corredor. Desloca-se para a zona central, deixando o corredor para Bernardo Silva e Mahrez.

Um dos segredos da estratégia de Guardiola, mas que é transversal a todos os jogos, foi a pressão alta e, sobretudo, a reação à perda. Após perda de bola o City em 5-6 segundos conseguia recuperar a posse da mesma.

Reação, Pressão, e agora?

A reação rápida à perda e a pressão forte ao portador da bola foi um dos problemas identificados no jogar do Liverpool. A incapacidade de contrariar as linhas e setores bastante próximos do Manchester City foi visível ao longo do jogo. Ainda assim, o Liverpool procurou não acelerar sempre o jogo, como tem por hábito fazer. Sobretudo na segunda parte, procurou retirar mais a bola ao adversário (57% de posse de bola na 2ª parte), atrair a linha avançada e a linha média do City para depois conseguir encontrar espaços mais à frente.

Na imagem acima, temos um momento do jogo em que o Liverpool conseguiu manter a posse de bola, atrair a pressão do adversário, abrir espaços e explorar o passe longo para ultrapassar a primeira e segunda linha de pressão do adversário.

O problema de abusar

O Liverpool e Jürgen Klopp perceberam que só retirando a posse ao Manchester City é que conseguiriam parar o bom momento da orquestra de Pep. No entanto, a posse de bola, excessiva ou não, com uma boa pressão alta e incisiva sobre o portador da bola acarretam custos. Custos esses que Alisson não conseguiu suportar e acaba por tomar uma decisão errada na forma como insiste em sair a jogar curto, ao invés de procurar uma solução mais longa.



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