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Mattia Caldara é uma das maiores promessas do futebol italiano. Natural de Bergamo, o defesa-central entrou para a Atalanta com apenas nove anos.  Cumpriu, a partir daí, todas as etapas da formação no clube, onde foi companheiro de Roberto Gagliardini (Inter de Milão) em grande parte desse percurso. A estreia pela equipa principal ocorreu na última jornada da Serie A da temporada 2013/2014, quando tinha acabado de fazer 20 anos.

Nas duas épocas seguintes, com o intuito de aprimorar todo o seu talento, foi emprestado a outras tantas equipas da segunda divisão italiana (Trapani e Cesena, respetivamente). Foi graças às exibições protagonizadas neste último clube que foi chamado pela primeira vez à seleção sub 21 de Itália.

No início desta temporada, com a chegada de Gian Piero Gasperini, Caldara foi começando a ganhar protagonismo. Nos primeiros jogos não foi titular, mas a partir da sétima jornada, quando se estreou como efetivo, agarrou o lugar e nunca mais o largou.

A constância exibicional deste jovem de 22 anos tem sido tal que, a meio da temporada, em Janeiro, a Juventus garantiu a sua contratação por 15 milhões de euros. Contudo, os clubes chegaram a acordo para que o atleta só se mudasse para Turim no final da época.

Caldara tem uma compleição física “perfeita” para um defesa-central (mede 1,87 metros e pesa 75 kg), no entanto, as valências do jogador estão longe de ficarem por aqui. Imperial no jogo aéreo, já marcou seis golos esta época (dois deles num encontro frente ao Nápoles), apresenta também uma concentração no jogo fora do comum para um calciatore com a sua idade. A capacidade de desarme (apenas dois cartões amarelos) e a disciplina que demonstra são outros dos pontos fortes.

Dono de uma personalidade bem vincada, Caldara joga normalmente mais ao centro na tripla de centrais que a Atalanta apresenta. Não sendo um atleta pouco dotado tecnicamente, na saída de bola, hesita, por vezes, entre o passe curto e o passe longo. Apesar de não constituírem a caraterísticas mais importante para um defesa-central, a velocidade de execução e a agilidade são, cada vez mais, aspetos a ter em conta no futebol moderno, independentemente da posição. Nesse sentido, Caldara ainda tem algum caminho pela frente para melhorar, já que lhe falta ser mais lesto no momento da decisão e mais rápido nas mudanças de velocidade, respetivamente.

Para além disso, apesar da capacidade que tem nos tackles, pode ainda melhorar no timing de entrada à bola, sendo que a contenção nem sempre é feita da forma mais eficaz. Isso é visível, por exemplo, nos lances em que envolve jogo aéreo. Sendo um atleta forte nesses momentos, tem a tendência de querer ganhar todos os duelos a qualquer custo e, por vezes, isso sai-lhe caro, na medida em que age de forma faltosa ou entra de forma despropositada na jogada.

Mas tratam-se apenas de alguns atributos que com o tempo certamente serão melhorados num jogador que promete não ficar atrás da fantástica linha de defesas que a Itália nos brindou desde sempre. Mattia Caldara, um homem a seguir.

caldara pt

https://youtu.be/GvwG0S_0Tgk
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