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Melhor XI do Euro 2020

51 jogos e 142 golos depois, chegou ao fim mais um Campeonato da Europa que coroou a Itália como grande campeã. A squadra azzurra bateu a seleção inglesa, ainda sem nenhuma conquista na prova, e repetiu o feito de 1968, quando bateu a Jugoslávia em casa.

Houve grandes jogos, surpresas, desilusões e afirmações, num dos Europeus mais confortáveis que há memória. Ao todo, foram nove prolongamentos em 15 jogos, o que espelha bem o equilíbrio e a dificuldade em selecionar o melhor 11 da prova.

Foram então apenas considerados:

  • Jogadores consoante a sua posição em campo (não houve adaptações)
  • Jogadores que estiveram pelo menos nos quartos de final, salvo uma exceção que foi considerada necessária
  • A qualidade das exibições foi o primeiro fator de decisão, não tanto a surpresa em ver alguns jogadores ao nível que se exibiram.

O XI do Euro2020

Donnarumma

O jovem Guarda-redes arrecadou o prémio de MVP do torneio, graças sobretudo às suas exibições no desempate por grandes penalidades da meia-final e da final. Aí defendeu três remates, essenciais para a vitória da sua equipa. Além disso, mostrou uma sobriedade, ao longo do torneio, incomum para jogadores da sua idade. Pode marcar, tal como fez Neuer, uma geração de guardiões, por motivos sobejamente diferentes. O italiano, não tendo o jogo de pés do alemão, tem uma leitura dos lances muito própria, visível em situações de cruzamento adversário, em que o seu posicionamento na baliza é considerado pouco ortodoxo, mas muito eficaz.

Azpilicueta

Um jogador que beneficiou da falta de qualidade em jogadores no lado direito, em detrimento daquilo que foi um excesso de individualidades a sobressaírem pelo corredor esquerdo. Ainda assim, foi um jogador importante na caminhada espanhola até às meias-finais, contribuindo com um golo no jogo contra a Croácia. Substituiu ainda Marcos Llorente, e a equipa pareceu sempre mais equilibrada no setor defensivo.

Bonucci & Chiellini

Uma justificação que não podia ser individual. Uma parelha que joga quase de olhos fechados (são muitos anos juntos ao nível de clubes) e que se complementa na perfeição. A capacidade defensiva de Chiellini nos duelos, no posicionamento e na leitura dos lances defensivos é complementada com o requinte de Bonucci no momento com bola. Qualidade no passe longo, a queimar linhas e na forma com que descobre colegas de equipa. Bonucci foi mesmo decisivo ao levar o jogo para prolongamento, com o seu golo na final. No fim festejaram juntos, como estiveram ao longo de todo o torneio.

Luke Shaw

A posição mais complicada de atribuir. Havia Spinazzola (não jogou as meias finais e a final) e ainda Maehle, dois jogadores que deslumbraram a fazer o corredor todo com o pé direito. Ainda assim, o inglês terminou provavelmente a melhor época da sua carreira com uma qualidade exibicional a roçar a perfeição. Deu profundidade ao flanco, envolveu-se em missões ofensivas com grande critério, e acima de tudo, foi competente a defender, o que se pede inicialmente a um jogador da sua posição.

Jorginho

Um dos melhores do torneio. O regista italiano de origem brasileira foi outro dos grandes destaques da temporada 2020/2021. Figura indispensável de um Chelsea Campeão europeu, mostrou muita classe e qualidade em assumir o processo ofensivo italiano. A jogar perto dos centrais, desbloqueou a primeira fase italiana com qualidade e critério, e ainda emprestou agressividade no momento defensivo. Para a história fica a calma com que sentou Unai Simón para levar a sua equipa à final da prova.

Pogba

O outsider do lote. Jogador da única seleção que não esteve presente nos quartos de final, Pogba tinha de estar presente. A França desiludiu e muito, mas o médio do United voltou a revelar outra face quando joga pelo seu país. Alegria com bola e compromisso sem ela, que acabaram por resultar em exibições superlativas do craque francês. Marcou um grande golo contra a Suíça, mas foi ao nível do passe que se destacou, deixando jogadores da sua equipa na cara do golo várias vezes por jogo.

Pedri (MVP)

O melhor jogador do torneio. Revela uma capacidade incomum de leitura de jogo e ocupação de espaços para um médio de 18 anos. Pedri beneficiou e muito da entrada de Busquets no 11 incial, e foi-se tornando pedra basilar para Luis Enrique, que abdicou dele apenas por 1 minuto no torneio todo. À imagem de Iniesta, jogador com quem é várias vezes comparado, não tem números (golos e assistências) condizentes com a atribuição de prémios individuais, colmatados pelo perfume que deixa em campo com ações com e sem bola.

Chiesa

Começou a suplente – Mancini preferia o pé esquerdo de Berardi – mas foi ganhando o seu espaço para o que realmente interessava. Do trio da frente, pareceu sempre o mais regular: Insigne oscilou entre o perfeito e o medíocre e Immobile passou ao lado de alguns jogos. A sua velocidade funcionou bem quando jogou à direita, mas a sua capacidade de drible também apareceu quando foi encostado ao flanco esquerdo. Marcou nas meias finais a Espanha, e não o fez na final porque Pickford estava inspirado. Foi também determinante contra a Áustria.

Sterling

Um jogador pouco consensual entre os adeptos, mas uma qualidade exibicional acima da média. 3 golos e 1 assistência foi o saldo do extremo do City, que foi essencial na manobra ofensiva dos 3 Leões. Muito oportuno em frente ao golo, Sterling mostrou a apetência que lhe é reconhecida na procura da profundidade. Depois de uma época intermitente ao serviço do clube, acaba em grande.

Kane

Um craque que não merecia chegar aos 28 anos sem títulos. Na equipa de Southgate, Kane mostrou-se mais um ’10’ que um avançado, e foi por isso muitas vezes criticado (injustamente). Não obstante, jogou a um nível estratosférico e acabou por conseguir, em fases mais adiantadas, somar 4 golos à sua conta pessoal, registo que não é o que o traz a este 11. O que o traz é a forma como se imiscuiu no ataque inglês, muitas vezes baixando e assumindo a batuta em segunda fase de construção, sempre com grande critério na tomada de decisão. O melhor avançado em prova, por tudo o que deu à sua equipa.

É sempre uma tarefa algo ingrata a realização de melhores 11, em que algumas ausências são sempre criticáveis, por uma questão estética ou de interpretação do jogo por quem os vê. Ainda assim, nesta competição seria justo destacar jogadores como Schmeichel, Maguire, Spinazzola, Maehle, Damsgaard ou até Wijnaldum e Dumfries, afastados cedo demais da competição.



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