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O Fim da Malapata

O Braga entrou na Ucrânia a tentar quebrar um enguiço que já durava há 5 jogos. Nunca a equipa minhota tinha conseguido vencer uma equipa ucraniana. Esta foi a terceira vez que Braga e Zorya se defrontaram, sendo que em 2018/19 tinham-se verificado 2 empates.

Em ambos os onze iniciais verificaram-se alterações. Na equipa de Leste o ponta de lança Gladky deu lugar a Yurchenko, um dos jogadores mais criativos da equipa. Enquanto Carlos Carvalhal promoveu 3 mudanças no onze que no domingo tinha ganho o derby minhoto contra o Vitória de Guimarāes. Gaitán estreou-se em jogos oficiais pelos bracarenses ao entrar para o lugar de Iuri Medeiros; Moura voltou ao onze inicial trocando com Galeno; e por último, também Sequeira saiu para a entrada de Raul Silva, o que indicava que a equipa de Carvalhal voltava a jogar num sistema com 3 centrais.

Um Inicio Prometedor

Quando aos 10 minutos o Braga se viu a ganhar por 2-0, com golos de Paulinho (depois de uma boa finalização ao 1° toque, a dar seguimento a um cruzamento de Ricardo Esgaio) e Gaitán, que assim se estreia  em grande pelo Braga, poderia-se pensar que esta viagem seria um passeio para os minhotos, mas a equipa do Zorya é uma equipa bem organizada e com princípios de jogo bem definidos, que conseguiu sempre ao longo do jogo criar dificuldades ao conjunto de Carlos Carvalhal.

O Braga organizou-se numa estrutura de 3 centrais, mas com uma nuance que já se tinha visto em Guimarães. Quando a equipa tem bola, Moura sobe bastante no terreno dando largura ao jogo do Braga, o que proporciona a Gaitán poder derivar para dentro e jogar assim mais próximo de Paulinho, sendo que quem fica numa posição entre 3° central e lateral esquerdo é Raul Silva. Quando a equipa não tinha a posse de bola, baixava no terreno, organizando-se assim em 5-4-1, mas com Ricardo Horta e Gaitán a tentarem fechar por dentro, bloqueando deste modo linhas de passe para uma zona central no terreno.

Em momento defensivo, a preocupação do Braga era que o Zorya nāo conseguisse encontrar caminhos para a bola chegar entre-linhas aos seus avançados ou a Yurchenko, que atuava como 10. Fechando bem essa zona, forçava frequentemente o Zorya a jogar para as alas, onde Esgaio e Moura tentavam condicionar os possíveis cruzamentos ou mesmo existindo cruzamentos, os 3 centrais bracarenses tinham superioridade contra os avançados ucranianos.

O Zorya apresentou-se no esquema habitual, com um losango no meio-campo, tentando assim criar superioridade numérica em zonas centrais do terreno. Foi uma equipa que ao longo da 1° parte, tentou sempre ter bola e acabou com 60% da posse.

O Zorya mostrou que apesar de ter bola tinha algumas dificuldades na 1° fase de construção, algo que o Braga durante o 1° tempo não conseguiu aproveitar. A equipa ucraniana quando conseguia pôr velocidade às suas transições ofensivas conseguia chegar ao último terço do terreno de jogo e criar perigo para as redes bracarenses. Deste modo conseguiram criar 2 boas oportunidades para almejar a baliza de Matheus.

Na 2° parte, o Braga continuou a mostrar dificuldades para ter bola, mas não concedia ao Zorya oportunidades de golo. Isto porque Castro e Fransérgio conseguiam cortar linhas de passes para zonas interiores e quando a bola chegava aos pés dos avançados do Zorya, os centrais do Braga eram capazes de sair na pressão, não os deixando rodar para a baliza do Braga.

Carlos Carvalhal deu certamente, ao intervalo, instruções também para a equipa tentar pressionar o adversário em zonas mais altas, tentando dificultar as ações do Zorya na sua 1° fase de construção.

No momento ofensivo e tentando passar por cima da pressão ucraniana, Paulinho era o jogador referência, que depois libertava tanto com R. Horta como com Gaitán, que recebiam a bola com possibilidades de transportar jogo para zonas ofensivas.

Com as alterações, o Braga foi capaz de ter mais bola e controlar o jogo, ao mesmo tempo que rodou a equipa a pensar na série de jogos que tem pela frente.

O 2-1 chegou no último minuto de jogo, quando já era tarde para o Zorya conseguir o empate, já depois de Schettine ter perdido a oportunidade de fazer o 3-0 para o Braga.