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Já somos capazes de perceber que o futebol pode ser também jogado por quem usa vestidos fora dos relvados.

É fácil de perceber que os níveis exigidos ao género masculino carecem de maior extensão que à exigência no género feminino. Não é de estranhar, uma vez que o corpo humano de cada um dos géneros não se compara em termos de estrutura óssea e musculatura.

No entanto, e porque não, a continuidade de atletas femininas praticarem lado a lado com atletas masculinos? Atenção. Sou apologista de que até determinada idade faz sentido (e já tento que percebam o porquê) mas a partir daí, os relvados têm que ser divididos e a bola deixa de ser partilhada.

Não é por acaso que o Futebol ainda mexe muito com a mentalidade de “é um jogo de rapazes”, mas é aí que a oportunidade de se jogar em conjunto acaba por diminuir esse tipo de pensamento e aumentar a crença de que elas também têm um lugar. E é ali, ao lado deles. 

A paixão que determina se uma “menina” ou um “menino” tanto querem fazer este desporto nasce no momento em que acreditam que não são capazes de ser menos que aquilo que sonham.

Aqui já surge um ponto em comum tanto de um “ele” como de um “ela”.  E se a conjuntura de se poder ter sonhos iguais, a oportunidade de os poder partilhar também é viável. 

A garra deles. A força deles. A capacidade deles. A qualidade deles. A projecção deles. 

A inteligência delas. A vontade delas. A seriedade delas. A persistência delas. Aquilo que tanto eles têm para lhes dar, também elas o têm.

O que numa equipa falta a um jogador, está certamente uma jogadora para lhe completar.