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Em jogo válido pela sétima ronda da qualificação para o Europeu 2020 pelo grupo A, a seleção inglesa dirigida por Gareth Southgate somou sua sexta vitória na prova por 7-0 sobre Montenegro, alcançando 18 pontos conquistados e garantindo presença no próximo torneio continental de seleções do velho continente.

Para a campanha brutal em sua chave, trata-se de um fator preponderante a mudança estilística do treinador Gareth Southgate com o English Team, que abandonou o 5-3-2 que caracterizou os ingleses na Copa do Mundo 2018 realizada na Rússia para utilizar o 4-3-3 com claras inspirações em treinadores de sucesso dentro da Premier League, como por exemplo, o catalão Pep Guardiola, um dos melhores representantes do jogo de posição no futebol nesta década. Abaixo, uma análise detalhada a respeito dos comportamentos de Inglaterra em fases de ataque posicional contra Montenegro.

Organização ofensiva

(4-3-3): Jordan Pickford; Ben Chilwell, Harry Maguire, John Stones, Trent Alexander-Arnold; Harry Winks, Alex Oxlade-Chamberlain, Mason Mount; Marcus Rashford, Harry Kane, Jadon Sancho.

O onze inicial do English Team na goleada sobre Montenegro

Buscando saídas curtas e elaboradas desde o goleiro Jordan Pickford, os ingleses demonstraram comportamentos característicos do jogo de posição clássico a partir da formação de triângulos exteriores com o 4-3-3, aplicando conceitos como o do terceiro homem com os apoios frontais do atacante Harry Kane e ocupando totalmente os espaços do terreno de jogo.

Com os laterais Ben Chilwell e Trent Alexander-Arnold baixos em saída de bola e funcionando como apoio na base da jogada, a amplitude exterior foi garantida pelos extremos Marcus Rashford e Jadon Sancho, enquanto os espaços entre as linhas de Montenegro eram oferecidos a ocupação dos interiores Mason Mount e Alex Oxlade-Chamberlain. Com o médio centro Harry Winks organizando a circulação de bola através do passe e os zagueiros John Stones e Harry Maguire somando com o esférico a partir de passes verticais, a Inglaterra conseguiu avançar em campo contrário, fluiu no ataque com protagonismo para as recepções entre linhas dos interiores e ativou com continuidade os extremos em situações de 1vs1.

Apesar de muitos golos terem origem em bola parada ofensiva como no Mundial da Rússia no ano passado, Gareth Southgate desenvolveu mecanismos ofensivos que permitem aos ingleses competir contra defesas fechadas em cenários de ataque posicional e ainda possui a versatilidade tática para se adaptar defendendo em bloco médio e sair em transição ofensiva com Harry Kane como lançador dos extremos em profundidade, como por exemplo, contra a Espanha pela Nations League no Benito Villamarín recentemente.