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“Os “Bravos Açorianos” já brilham na Europa”

Para os mais distraídos, o Santa Clara estreou-se na nova competição da UEFA, a UEFA Conference League. Foi um caminho crescente, desde que voltou à Primeira Liga, sendo a estabilidade a palavra de ordem deste clube, tanto em termos diretivos, como em termos de equipa técnica. Diogo Boa-Alma liderou o projeto na direção desportiva nos últimos anos, em que demonstrou enorme capacidade para contrar diversos nomes “pouco conhecidos”, que se tornaram figuras do clube e da nossa Liga.  Este ano foi substituído por João Ferreira, antigo scout do Manchester United, que demonstrou novamente que é na estabilidade que está o segredo, tendo ido buscar alguns reforços cirúrgicos, tentando resistir ao assédio

Quanto às equipas técnicas, João Henriques liderou-a nos primeiros 2 anos do regresso à Primeira Liga, Daniel Ramos, treinador que regressou ao Santa Clara, assumiu a liderança da equipa na época passada e demonstrou que foi a pessoa certa, no lugar certo. Equipa com boa qualidade de jogo, a competir de igual para igual com equipas que têm orçamentos e ambições superiores, acabando por atingir o acesso e a respetiva estreia nas competições europeias.

Domínio na 1ª mão

O primeiro adversário da equipa açoriana foi o Shkupi 1927 da Macedónia do Norte, equipa que ficou em 2º Lugar na Liga local da época passada e que já tinha ultrapassado nesta competição na eliminatória anterior o KF Llapi.

O Santa Clara tornou o alvo fácil, na 1ª mão, Daniel Ramos, ofensivamente, colocou a sua equipa num
3-4-3, procurando atrair o adversário, geralmente ao corredor esquerdo, onde procurava criar superioridade e depois procurar o lado contrário com o ala do lado direito a dar a largura. Por outro lado e dado que o Shkupi pressionava em bloco alto, apesar de não conseguir condicionar a equipa Açoriana, o Santa Clara também procurou com muita frequência as bolas em profundidade nas costas dos laterais e depois cruzamentos para as costas.

Defensivamente, a equipa colocou-se num 4-4-2, em bloco alto, os avançados sempre muito agressivos no ataque à bola, provocando muitas dificuldades ao Shkupi. Procuraram sempre bolas longas sem critério, permitindo quase sempre que o Santa Clara ficasse com a posse de bola e confortável no jogo. Mesmo nos momentos de transição, a reação rápida dos jogadores próximos à zona da bola, dificultou muito a equipa da Macedónia do Norte.

Gestão e variabilidade na 2ª mão

Na 2ª mão, o Santa Clara, ofensivamente, voltou a apostar numa construção a 3 com o lateral esquerdo a ficar mais baixo, de forma a não retirar um dos médios da zona do meio-campo. Voltaram a procurar dinâmicas semelhantes, atraindo a linha defensiva do Shkupi e depois com passes em profundidade. Adicionalmente, procuraram com maior frequência as dinâmicas por dentro, aproveitando o espaço entrelinhas.

No momento defensivo, a equipa açoriana encontrou um adversário novamente, devido à sua pressão alta, a procurar jogo longo, com muitas dificuldades em construir jogadas em futebol apoiado. Por outro lado, conseguiu criar algumas dificuldades na transição, devido aos alvos da transição estarem mais livres, criando algumas vezes igualdade numérica com a linha defensiva.

Alguns Destaques individuais

Villanueva

O esteio da defesa açoriana, sempre muito ligado no jogo, forte nos duelos aéreos, normalmente é a primeira opção na 1ª fase de construação. Procura jogar simples e próximos, mas com facilidade em efetuar passes mais longos.

Morita

É um nome que dispensa apresentações e que poderá não ficar nos Açores, dado que o mercado só fecha no final de Agosto. Médio que procura estar próximo dos centrais, com muito critério na saída de bola. Forte nos duelos, por vezes nos duelos aéreos tem alguma desvantagem, em relação aos adversários.

Lincoln

Nome de craque brasileiro que jogou muitos anos na Alemanha e Lincoln do Santa Clara, demonstra algumas características que lhe permitem usar essa alcunha “Craque”. Jogador rápido, normalmente procura estar nos corredores, mas procura muita variabilidade, boa capacidade de cruzamento e qualidade de passe. Na visão de jogo também demonstra ser um jogador completo. Defensivamente, é um jogador que procura ser rápido na reação e forte nos duelos.



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