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Palmeiras x Atlético-MG: competências defensivas anulam inspirações ofensivas

Palmeiras e Atlético-MG, respetivamente vice-líder e líder do Brasileirão, enfrentaram-se pelas semifinais da Copa Libertadores. Duas das equipas de maior potência continental mediram forças no Allianz Parque e proporcionaram uma partida pautada na cautela, em dois sistemas defensivos extremamente competentes em impedir progressões rivais que causassem perigo às balizas defendidas por Weverton e Éverson e, especialmente, na pouca assertividade de ambas equipes com bola, afinal não foi por acaso que a partida terminou seus 90 minutos com apenas 1 finalização certa. 

Pelo lado do Atlético, partindo de um 4-2-2-2 com muita mobilidade interior e com a permissão para seus laterais ocuparem a largura ofensiva, viu-se uma equipa capaz de jogar em curto pelo grande talento associativo de seus médios, porém com dificuldade em encontrar seus jogadores terminais (Hulk e Diego Costa) em condições de remate. Variavam a posse de corredor de maneira lenta, condicionada pelo bom trabalho defensivo do Verdão de Abel Ferreira, e poucas vezes ameaçaram a área defendida por Luan e Gustavo Gómez. Entretanto, fica o destaque para a boa atuação do médio defensivo Allan, dirigindo as organizações ofensivas desde a base da jogada ao lateralizar sua posição e liberar Guilherme Arana para avançar.  

Já o Palmeiras parece ter ido com o plano de jogo orientado na necessidade em não sofrer gols (levando em conta a regra do gol fora na Libertadores). Dito isso, conseguiu formar um bloco médio consistente e que convidava o Galo a se lançar para o ataque na tentativa de explorar a velocidade de Dudu e Rony em contra-ataques. Mantendo-se em bloco médio/baixo, conseguiu ter agressividade nas pressões ao portador da posse (Felipe Melo chave na disputa com Hulk pelo corredor central), bascular de maneira rápida afim de evitar demasiadas bolas descobertas nos corredores laterais e defender bem a área quando exigido. Contudo, não foi efetivo em transição e também pouco criou em ocasiões de ataque posicional. 

Em uma partida sem muito brilho individual ou coletivo quando se teve a posse da bola, mas de muita concentração e determinação em momentos defensivos, fica aqui uma breve edição com alguns lances da contenção do Palmeiras aos ataques lançados pelo Atlético. Cenário que deve repetir-se mais ainda no jogo do Mineirão semana que vem.



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