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Pantera que ‘mata, mata, mata’!

Os encarnados deslocaram-se ao Estádio do Bessa com a oportunidade de consolidar a liderança do campeonato mas acabaram com os pés bem assentes na terra. O SL Benfica tinha como expetativa somar a sexta vitória em 6 jornadas mas foi goleado por 3-0 perante um Boavista superior em todos os momentos do jogo.

A equipa de Vasco Seabra procurou a primeira vitória na Liga e o primeiro golo marcado a jogar em casa. Não só marcaram três como ainda dominaram toda a partida, perante um Benfica apático e sem capacidade para gerar situações de finalização.

Os axadrezados jogaram com um bloco alto, condicionando a saída de bola do Benfica desde trás. Um Boavista atrevido mesmo com a ausência de algumas das principais peças para esta temporada, Nuno Santos, Javi e Rami não jogaram. A pressão e marcação agressiva dos jogadores do Boavista originou vários erros e perdas por parte dos encarnados. Otamendi e Vertonghen foram os principais visados desta estratégia axadrezada com 17 e 14 perdas respetivamente, somando ainda 12 de Gabriel e 11 de Taarabt.

Elis, Angel e Paulinho foram fundamentais na manobra ofensiva do Boavista com a capacidade de circulação da bola e no ataque às costas da linha defensiva do Benfica. No processo defensivo também foram parte importante da estratégia de Vasco Seabra pela capacidade física de constante pressão alta, forçando o erro da defesa e meio campo das águias.

Mesmo com o 1-0 o Boavista não teve a tendência de baixar a sua linha defensiva e continuou a pressionar e a recuperar bolas no seu meio campo ofensivo, não permitindo ao Benfica sair. Reação forte à perda e vários elementos na disputa de bola, com a equipa de Jorge Jesus a sentir muitas dificuldades na transição ofensiva mas também no momento de organização, demonstrando incapacidade para encontrar espaços no bloco defensivo das Panteras Negras.

Muita passividade da defesa encarnada, apoios afastados e/ou com pouca agressividade nas disputas. O Boavista ‘matou’ todas as jogadas de maior perigo do Benfica que nunca demonstrou capacidade para alterar a sua estratégia e adaptar-se ao que o jogo deu, prova disso são os 7 remates à baliza do Boavista contra apenas 2 do Benfica.