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Disputou-se nesta terça-feira o segundo jogo de Portugal a contar para a Qualificação para o Europeu de Futebol Feminino em Inglaterra em 2021. No primeiro jogo a seleção das Quinas tinha vencido por 1-0 a seleção da Albânia e procurava agora neste jogo alcançar mais três pontos.

Portugal apresentou-se num 4x4x2 losango com Inês Pereira na baliza, linha defensiva composta por Ana Borges, Sílvia Rebelo, Carole Costa e Mónica Mendes. No meio-campo, Dolores mais atrás, Vanessa Marques e Tatiana Pinto mais como interiores e Cláudia Neto como médio mais ofensivo, a frente de ataque ficou entregue a Jéssica Silva e Diana Silva. A equipa da Finlândia apresentou-se num 4x2x3x1 com Hyyrynen, Alanen, Westerlund, Sallstrom, Korpela, Oling, Koivisto, Kuikka, Summanen, Kemppi e Franssi.

A equipa da casa procurou desde o início da partida assumir o rumo da partida e desde cedo conseguiu impor o seu ritmo de jogo.  A nível de processo ofensivo tentavam sair a jogar curto com Dolores a procurar muito a bola na zona defensiva para organizar o ataque. Na metade mais ofensiva foi Cláudia Neto que mais se destacou com a sua visão de jogo a solicitar muitas vezes Diana e Jéssica em velocidade. A equipa das Quinas conseguiu durante todo o jogo chegar perto da baliza adversária com perigo, mas com algumas dificuldades na finalização, com os remates a esbarrarem nas defesas ou a irem para fora.

Em termos defensivos, utilizaram um bloco compacto (figura 1), com várias zonas de pressão sempre bem definidas. Na maior parte das vezes optaram por um bloco mais alto, no entanto em alguns momentos do jogo houve situações em que baixaram mais o bloco para o seu meio campo defensivo.

Figura 1 – Organização defensiva de Portugal

Com um início superior e com mais oportunidades de golo, a equipa portuguesa acabou por chegar a vantagem perto do minuto 32 através de uma grande penalidade convertida por Cláudia Neto chegando ao intervalo a ganhar por 1-0 de forma justa.

A Finlândia, embora estivesse a jogar fora procurou sempre equilibrar o jogo, não se limitando a fechar linhas no seu meio-campo defensivo. Ofensivamente tentavam explorar muito os corredores laterais e sempre que possível o jogo aéreo por ser um dos seus pontos fortes. Conseguiram criar algumas boas situações de perigo através de bola corrida sendo que a defesa portuguesa conseguiu dar uma boa resposta na grande maioria dos lances. Procuravam também o remate exterior quando possível, onde neste momento Inês Pereira desempenhou um papel importante.

No processo defensivo procuravam sempre que possível pressionar com um bloco alto (figura 2) com 3 linhas de pressão bem definidas. Neste momento, quando pressionavam mais alto deixavam bastante espaço nas costas e mostravam alguma dificuldade em controlar essa profundidade que foi muito bem aproveitada quer por Jéssica Silva como por Diana Silva.

Figura 2 – Organização defensiva da Finlândia

Apesar do maior domínio de Portugal em todo o jogo, a seleção finlandesa acabou por marcar num lance de bola parada já em cima do minuto 90. Foi um resultado penalizador para Portugal, mas fruto do pouco aproveitamento junto da baliza adversária. Com este empate a seleção portuguesa passa a ter 4 pontos conquistados em 2 jogos disputados. Com vários jogos para serem disputados a Qualificação está completamente em aberto e com Portugal a ter boas hipóteses de se qualificar.