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Portugal Sub-21: Será possível sonhar com o título europeu?

A seleção sub-21 jogou no António Coimbra da Mota a sétima partida de apuramento para o campeonato da europa. Frente à Noruega, Rui Jorge apostou numa seleção apelidada de pornográfica de forma transversal em todas as redes sociais.

Muita experiência no 11 inicial, jogadores rodados no estrangeiro, e ainda alguns dos que vão fazendo as delícias dos que veem futebol nacional.

Contra os nórdicos, que podiam ultrapassar Portugal no segundo lugar da tabela em caso de vitória, Portugal entrou a mostrar que queria dominar. O primeiro golo surgiu no sexto minuto através de Pedro Neto que terminou como o melhor jogador em campo ao apontar dois golos e uma assistência.

A chave dos golos esteve não só na maior capacidade de execução técnica dos jogadores lusos, mas também numa boa perceção do momento do jogo, tanto individual, como coletiva.

  • Gedson apercebe-se que o médio norueguês recebe a bola de costas e condiciona-lhe o movimento, obrigando-o a jogar para trás.
  • Sem poder executar a única linha de passe disponível (para a lateral esquerda) devido à orientação dos seus apoios, o defesa nórdico prefere arriscar um passe rasteiro vertical em vez de bater a bola na frente, num movimento típico de Busquets: orientação do corpo para um lado, passe para outro, na tentativa de enganar os opositores.
  • Excelente leitura de Florentino, que permitiu uma situação de transição rápida no meio campo ofensivo. Gedson jogou de primeira em Pedro Neto que ,mesmo com três boas opções de passe para finalização, coloca a bola no fundo das redes com um potente remate.

  • Diogo Leite desfez a linha de quatro defesas ao sair à queima. Foi batido após recuperar a bola e criou uma situação de 3 vs 3 defensivo.
  • A condução de bola deficiente do adversário permitiu que a defesa portuguesa se recompusesse. Aí, a ação de Vitinha e Gedson é determinante, ao sufocarem o portador da bola.
  • Vitinha, com enorme qualidade técnica, isola Pedro Neto, que mais uma vez, tinha outras boas opções além do remate, podendo variar a forma como era atingido o sucesso nesta jogada.
  • Foi comum ao longo do encontro Portugal defender em 4x4x2. Pedro Neto e Rafael Leão foram os jogadores responsáveis por esticar a equipa, como se vê neste lance.
  • Variação rápida do corredor direito para o esquerdo, sem que a defesa acompanhasse o movimento ao mesmo ritmo.
  • Vitinha apercebeu-se que o seu marcador direto ficou para trás e ganhou o espaço à entrada da área. Aí, a qualidade técnica do médio fez a diferença. Num gesto técnico semelhante ao do segundo golo, tirou um defesa da frente e rematou para o fundo das redes. (Dá a sensação que o guarda-redes podia ter feito mais).
  • Bom passe de Joelson deixou Daniel Bragança em boa posição para o último passe (ou até para o remate), após ter recebido a bola do seu companheiro no Sporting.
  • Bom envolvimento do médio ofensivo no ataque, a aparecer a servir Dany Mota, que apenas teve de encostar.

Portugal caminha para (no mínimo) ser dos melhores segundos classificados, e continua a sonhar com o campeonato da Europa. O jogo mostrou uma seleção superior, e a variedade na forma como foram conseguidos os golos demonstra que há muitas e boas soluções nas mãos de Rui Jorge.

Chegar ao Euro é obrigação, não sendo descabido sonhar com o título dos jovens talentos nacionais.