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PSG x Manchester City: o falso 9, as transições rápidas e a batalha dos 4x4x2

O Manchester City de Guardiola deu um passo de gigante rumo à final da Liga dos Campeões. O 2-1 em França construído na segunda parte teve muito do dedo do treinador espanhol, que ao intervalo retificou alguns posicionamentos, tirando total partido disso.

Houve mais PSG na primeira parte, mas houve ainda mais City na segunda.

Neste artigo fica a análise ao filme do jogo em momentos que achei determinantes para o desfecho.

Os ‘novos’ posicionamentos de Gundogan e Cancelo, City em 4x4x2

Por norma, a equipa de Manchester apresenta-se num 4x4x2 em momento defensivo, mas transforma-o num 3x4x3 ao atacar. Quando isso acontece é Cancelo que se junta a Rodri como duplo-pivot, libertando Gundogan para zonas mais adiantadas e recuando Walker para junto dos outros dois centrais. Neste caso, Guardiola manteve os laterais bem abertos, cabendo a Gundo a função ao lado do habitual ‘6‘ cytizen.

O objetivo foi manter uma estrutura mais sólida/imutável no meio campo, algo conseguido com o passar dos minutos.

Neymar à procura do espaço entrelinhas

O PSG, que apresentou um 4x4x2 nos dois momentos do jogo, procurou mais verticalidade através da velocidade de Mbappé. Neymar, como tanto gosta, foi procurando estar entre a linha defensiva e a linha média do City, embora individualmente, esta não tenha sido a sua melhor prestação.

O último suspiro da primeira parte deu o mote para a segunda

Em desvantagem, o City começou a pressionar mais alto e a fechar os jogadores do PSG em corredor lateral. Por breves momentos vimos a forma clássica de organização em 3x4x3 de Pep Guardiola, que não surtiu efeito imediato devido à ineficácia de Foden.

KdB baixa no terreno = + City

Muitas vezes durante a primeira parte KdB foi visto a recuar, mas apenas para trazer o central consigo. Na segunda parte isso foi retificado, com o belga a recuar no terreno para receber a bola de frente, algo inédito face aos primeiros 45′.

Com isso, cresceu o jogador e o emblema de Rúben Dias, Cancelo e Bernardo Silva, que ganhou com o critério e tomada de decisão do seu melhor jogador em 2.ª fase de construção.

Nesta fase do jogo, e até ao golo, o City encostou a equipa parisiense às cordas, sobrando Neymar e Mbappé para uma transição que não apareceu.

Boa gestão da posse de bola, e jogo de sentido único na segunda parte. Nota ainda para a qualidade individual dos intervenientes (como se viu no lance em que o PSG consegue sair de um 4x4x2 em corredor lateral).

Outros detalhes e notas importantes

  • A entrada de Zinchenko para o lugar de Cancelo deu maior fluidez ao corredor esquerdo, e Pep deu uma lição sobre como não é preciso mudar avançados para vencer um jogo,
  • Rúben Dias esteve intratável e à excepção de um canto em que se deixa antecipar por Paredes, não perdeu um duelo individual,
  • Gana Gueye Deitou tudo a perder em dois lances inofensivos. Jogadores de costas e o médio sentiu necessidade de pará-los em falta. Nota ainda para a ação deficiente de Kimpembe na barreira, no livre que deu o golo a Mahrez,
  • No golo do PSG, Gundogan esqueceu-se de acompanhar Marquinhos, num golo que podia ter sido dificultado ao defesa brasileiro.

A final antecipada da Liga dos Campeões. Haverá espaço a surpresa na 2.ª mão?



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