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Quem leva a Taça?

No próximo sábado, no Estadio do Jamor, será disputada a 1ª Final da recém-criada Liga 3. Frente-a-frente, duas das equipas mais regulares de toda a temporada, Torreense frente à UD Oliveirense.

De um modo geral, duas equipas muito bem orientadas e organizadas, que procuram sempre um futebol positivo, valorizando muito as suas ideias e consequentemente, os seus jogadores.

Perspetiva-se um duelo muito equilibrado, em que as duas equipas irão procurar assumir o jogo desde o apito inicial. Podemos prever que do lado do Torreense, o ataque ao espaço no último terço para chegada a zonas de finalização ou a tremenda eficácia nos esquemas táticos (cantos ofensivos) poderão ser decisivos para o desfecho final. Por outro lado, na UD Oliveirense, a irreverência dos mais jovens e a magia de Duarte Duarte poderão ser determinantes para o levantamento do troféu.

Torreense, com um forte investimento para almejar a subida de divisão, apostou em alguns jogadores com muita experiência competitiva, como são os casos de Edinho e Mateus, mas também em diversos jogadores com passado na 1ª Liga, 2ª Liga e Campeonato de Portugal, construindo um plantel equilibrado e competitivo para lutar pelos objetivos do clube.

Daúto Faquirá foi quem iniciou a época no comando da equipa e começou da melhor forma, conseguindo 5 vitórias e 2 empates no arranque do campeonato mas, de seguida teve um série negativa na qual resultou na sua saída.

Nuno Manta Santos assumiu a equipa, estreando-se a 5 de Dezembro com uma derrota caseira frente ao Alverca (1-2). Foram oscilando no restante mês de Dezembro até chegarem à melhor série da temporada, 6 vitórias consecutivas entre o mês de Janeiro e Fevereiro, originando a colocação do clube nos primeiros lugares da série e consequente qualificação para a fase de Subida, através do 3º lugar.

Na fase de Subida, obtiveram 4 vitórias e 2 derrotas em 6 jogos, obtendo o 1º lugar e confirmação da subida de divisão na última jornada com uma vitórias convincente frente ao Vitória SC B por 3-0.

UD Oliveirense, orientada pelo técnico Fábio Pereira, construiu um plantel constituído por muitos jogadores jovens (média de 24,73 anos) mas também por jogadores mais velhos com muita qualidade e já com provas dadas no nosso futebol, como é o caso de Duarte Duarte e João Faria. Tal juventude foi crucial para a própria ambição do clube e competitividade do plantel, potenciando também o valor e as carreiras de cada um.

A equipa de Oliveira de Azeméis foi sempre muito constante ao longo do campeonato, sendo que nos primeiros 11 jogos consentiu apenas 2 derrotas, catapultando-os para uma caminhada vitoriosa e sempre recheada de golos – melhor ataque da 1ª fase com 39 golos e melhor ataque da fase de subida com 11 golos. Na fase de subida, obtiveram 3 empates e 3 vitórias, confirmando na penúltima jornada, o 1º lugar e respetiva subida de divisão, através da vitória por 0-2 em casa da UD Leiria.

Torreense

Fase Ofensiva

Organizados no sistema de 1-4-3-3, procuram um futebol apoiado e construído desde trás. Com um dos médios a baixar para a construção a 3 com os 2 DC’s, a equipa mostra paciência desde a 1a fase, procurando muito as ligações de saída com os médios interiores para receberem de frente para o jogo ou por ligação exterior (lateral-extremo). É uma equipa que demonstra inteligência na sua circulação, ou seja, sabe quando é o momento de gerir o jogo com bola ou quando é o momento de acelerar o jogo e chegar ao último terço através de poucos passes, muitas das vezes através de passes interiores dos DC’s para os Médios Interiores. Os médios Guilherme Morais, Lameira e João Cardoso, são cruciais nestas ações de ligação. No momento de criação e aceleração, o ataque aos espaços é bem evidente. Médios a atacar espaços entre DC/DL, Extremos e PL a atacar as costas da linha defensiva. Neste momento, a qualidade individual de Sambú, Diego Raposo e Alex Freitas, é decisiva para desequilibrar no último terço. Mateus é o goleador da equipa, decisivo na hora de finalizar as jogadas da equipa.

Fase Defensiva

No pontapé de baliza do adversário, os jogadores da frente (PL, extremos e/ou Médio), são responsáveis por uma pressão alta e com referências individuais, impedindo, na maioria das vezes, que o adversário consiga sair de forma limpa. Na 1a fase de construção do adversário, adotam o sistema de 4-1-4-1, num bloco médio-alto, saindo sempre com referências de pressão individual, com o objetivo de não deixar a outra equipa chegar à fase de criação. Quando adversário consegue ligar e entrar no meio campo ofensivo, a equipa organiza-se num bloco compacto e com pouco espaço entre-linhas e entre-setores, obrigando o adversário a circular por fora do bloco; corredores laterais são referência para a equipa saltar na pressão.

Esquemas Táticos

Um dos pontos fortes da equipa são os esquemas táticos ofensivos, principalmente os cantos ofensivos, sendo que alguns jogos já foram decididos através deste momento. O defesa central Yuran Fernandes, é a principal referência dentro de área neste tipo de lances.

UD Oliveirense

Fase Ofensiva

Partindo do sistema de 1-4-3-3, o setor intermédio varia o seu posicionamento conforme as movimentações de Duarte Duarte; variam entre 1+2 e 2+1. A equipa valoriza muito a bola e as constantes combinações e ligações intersetoriais. A ocupação de todo o campo é sempre garantido através da dupla largura entre laterais e extremos, tendo também um forte jogo interior através da capacidade e qualidade dos seus médios. Procuram uma construção curta e apoiada desde trás, conseguindo sair pelo corredor central, através da procura de espaços de Felipe Alves e Pisco, ou pelos corredores laterais, procurando a ligação lateral-extremos – dupla largura. No momento da criação, Duarte Duarte é o jogador-chave para a decisão e elaboração de cada jogada; quando recebe bola em espaço livre e de frente para o jogo, consegue desequilibrar através da condução rápida, acelerando o jogo e servindo os seus colegas na chegada à área adversária; também demonstra toda a sua criatividade nas dinâmicas de corredor com laterais e extremos, conseguindo criar combinações de chegada ao último terço. Normalmente, a equipa chega ao último terço através da aceleração pelos corredores laterais, tanto pelas dinâmicas de corredor como através dos desequilíbrio individuais dos extremos (Jaiminho e Lessinho). João Paredes, umas das afirmações desta temporada, é o “matador” da equipa; PL imponente dentro de área e na disputa de duelos aéreos mas também com muita capacidade no auxílio à criação e aceleração da equipa através de movimentos de apoio e/ou de ataque à profundidade.

O ataque rápido em Transição Ofensiva também é uma das mais-valias da equipa, onde as qualidade físicas e técnicas de jogadores como Paredes, Lessinho, Jaiminho e Duarte Duarte, fazem toda a diferença.

Fase Defensiva

No pontapé de baliza do adversário, são muito pressionantes, condicionando através de uma pressão efetiva e individual (PL e extremos), para conquistar bola ou para obrigar o adversário a jogar longo. Quando adversário joga longo, jogadores como Felipe Alves, João Faria e Raniel, são fortes nos duelos aéreos para conquista da bola.

Organizados defensivamente no sistema de 1-4-1-4-1, em bloco médio-alto, procuram a proteção do corredor central e mesmo com uma linha defensiva alta, protegem muito bem a profundidade. De realçar o trabalho defensivo dos Extremos que, muitas das vezes, defendem a largura ao lado dos laterais, conseguindo a proteção dos corredor através de superioridade numérica.



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