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SC Braga x FC Porto – Duelo tático

No jogo que abria a 2ª volta do campeonato, SC Braga e FC Porto partiam somente com um objetivo em mente, a vitória: do lado dos arsenalistas na procura de ficar à condição com 5 pontos de vantagem sobre o Benfica e, desde logo, ficar a apenas 1 ponto do 2º lugar – o FC Porto.

Na perspetiva dos dragões, vencendo, ficariam a 3 pontos do líder Sporting, ainda que, igualmente à condição.

Em relação ao último jogo (vitória diante o Portimonense), Carlos Carvalhal efetuou 5 alterações no 11, mexendo em todos os setores da equipa: Rolando, Borja, Castro, Piazón e Sporar deram lugar a Tormena, Raúl Silva, João Novais, Fransérgio e Abel Ruiz.

Do lado dos azuis e brancos, Sérgio Conceição, procedeu a 4 modificações em relação ao último jogo com o Belenenses (0-0). Nanu, Fábio Vieira, Evanilson e Felipe Anderson, foram preteridos relativamente a Sarr, Corona, Luis Díaz e Marega.

OS 11’S

No que concerne à análise do jogo propriamente dita, deve-se dizer, antes de tudo, que este teve duas faces distintas: uma primeira até à expulsão de Corona (minuto 60) e uma após o momento em que o FC Porto passou a jogar em inferioridade numérica.

Ofensivamente, o FC Porto, construía a 3 com Mbemba – Pepe – Sarr, ao passo que Manafá à direita e Luis Díaz à esquerda, garantiam largura e profundidade aos corredores.

Taremi e Corona, eram as principais referências de ligação interior, para posteriormente acelerarem o jogo, essencialmente libertando a bola nos corredores numa última fase ou nas desmarcações em profundidade de Marega ou em largura em Luis Díaz ou em Manafá.

No momento de criação, a ideia chave passava por criar superioridade numérica no lado esquerdo do SC Braga através de Corona – Manafá – Marega: explorando a menor capacidade defensiva por parte de Galeno e expondo Raúl Silva.

Numa dessas situações, com Galeno a ser atraído dentro pelo movimento com bola de Manafá, e com Sérgio Oliveira a preencher a largura do corredor direito, no seguimento da jogada, David Carmo derruba Marega. Penalti assinalado e convertido por Sérgio Oliveira (0-1).

Sem bola, o FC Porto procurava condicionar de imediato a construção ofensiva do SC Braga.

Na sequência dessa pressão alta e agressiva, a condicionar a construção deste trás ao SC Braga, o FC Porto foi recuperando bolas nessas zonas adiantadas e potenciando ações de chegada rápida à área, com Taremi e Luis Díaz muito perto do golo em duas dessas ocasiões.

Por outro lado, o SC Braga sentia algumas dificuldades para ligar e jogar (a equipa era obrigada muitas vezes a esticar jogo na frente) dentro do bloco defensivo contrário: subido, muito compacto e com pouco espaço entre linhas e com pouco espaço em largura: Luis Díaz a baixar muitas vezes para linha de 5 – permitia ao FC Porto um maior controlo da largura, estancando fundamentalmente as incursões de Galeno à esquerda e de Esgaio à direita.

Essa tal linha de 5, permitia também contenções (ao portador) e coberturas mais próximas.

A segunda metade começou, praticamente, com o 2º golo do FC Porto.

Bola longa de Marchesín sob o corredor esquerdo, Luis Díaz e Corona a garantirem superioridade (2×1) na zona de Esgaio, incursão individual de Corona a ganhar no 1×1 com Tormena e a servir numa última instância Taremi na zona de penalti (0-2 aos 54’).

Seis minutos após o 2º golo do FC Porto, Corona viu o 2º amarelo e foi expulso. A partir deste momento, o jogo alterou-se.

Carvalhal lançou no jogo Borja e Sporar num primeiro momento, mas foram, fundamentalmente, as entradas de Gaitán e Piazón que vieram trazer um maior domínio, critério e qualidade quer no passe quer na posse, à equipa do SC Braga.

O FC Porto recuou muito as suas linhas, dando total iniciativa do jogo ao adversário.

O SC Braga, conseguia nesta fase (últimos 20 minutos) acionar os seus alas com maior efetividade para ações de cruzamento: Esgaio à direita e Borja à esquerda.

Com o FC porto posicionado a esta altura em 1x6x3, e empurrado, pelo SC Braga, a equipa da casa conseguiu reduzir o marcador ao minuto 87. Boa associação entre Esgaio (dentro) – Fransérgio – Piazón (fora), com este último a servir, na zona de penalti, Fransérgio que remata para o 1-2.

O SC Braga continuou a forçar, e haveria mesmo de chegar ao golo do empate na sequência de um cruzamento e já depois de uma série de 2ªs bolas ganhas. Num último momento, a bola sobra para Piazón que serve Gaitán para o 2-2 final.



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