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Sofrimento garante o bilhete para os oitavos

Os primeiros 10 minutos foram de grande dificuldade para o FC Porto. Os ingleses entraram muito pressionantes, com a intenção de imediatamente assumir o controlo do jogo e não permitir que os dragões saíssem em transições rápidas, dadas as características de Marega e Corona. Apesar do domínio inicial, este não se traduziu em ocasiões claras de golo e a equipa de Sérgio Conceição foi, aos poucos, conseguindo adquirir um maior conforto no jogo. O regresso do FC Porto ao sistema de 3 centrais permitiu suster a equipa de Pep Guardiola e manter em aberto a discussão do jogo.

Partindo de um 4x4x2, o Manchester City iniciava a pressão em zonas muito avançadas para criar dificuldade à defesa portista e rapidamente recuperar bola.

Nos momentos em que o FC Porto se conseguiu instalar no meio campo adversário, foi visível a preocupação e preparação do momento de transição defensiva, principalmente pelo posicionamento dos três dos médios no corredor central para imediatamente impedir a progressão por este espaço.

Os dragões tinham como principal arma o aproveitamento de situações de bola parada e foi precisamente através de um lançamento longo que surgiu a melhor oportunidade na primeira parte, com Ederson atento a resolver. Na sequência do lance, os ingleses poderiam ter marcado.

A tendência ao longo da segunda parte manteve-se. Manchester City mais dominante e a jogar mais próximo da área portista, ainda que com o FC Porto a conseguir mais frequentemente chegar ao meio campo ofensivo e, por momentos, retirar a bola aos comandados de Pep Guardiola.

As melhores oportunidades de golos pertenceram, ainda assim, à equipa inglesa. Primeiro por Rúben Dias/Ferran Torres e, posteriormente, no golo anulado a Gabriel Jesus. Estiveram sempre mais perto de alcançar o golo da vantagem, devido não só à qualidade individual dos seus jogadores, mas também a algumas distrações defensivas dos defesas portistas.

Destaque individual para Corona. Apesar da substituição por dificuldades físicas, quando o nível dos adversários sobe, demonstra que é o jogador mais diferenciado do plantel portista. Seja no corredor lateral ou pelo corredor central, com uma enorme capacidade de reter bola e progredir em velocidade com facilidade, mesmo com adversários de um patamar competitivo superior.

O FC Porto segue para os oitavos de final. Mais uma boa campanha dos dragões que vão cumprindo as expectativas ao superar a fase de grupos da liga milionária. Quarto jogo consecutivo sem sofrer golos na competição, fator que demonstra bem o nível competitivo dos dragões, apesar da diferença notória ao nível da qualidade individual perante este Manchester City.