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Uma « manita » para os lados do Dragāo

O Derby do Bessa, tinha todos os condimentos para ser um jogo equilibrado. Por um lado, o Porto de Sérgio Conceiçāo, uma equipa com uma identidade própria, que na ultima jornada contra o Braga mostrou uma estrutura com uma zona central mais reforçada com 3 elementos, e por outro lado, um Boavista, de Vasco Seabra, que vinha de um empate em casa do Nacional (aquele que vira, certamente,  a ser um dos melhores jogos da Liga) em que mostrou boa qualidade de jogo e que com jogadores como Angel Gomes, Gustavo Sauer e Nuno Santos, faziam sonhar os adeptos axadrezados.

Os azuis e brancos, fizeram atuar de inicio o mesmo onze que jogou  contra o Sporting Clube de Braga.

O Boavista alterou por seu lado 2 elementos, Adil Rami (Central Francês Campeāo do Mundo em 2018) entrou para o lugar de Chidozie, que nāo pode jogar contra os Dragōes por estar emprestado pelos mesmos. a segunda mudança foi no ataque, com a saida de Yusupha (lesionado) e a entrada de Jorge Benguche

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Onzes Ininciais Fonte:zerozero

Equilibrio como nota dominante …na 1°parte

Durante a 1°parte da partida, o Porto conseguiu ter mais bola, construiu maioritariamente a 3 Danilo baixou regularmente, ficando entre os centrais e assim ter superioridade numérica na primeira zona de construçāo. Isto porque o Boavista, sem bola, organizou-se num 4-4-2. Os laterais da equipa campeā nacional transformavam-se em alas e os extremos derivavam para dentro, posicionando-se, assim, em zonas centrais mais perto de Marega.

A equipa de Sérgio Conceiçāo, teve como plano para a primeira parte, explorar as costas dos laterais axadrezados, principalmente através dos seus laterais, construindo num lado do campo e quando a equipa do Boavista basculava para esse lado, o Porto tentava a variaçāo de flanco, criando assim situaçōes em que o seu lateral se encontrava num 1vs1 com o lateral adversário.

Apesar de ter um plano de jogo definido, o Porto teve dificuldades em criar perigo. Só o conseguiu quando Sérgio Oliveira descubriu Uribe já dentro da área e este rematou contra o poste da baliza defendidia por Léo Jardim. O Boavista, sem bola, esteve sempre organizado com 2 linhas de 4 bem definidas.

Em momento defensivo, o Porto procurou pressionar alto, forçando o erro/bola longa por parte dos centrais boavisteiros. quando o Boavista conseguia com exito passar a 1°fase de construçāo o Porto acabou por inteligentemente parar essas jogadas recorrendo por vezes à falta (acabou a 1°parte com 9 faltas), o que resultou em que raramente o Boavista conseguiu chegar ao ultimo terço do campo com capacidade de criar perigo para a baliza portista.

Corona a descobrir o caminho para a goleada

Dois maus alivios e golo do Porto. Primeiro, Alejandro e depois Rami, os centrais nāo conseguiram resolver por 2 vezes o problema e aliviaram a bola para zonas do terreno onde estavam jogadores do Porto. Dai resultou Danilo descobrir Otávio, que esperou pelo movimento de Corona que perante a passividade de Rami, conseguiu rematar para o seu primeiro golo neste Campeonato.

Apesar de este mau reinicio, o Boavista manteve os seus principios de jogo, tentar sair a jogar desde trás e ter capacidade de manter a posse, conseguindo criar perigo para a baliza de Marchesin em 2 momentos.

A mudança que ajuda a explicar a goleada

Minutos antes do 2-0, Sérgio Conceição faz uma substituiçāo. Lança para o encontro Luis Diaz e sai Uribe, o que levou Otávio para zonas interiores do terreno de jogo. o que dá ao jogo do Porto um elemento capaz de movimentar a bola mais rápido, Otavio tanto pode estar recuado a trocar a bola com os centrais do Porto como pode estar nas costas dos médios do Boavista. Sem bola acaba por ser um elemento com grande mais valia sendo agressivo na procura por recuperar a posse de bola.

Depois do 2_0, aí sim o Boavista acabou por nāo mais conseguir importunar a baliza do Porto. Sem bola, continuou a tentar pressionar alto, com os seus elementos da frente, mas sua defesa nāo subia o que deixou sempre grandes espaços entre-linhas para o Porto aproveitar.

O 3-0 chegou quando o Porto consegue novamente recuperar uma bola ainda no meio-campo do Boavista e, Sérgio Oliveira descobre Marega para este fazer o seu primeiro golo neste campeonato. O seu segundo golo, nāo demorou muito, apenas 5 minutos depois num livre fabricado no Olival, o Porto chega ao 4-0.

O 5-0 chega de forma semelhante ao terceiro, com outra recuperaçāo alta por parte do Porto, e outra vez um elemento do seu ataque com demasiado espaço para assim poder finalizar de maneira fácil.