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Uma Nova Era de Dinâmicas

No primeiro jogo aberto ao público por parte do Sporting, Rúben Amorim trouxe uma lufada de frescas ideias e dinâmicas na sua proposta ofensiva e defensiva, no empate frente ao Genk. O 3-4-3 da época passada foi deixado de parte e ontem apresentou-se com uma linha de quatro defesas, composta por Eduardo Quaresma, Coates, Inácio e Matheus Reis.

Se no processo defensivo a organização assentou num clássico 4-4-2, com algumas variantes a nota de maior surpresa foi sem dúvida a abordagem em organização ofensiva.

  1. Sistema 3-2-4-1 – Saída em 3+2, com Gonçalo Inácio a subir no terreno para o lado de Morita.

2. Sistema 4-3-3 – Saída com uma linha de 4 com os laterais mais baixos.

Esta variabilidade no mesmo jogo foi curiosa. Se na saída em 3+2, há grande privilégio e opções no corredor central, bem como no espaços entre-linhas, na saída a 4+1, procuraram essencialmente a largura e a profundidade por parte dos extremos e situações de 1×1. Esta variabilidade, com os mesmos jogadores, no mesmo jogo pode ser muito útil na procura de soluções durante a época.

A inclusão de Gonçalo Inácio no meio campo ao lado de Morita foi particularmente interessante, trazendo rapidamente a imagem mental de Stones e de Pep Guardiola. Uma das razões poderá ser Edwards, Pote e Trincão jogarem juntos e em zonas do terreno mais adiantadas, não obstante à carenciada posição de lateral direito (onde apenas consta Esgaio e neste jogo Eduardo Quarema), bem como de um médio centro, que pode ter levado o treinador do Sporting a procurar outro tipo de soluções, também tendo em conta o orçamento já utilizado num avançado.

É muito precoce afirmar qualquer opinião mais fundamentada em relação a estas novas dinâmicas que o treinador do Sporting pretende. É também um período de adaptação do plantel e sobretudo de Gonçalo Inácio, que neste jogo apresentou alguns bons pormenores e intenções acertadas, mas também algumas lacunas na tomada de decisão e no aspeto técnico.

Estamos curiosos para observar o desenvolvimento de uma proposta ofensiva diferente. As palavras de Pedro Gonçalves após o jogo dão a entender uma nova proposta ofensiva de Rúben Amorim que veio para ficar: “Levamos duas semanas nesta nova nuance, temos treinador bastante, mas ainda não estamos perfeitos. (…) Aquilo que o treinador nos passa é que vamos jogar assim, que temos capacidade para jogar assim.” (ojogo.pt)



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