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Vitória FC – Rasgos de primeira

O Vitória FC protagonizou uma das histórias mais tristes do futebol português. No último verão, assistiu-se à descida do histórico clube do Sado ao Campeonato de Portugal, por incumprimentos financeiros. Um tombo de dois patamares levou vários jogadores a abandonar o clube, mas nem todos bateram com a porta.

Nuno Pinto, Zequinha, José Semedo e Mano são o exemplo do que significa amor ao clube. Com ordenados em atraso e uma situação em que a luz ao fundo do túnel parece tardar a aparecer, estes jogadores de primeira jogam, hoje, pelo amor ao Vitória FC no terceiro escalão do futebol português.

Neste momento, o Vitória FC é líder da série H do Campeonato de Portugal. Em 16 jogos disputados, conquistaram 42 pontos, fruto de 13 vitórias e 3 empates. Continuam invencíveis no campeonato e são, a par do SC Braga B, a única equipa que ainda não conheceu o sabor da derrota. Dependem apenas de si para marcarem presença na fase de subida à 2ª Liga, mas, no dia 14 de Março, jogam uma verdadeira final frente ao 2º classificado, que depende apenas de si também, o Amora.

Alexandre Santana – Princípios para a vitória

Alexandre Santana é o treinador principal do Vitória FC. Treinava os juniores do clube quando se deram estes acontecimentos. Inicialmente ia treinar os sub-23, mas foi o escolhido para segurar o leme da equipa principal e não mais virou a cara à luta. Fiel a princípios de vida dos quais não abdica, Alexandre Santana formou um grupo de jogadores unidos e com um único propósito: recolocar o Vitória FC nas ligas profissionais.

XI Base

Assente num 4x4x2, com um médio defensivo e dois médios alas que procuram zonas interiores, o Vitória FC prima por princípios coletivos que se associam a grandes rasgos de individualidades que fazem a diferença. Ter bola, mandar no jogo e explorar os pontos fracos do adversário, potenciando as mais valias presentes na equipa sadina.

Sem hipótese de contratar, Alexandre Santana teve de se virar para a prata da casa e meter mãos à obra. Uma mescla de jogadores que pertenciam à equipa principal, aos sub-23 e aos sub-19 formam as bases de trabalho da equipa.

Processo Ofensivo

No momento ofensivo, a equipa de Alexandre Santana elabora dinâmicas principalmente no miolo do terreno mas com dois objetivos: encontrar espaço nas laterais e explorar a capacidade técnica dos jogadores mais avançados.

Na 1ª fase de construção procuram sair a jogar desde trás. Uma das marcas é o pontapé de baliza, em que, sempre que possível, João Valido sai a jogar por um dos seus centrais que se posicionam no interior da grande área.

Quando estão em momento de construção ofensiva, o médio defensivo ocupa uma posição central, baixando no terreno e encaixando no meio dos defesas centrais, originando uma saída a três.

É uma equipa objetiva e direta no seu jogo, procurando rapidamente chegar à baliza adversária. Zequinha é um dos jogadores mais experientes da equipa e com experiência de 1ª Liga. Alexandre Santana, pensando nisto, optou por dar maior evidência ao avançado sadino, colocando-o numa posição mais central, ao invés da habitual posição de extremo. Jogando com um avançado mais móvel e rápido ao lado, com capacidade para atacar a profundidade, Zequinha ganha maior liberdade de movimentos, baixando várias vezes no terreno e funcionando como referência ofensiva da equipa.

A exploração da profundidade é uma das grandes armas, aproveitando a velocidade e boa capacidade de cruzamento, seja dos alas ou dos laterais. A associar à boa capacidade em explorar a profundidade, existe a intenção padronizada de cruzar para trás, aproveitando a desvantagem da linha defensiva se encontrar em movimento contrário.

Processo Defensivo

No processo defensivo, a equipa do Vitória FC é uma equipa pressionante e com boa reação à perda, fazendo disso a sua principal arma no momento defensivo.

Defendem no mesmo sistema em que atacam, um 4x4x2, mas com a particularidade dos médios interiores abrirem mais, acompanhando as subidas dos laterais contrários. Na 1ª fase defensiva, optam por efetuar uma pressão alta, rápida e intensa, impedindo não só que o adversário saia a jogar, mas também que se consiga reorganizar.

Quando o adversário consegue ultrapassar a primeira linha de pressão, é uma equipa que se reagrupa, juntando linhas, e mantendo uma coesão no bloco central do campo. Os médios alas têm a função de acompanhar o lateral, quando este sobe, daí que, por diversas vezes, se veja uma linha de cinco jogadores no processo defensivo.

Todos os golos – 20/21

Destaques Individuais

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João Valido – Guarda redes – 20 anos

João Valido é um jovem guarda redes com um enorme potencial. Integrava os treinos da equipa principal, na temporada passada, mas jogava pelos sub-23. Esta época, assumiu-se como titularíssimo da equipa Sadina. Demonstra critério e qualidade na distribuição de jogo com as mãos e em passes. É um guarda redes com excelentes reflexos e agilidade, posicionando-se bem entre os postes.

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Zequinha – Avançado – 34 anos

Falar do Vitória FC, e de tudo o que se tem vivido no clube esta época, é falar de Zequinha. Um dos rostos da revolta e do amor ao clube. Desceu com o clube ao Campeonato de Portugal e por lá tem continuado a brilhar. Soma 15 golos marcados e é o melhor marcador do Campeonato de Portugal.

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Bruno Ventura – Médio – 19 anos

Bruno Ventura é um dos casos que acompanhou o mister Alexandre Santana neste trajeto, desde os sub-19 até à equipa principal. Tem se afirmado no Campeonato de Portugal, ao longo da temporada. Jogador com boa capacidade técnica e de entendimento do jogo, tem remate fácil, o que se traduz nos 8 golos já apontados esta época.

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Marcos Raposo – Defesa Central – 20 anos

Marcos Raposo forma a dupla de centrais com João Serrão. Ambos apresentam capacidade para sair a jogar, permitindo à equipa sair, quase sempre, a jogar desde trás. Bom posicionamento defensivo e velocidade de deslocação. Após um ano na Liga Revelação, Marcos Raposo demonstra ter capacidade para lutar por outros patamares.



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