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SL Benfica: Análise ao CSKA Moscovo

O CSKA Moscovo, 2º classificado da Liga Russa na época 2016/17, será o primeiro adversário do SL Benfica na presente edição da Champions League. Consideramos assim pertinente efetuar uma análise à equipa russa antes da 1ª jornada da fase de grupos da Champions League.

Na presente época, nas eliminatórias da Champions League, o CSKA eliminou o AEK e o BSC Young Boys com resultados agregados de 3-0, ou seja, 6 golos marcados e 0 sofridos. Na Liga Russa tem 9 jogos realizados com 5 vitórias, 1 empate e 3 derrotas.

Estrutura-se normalmente em 1-3-5-2, com os defesas centrais a participarem ativamente na fase de construção mas mantendo-se sempre a garantir o equilíbrio defensivo. Os alas em momento ofensivo projetam-se praticamente como extremos, ficando em linha com os avançados, enquanto no momento defensivo se alinham com os defesas centrais criando uma linha de 5 defesas. Os três interiores formam um triângulo com vértice ofensivo, estes jogadores têm grande capacidade de controlo de largura e efetuam várias trocas posicionais no decorrer do jogo. A linha avançada é formada por dois jogadores que procuram dar profundidade ao jogo ofensivo da equipa, obrigando a esticar a defesa adversária.

Organização Ofensiva

Em momento ofensivo o CSKA estrutura-se em 1-3-5-2, com os alas a darem largura e profundidade, permitindo a colocação de 4 a 5 jogadores em zona de finalização.

No processo ofensivo a equipa do CSKA tem as linhas (principalmente linha média e ofensiva) muito compactas, o que lhe permite posse de bola com segurança e rápida reação à sua perda.

Na fase de construção opta preferencialmente pelo ataque posicional, recorrendo a passes curtos tanto em largura, para manter a posse de bola, como utilizando os interiores para apoios frontais e progredir pelo corredor central.

Demonstra muita facilidade a variar o corredor de jogo, atraindo o adversário para um corredor e sendo capaz de rapidamente colocar a bola no seu corredor com menos concentração de jogadores, recorrendo tanto a passes longos como passes curtos e desmarcações de apoio e rutura.

Apesar de demonstrar uma clara preferência por construir com base em passes curtos e combinações sucessivas, se o adversário defender em bloco alto é capaz de ter eficácia com passes em profundidade, tanto para Vitinho, Chalov e Dragoev.

Dzagoev é o jogador a quem o CSKA mais vezes recorre para progredir pelo corredor central, uma vez que tem elevada qualidade de condução de bola, revelando ainda muita qualidade de passe e tomada de decisão. As combinações ofensivas com Vitinho e Chalov são recorrentes.

Golovin e Wernbloom (médios defensivos) apoiam muito o processo ofensivo da equipa principalmente como coberturas ofensivas, são essenciais para variar o corredor de jogo.

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Transição Ofensiva

Após a recuperação de posse de bola, o CSKA procura realizar a transição ofensiva com base em passes curtos verticais e desmarcações de apoio principalmente recorrendo aos 3 interiores e 2 avançados, que rapidamente atingem zonas de finalização.

O guarda-redes, Akinfeev, tem elevada qualidade a iniciar o ataque da sua equipa, principalmente com passes com a mão, permitindo contra ataques muito rápidos. Utiliza principalmente Vitinho e Dragoev para iniciar os ataques rápidos.

A maior fragilidade da equipa na transição ofensiva acontece quando opta por passes longos, revelando dificuldade tanto nos duelos aéreos como nas segundas bolas.

 

Organização Defensiva

No momento defensivo o CSKA estrutura-se em 1-5-3-2 com os alas a formarem uma linha de 5 com os 3 defesas centrais.

Quando em bloco alto, procura subir os alas e estruturar-se em 1-3-5-2, revelando capacidade para encurtar a profundidade defensiva e também para reconhecer zonas e momentos de pressão. Quando a bola entra no corredor lateral, o ala e os interiores fecham as linhas de passe verticais e interiores, obrigando o adversário a jogar para trás.

Procura impedir a construção do adversário optando por defender em bloco alto, ainda assim revela alguma fragilidade quando os avançados e Dragoev saem em pressão, já que nem sempre são acompanhados pelos restantes colegas. A situação atrás referida deixa a equipa a defender apenas com 7 jogadores e guarda-redes, já que tanto Dragoev como os avançados depois de ultrapassados não revelam muito compromisso defensivo.

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Transição Defensiva

A equipa do CSKA no seu processo ofensivo tem os seus jogadores com muita profundidade ofensiva e com a linha avançada e média muito próximas o que permite que no momento da perda de posse de bola a recupere rapidamente.

Os três defesas centrais procuram impedir a transição do adversário e revelam muita eficácia neste momento do jogo, com grande capacidade para reagir à perda de posse de bola.

O CSKA revela fragilidades na transição defensiva quando o adversário consegue ultrapassar a primeira linha de pressão (linha média e avançada) permitindo nesses casos, situações de 4×4 ou 5×5, ainda assim, socorre-se da qualidade dos seus defesas centrais para compensar esta fragilidade coletiva.

Bolas paradas defensivas

Nas bolas paradas defensivas opta por uma defesa mista com 6 jogadores no interior da área em HxH e dois a defender zona, um na zona do 1º poste e outro fora da pequena área. Com 1 ou 2 jogadores fora da área com a missão de impedir os cantos curtos.

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Bolas paradas ofensivas

Quando opta pela marcação do pontapé de canto com curvatura interna, coloca 5 a 6 jogadores no interior da área adversária, nas imediações da pequena área, 3 ao 1º poste e 2 ou 3 ao 2º poste, com desmarcações verticais em direção à baliza.

Quando opta pela marcação de pontapés de canto com curvatura externa, os jogadores atacantes iniciam os movimentos de desmarcação vertical na zona da marca de penalty, com um ou dois jogadores a atacarem o 2º poste.

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https://vimeo.com/233237955


 
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