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Análise à organização ofensiva do Boca Juniors, actual líder da Primera División da Argentina. A equipa de Buenos Aires é treinada por Guillermo Barros Schelotto e estruturam-se habitualmente num 1x4x2x3x1 ou em 1x4x3x1x2.

Diante do Colón – jogo que estará aqui em análise – o Boca Juniors estruturou-se em 1x4x2x3x1, mas com dinâmicas ao longo do jogo que mudavam o sistema de jogo para um 1x4x3x3 / 1x4x3x1x2. Centurión (extremo-esquerdo) incorporava-se quase sempre no meio-campo como um interior ao lado de Pablo Pérez na 1ª fase (construção) de jogo, enquanto Fernando Gago recua para junto dos centrais para começar a construir desde trás. Equipa que privilegia uma saída curta e apoiada e com os centrais e os laterais a participarem nessa 1ª fase do jogo. Defesas-centrais (Vergini e Insaurralde) são normalmente quem faz a ligação com a primeira fase de construção com os jogadores mais ofensivos com passes curtos em busca dos apoios frontais que lhes é dado por Carlitos Tévez e por Walter Bou.

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Imagem 1: Aqui podemos ver a incorporação de Gago entre os centrais para iniciar a fase de construção. Aqui também é visível Ricardo Centurión a vir de fora para dentro para se colocar lado a lado com Pablo Pérez.

O Boca é uma equipa paciente nesta fase do jogo e procura sempre construir de “forma limpa” e pelo corredor central. O objectivo é que a bola entre nas entre-linhas do Colón para que se comece a desenvolver o jogo mais ofensivo da equipa na última metade do campo. Raramente optam pelo passe longo, quando o fazem procuram rapidamente colocar a bola à largura nos laterais.

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Imagem 2: Boca consegue entrar dentro do bloco do adversário com relativa facilidade. Em ambas as situações foram os defesas-centrais que fizeram a ligação entre a defesa e o ataque. Na imagem 2 vemos que é o avançado Walter Bou que recua no terreno para associar-se com o resto da equipa e tem logo duas opções de passe simples, uma frontal (Tévez) e outra mais lateral (Centurión).
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Imagem 3: Boca consegue entrar dentro do bloco do adversário com relativa facilidade. Em ambas as situações foram os defesas-centrais que fizeram a ligação entre a defesa e o ataque. Na imagem 3 é Carlitos Tévez quem ocupa o espaço entre-linhas do Colón para receber o passe do defesa-central, neste caso de Insaurralde.
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Imagem 4: Saída para a criação através de Fernando Gago que tem três linhas de passe próximas e podemos ver que a equipa está próxima entre si para que seja mais fácil construir de forma apoiada e curta.

O Boca utiliza os três corredores para atacar a baliza adversária. Normalmente circula a toda a largura para manipular o adversário e encontrar o homem livre. Na fase de criação o Boca procura circular rápido, a toda a largura e se possível de forma mais vertical. Por vezes recorrem a um tipo de bola mais directa à procura do avançado, optam pelo um passe para as costas dos defesas contrários.

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Imagem 5: Pablo Pérez já dentro do bloco do Colón e com quatro linhas de passe de frente para a última linha do Colón. O Boca coloca dois jogadores à largura e dois jogadores no corredor central. Habitualmente o passe entra quase sempre nas costas dos laterais contrários de forma a provocar depois o cruzamento para a área.
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Imagem 6: Nova situação de jogo interior por parte do Boca, mas agora irão privilegiar um passe mais directo em busca do avançado Walter Bou. A boa capacidade de passe médio e longo de Gago permite que se queime linhas através de um passe mais directo ou longo pelo ar em busca do avançado que irá atacar a profundidade.
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Imagem 7: Este é o lance do golo. A bola antes de chegar ao corredor direito passou pelo corredor esquerdo – onde foi iniciada a jogada – foi dentro (corredor central) e voltou a ir fora para o lateral. Visível que o Boca dá os corredores para os laterais atacar a profundidade. Inteligente também a movimentação de Carlitos Tévez em busca do espaço vago nas costas do lateral do Colón.
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Imagem 8: A conclusão da jogada anterior. Carlitos aproveitou o espaço vago nas costas da defesa do Colón. Cruzamento baixo ao primeiro poste onde estava Centurión sozinho. Além de Centurión mais dois jogadores dentro de área – Bou e Pavón – e outro fora de área para ganhar a segunda bola.

O Boca no último terço procura focar o seu jogo mais pelos corredores para aproveitar a boa capacidade ofensiva dos seus laterais – Peruzzi e Fabra. Procuram provocar o adversário por dentro com a vinda dos extremos para zonas interiores para depois aproveitar o espaço vago que possa existir nas laterais do adversário.

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Imagem 9: Subida no tereno do lateral Fabra após combinação curta e apoiada com Centurión. Nem sempre há um posicionamento muito forte dentro de área, pelo menos no que toca às zonas mais perigosas para golo: 1º poste, marca do penálti e 2º poste.
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Imagem 10: Novamente uma situação pelo corredor esquerdo e nova situação onde o posicionamento dos três homens dentro da grande área não é muito forte. Os três homens que estão na área deveriam de estar melhor distribuídos para atacar o cruzamento.
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Imagem 11: Situação agora no corredor direito e novamente três homens na área e um fora, tal e qual como no lance do golo. O posicionamento aqui já parece o mais adequando, ainda que longe do ideal. Porém de destacar os três homens que colocam sempre dentro da área em situação de cruzamento e atacam a bola com boa agressividade.
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