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1º mão dos oitavos de final contou com uma visita à Alemanha do Shakhtar de Luís Castro. Para a Ucrânia levou uma vitória por 2-1, que lhe dá vantagem na eliminatória com dois golos fora de portas.

Um jogo controlado pela equipa do treinador português, muito por culpa da sua abordagem ao jogo, e o seu próprio modelo de jogo. O Wolfsburg demonstrou-se uma sólida equipa, muito capaz de fechar os espaços para a sua baliza, e com qualidade no jogo aéreo e segundas bolas. Por diversas vezes, aumentava com qualidade o ritmo de jogo: contrariando a pausa característica da equipa ucraniana. Porém, um jogo bem controlado por parte da equipa de Luís Castro.

Uma das marcas assentes neste jogo, foi a capacidade do Shakhtar dominar o mesmo. Dominar a dois níveis:

  1. Dominar com a bola, mantendo-a na sua posse, variando no ataque a cada corredor, fazendo “campo grande”, bem como possuindo uma constante provocação às linhas da equipa alemã, com a procura pelo homem livre e jogadores entre setores.
  2. Domínio do espaço de jogo. O Shakhtar procurou essencialmente posicionar-se no meio campo adversário, e a partir daí criar situações de vantagem.

Mas como é que a equipa de Luís Castro conseguiu estes dois domínios?

A chave do jogo foi a Transição Ofensiva do Shakhtar. E porquê? Porque utilizou a transição ofensiva, como um meio para o seu posicionamento em Organização Ofensiva. Ou seja, sempre que recuperava a bola, procurava acelerar, sair da zona de pressão, e com isso subir no terreno, fazendo com que o adversário recuasse para o seu meio campo, e a equipa ucraniana dominasse o jogo a nível territorial, para aí com a bola, procurar as melhores opções de criação, precavendo-se também para a perda da bola.

Luís Castro continua o bom trabalho na equipa ucraniana, continuando o legado de qualidade de jogo deixado por Paulo Fonseca. A qualidade dos intervenientes, desde os talentosos brasileiros, aos trabalhadores e não menos talentosos ucranianos como Matvienko, demonstra o Shakhtar como um possível candidato a vencer a Liga Europa.

A equipa de Donetsk tem imensa qualidade nos diversos momentos de jogo: o Ataque Posicional em Organização Ofensiva, com técnica e talento brasileiro, a Transição Ofensiva que retira caos ao jogo, passando por uma pressão alta ou linhas mais baixas e bem cimentadas em Organização Defensiva, finalizando com uma transição defensiva na qual é demonstrada uma ideia colectiva de pressão ao portador da bola após a perda, bem como entre-ajuda e sentido coletivo.

A passagem aos quartos de final estará em jogo na próxima eliminatória em “casa” da equipa de Luís Castro, tendo equipa técnica portuguesa diante de si uma competição que poderá não ser uma utopia procurar vencer-la.