Menu Close

Uma Alemanha que já não existe, o que aconteceu aos grandes clubes da RDA – República Democrática Alemã? Neste ProScout Vintage mergulhamos na história de uma parte do futebol germânico que já não existe, mas que deixou um marco na história do país, mas também a nível internacional.

Oberliga: A Origem

Começamos pela formação da DDR-Oberliga, o principal escalão de futebol de clubes da Alemanha Oriental, formada no pós 2ªguerra mundial, substituindo a Gauligas, a liga de futebol alemã-nazi, com a época inaugural a ter o seu pontapé de saída em 1949-1950, com o ZSG Horch Zwickau a ser o campeão inaugural. Esta liga operava inicialmente com 14 equipas, inicialmente a época era jogada do Outono até à Primavera. De 1956 até 1960 a liga passou a jogar-se no calendário típico soviético à altura, Primavera até Outono. Em 1961/62 a liga voltou ao calendário original e desta feita de forma estendida, ou seja, as equipas passariam assim a jogar 3 vezes entre si, casa, fora e campo neutro.  Finalmente na época 1991/92 a liga foi fundida com a Alemanha Ocidental, que apenas levou 2 clubes a participar na Bundesliga, o FC Hansa Rostock e o Dynamo Dresden. A junção dos dois campeonatos foi não mais do que uma absorção na verdade, ditando assim a queda da grande maioria das formações da Alemanha Oriental.

Oberliga: Um Regresso ao Passado

No ano de 1994 nasce uma nova divisão no terceiro escalão do futebol alemão, formado por aqueles que antes formavam a Alemanha Oriental, a Regionalliga Nordost. O único clube da antiga DDR-Oberliga que não participou nesta divisão foi o Hansa Rostock que à altura gozava ainda da sua participação no escalão máximo. Em 2000 esta liga foi descontinuada, com os clubes a serem divididos entre outras Regionalligas e NOFV-Oberligas, que formavam o 4º escalão do futebol alemão. Na época de 2012/13 a Regionalliga Nordost regressa, mas desta feita como uma divisão no 4º escalão da Alemanha até aos dias de hoje.

Os Clubes, a Política e…Os “Dynamos

Depois da 2ª guerra mundial, os aliados abandonaram as suas posições nos clubes de futebol na Alemanha. No caso do futebol no Este da Alemanha, a história é complexa, com muitos clubes a serem realojados em diferentes cidades, renascendo até com novos nomes sob a típica marca soviética, era comum ler nomes como “Dynamo” ou “Lokomotiv”. Talvez o mais complexo caso seja até do clube com maior sucesso da Oberliga, falamos do Berliner FC Dynamo (BFC Dynamo), formado em 1966 debaixo da umbrela do SC Dynamo Berlin, mas isso será explicado mais à frente. O BFC Dynamo detém o maior número de vitórias na velha Oberliga, com 10 campeonatos seguidos entre 1979 e 1988. Actualmente este clube pode ser visto a competir na recém-formada Regionalliga Nordost.  

A equipa do BFC Dynamo depois de vencer o seu primeiro título de campeão em 1979

BFC Dynamo e SC Dynamo Berlin? Como é isto? Adicionamos outro nome, Dynamo Dresden! Muitos “Dynamos” é uma grande complicação, e é mesmo, mas a história é a seguinte. O SC Dynamo Berlin foi formado como clube desportivo na Alemanha Oriental em 1954, o nome Dynamo vem da associação desportiva SV Dynamo que tutelava todos os clubes sob a mesma “marca” na Alemanha Oriental, associação esta detida pelas forças de segurança. Com a ascensão da popularidade de clubes como o Hertha BSC, Blau-Weiss 1890 Berlin e Tennis Borussia Berlin que estavam a levar os fãs da cidade de Berlim para o Ocidente, a SV Dynamo precisava urgentemente de trazer uma equipa competitiva para Berlim Oriental e foi aí que nasceu a controversa mudança do histórica Dynamo Dresden para a cidade de Berlim para jogar sob o desígnio de SV Dynamo Berlin, ganhando uma taça da Alemanha Oriental, a FDGB-Pokal em 1959. Nos anos 60 foram ofuscados pelo ASK Vorwärts Berlin detidos pelas forças militares, ganhando 5 títulos de campeões da Oberliga durante a década de 60, juntando-os ao título de 1958. O enfraquecimento do SV Dynamo Berlin era óbvio e não passou mais de uma equipa do fundo da tabela, acabando mesmo por cair na 2ª liga. Os factores políticos e os jogos de poder do Ministro da Segurança do Estado Erich Mielke saíram furados e para agravar a situação, nasceu uma guerra entre o menino bonito dos Stasi – SV Dynamo Berlin – e o SG Dynamo Schwerin, devido à transferência abusiva de 3 jogadores do SG Dynamo Schwerin para o SV Dynamo Berlin, com membros do Partido Socialista Unificado da Alemanha e funcionários do SV Dynamo em Schwerin a contestarem fortemente a disparidade entre os 2 clubes, como exemplo, é conhecido que na época de 1964-65, o orçamento dado ao SV Dynamo para jogadores e restante staff era de 315.559 marcos, enquanto que no caso do SG Dynamo Schwerin era apenas de 19.428 marcos. Com o forte protesto sobre a equipa de Berlim foi assim gorada a transferência dos 3 jogadores.

ASK Vorwärts Berlin, a grande equipa da Alemanha Oriental na década de 60

Em 1965 nasce uma nova revolução no futebol da Républica Democrática Alemã, com o futebol a ganhar um novo estatuto entre a elite desportiva, desassociando os departamentos de futebol dos grupos desportivos para serem então criados clubes de futebol independentes e aquela que ficou conhecida como a nata do futebol da Alemanha Oriental, uma lista de clubes agora altamente profissionalizados,  Schwerpunktclubs, os clubes foco da liga que eram o BFC Dynamo, FC Union Berlin, SG Dynamo Dresden (Apesar de ainda associado a uma associação desportiva), FC Rot-Weiss Erfurt, FC Vorwärts Frankfurt, Hallescher FC Chemie, FC Carl Zeiss-Jena, FC Karl-Marx -Stadt,  FC Lokomotiv Leipzig, FC Magdeburg e FC Hansa Rostock. Do outro lado os Betriebssportgemeinschaften, ou apenas BSG, que eram clubes menores usados como uma espécie de piscina de talentos com os seus jogadores a serem transferidos para os clubes elite da liga. Apenas por uma vez um clube sob desígnio BSG venceu a Oberliga, tendo sido o BSG Chemie Leipzig em 1964.

FC Lokomotiv Leipzig em 1965, um dos clubes da elite da Oberliga

Nas competições Europeias os clubes da Alemanha Oriental nunca chegaram perto do sucesso dos rivais da Alemanha Ocidental, mas honras sejam feitas às brilhantes campanhas nomeadamente na extinta Taça dos Clubes Vencedores das Taças, com a honra máxima a pertencer ao FC Magdeburg que venceu a prova em 1974, batendo na final o AC Milan por 2-0 em Roterdão. Em 1981 o FC Carl Zeiss-Jena foi finalista da prova, tendo sido batido na final pelo Dinamo Tbilisi por 2-1 em Düsseldorf, uma oportunidade única desperdiçada para uma equipa da Alemanha Oriental vencer uma grande prova europeia em solo da Alemanha Ocidental e por curiosidade, nas meias finais, o Zeiss-Jena havia derrotado os portugueses do SL Benfica por 2-1 no agregado (vitória caseira de 2-0 e derrota em Lisboa de 1-0). Em 1987 foi a última grande chance para um clube da Oberliga levantar de novo um troféu europeu, mas o Lokomotiv Leipzig viu a sua grande campanha chegar ao fim em plena final diante do todo poderoso Ajax, derrota de 1-0 em Atenas.

FC Magdeburg celebra a vitória na Taça Dos Clubes Vencedores Das Taças da UEFA em 1974

A Selecção e o Grande Mundial de 1974

Apesar do maior sucesso da selecção da Alemanha Ocidental a formação da Alemanha Oriental era também vista como um peso pesado no panorama europeu. Os seus maior sucessos internacionais foram a medalha de ouros nos Jogos Olímpicos de 1976 no Canadá, batendo na final a poderoso selecção Polaca à altura, que vinha de um respeitável 3º lugar no Mundial de 1974. Outro grande mérito da Alemanha Oriental foi o Europeu de Sub-18 em 1986, batendo a Itália na final.

Alemanha Ocidental contra Alemanha Oriental, Mundial 1974, um jogo carregado de emoções fortes e significado político

O mundial de 1974 realizado na Alemanha Ocidental, com a formação anfitriã a ser a grande favorita a vencer a prova, com grandes craques no seu leque como Franz Beckenbauer e Gerd Müller, que acabaram mesmo por vencer o mundial na sua casa, diante da Laranja Mecânica de Johan Cruijff na final. Mas uma dos mais bonitos capítulos desta prova chegou pela Alemanha Oriental, que estava recheada também de um leque de jogadores talentosos e estava apostada em realizar uma boa prova na casa do seu grande rival e de facto conseguiram dar uma boa imagem, batendo mesmo na 1ª fase de grupos a Alemanha Ocidental por 1-0, golo solitário de Sparwasser, que colocou a Alemanha Oriental como primeiros no grupo. Acabariam então por cair na 2ª fase de grupos, ficando em 3º num grupo de muito respeito, opondo-os a grandes selecções como o Brasil e a finalista Holanda. A outra selecção seria a Argentina que estava ainda longe dos seus tempos áureos e acabaram mesmo em último no grupo. A vitória sobre a Alemanha Ocidental teve um sabor especial, tendo sido a única vez em que as duas Alemanhas se cruzariam numa grande competição.

Os Craques

Uns mais conhecidos, outros nem tanto, mas um dos grandes objectivos na Oberliga era o desenvolvimento sustentado de jogadores que pudessem elevar os clubes e selecção a patamares elevados a nível internacional. Apresentamos então alguns dos melhores produtos vindos da Alemanha Oriental.

Jürgen Croy

Guarda-redes que fez a sua carreira ao serviço do BSG Sachsenring Zwickau, que não era um clube de topo no país, mas a sua qualidade valeu-lhe o controla das redes da Alemanha Oriental, como um dos melhores da sua geração. Com 86 internacionalizações, este porteiro fez parte da equipa que bateu a Alemanha Ocidental no Mundial de 1974 e também da equipa que viria a vencer a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1976 na Canadá.

Matthias Sammer

O nome dispensa apresentações, não só é aquele que foi a mais conhecida exportação do Leste da Alemanha, mas também é um dos maiores talentos de sempre do futebol alemão. Jogou em clubes como o Internazionale e Dynamo Dresden, mas foi no Borussia Dortmund que conheceu maior sucesso, vencendo a Bundesliga e a Supertaça em 1995 e 1996, ano esse em que foi também eleito o melhor jogador do futebol europeu. Em 1997 chegou ao topo do futebol de clubes vencendo a Liga Dos Campeões Europeus e a Taça Intercontinental pelo Dortmund. Sammer foi ainda internacional por 23 vezes pela Alemanha Oriental, juntando depois 51 presenças pela selecção já unificada. O seu feito maior pela selecção foi a vitória no Europeu de 1996 tendo também vencido a Bola de Ouro nesse ano.

Dirk Stahmann

Este defesa central é considerado talvez como o melhor jogador da história do FC Magdeburg, jogando toda a sua carreira no clube, tendo vencido 3 Taças da Alemanha Oriental, em 1978, 1979 e 1983. Mesmo após o declínio do clube depois da reunificação da Alemanha, Stahmann ficou mesmo jogando no 4º escalão do futebol alemão. A nível internacional conta com 46 internacionalizações.

Hans-Jürgen Dörner

O capitão mais condecorado do Dynamo Dresden, capitaneou a equipa desde 1977 até à sua reforma. Este líbero e lateral chegou à equipa de Dresden em 1968, tendo vencido pelo clube 5 Oberligas e 5 taças da Alemanha Oriental. A título de curiosidade, foi em 1999 votado pelos adeptos como o melhor jogador de sempre do clube. A nível internacional conta com 96 presenças pelas selecção da Alemanha Oriental tendo vencido a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1976. Dörner fez ainda carreira como treinador treinando a selecção sub23 da Alemanha Oriental entre 1985 e 1990, o Werder Bremen em 1996/97, FSV Zwickau em 1998/99, Al-Ahly em 2000/01, VfB Leipzig entre 2001 e 2003 e finalmente o Radebeuler BC 08 entre 2006 e 2010. Actualmente trabalha no departamento de prospeção do Dynamo Dresden.

Bernd Bransch

Era este senhor o líder da Alemanha Oriental que jogou o mundial de 1974, onde viria a ter a honra de bater a Alemanha Ocidental num dos grandes feitos pelo seu país. A sua outra grande honra foi a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1976. Jogador do ano da Alemanha Oriental por 2 vezes, em 1968 e 1974, conta com 64 internacionalizações. Jogou toda a sua carreira no SC Chemie, com excepção para a época de 1973/74 onde representou o FC Carl Zeiss-Jena.

Reinhard Lauck

Este médio foi um dos grandes heróis da Alemanha Oriental com uma prestação ainda hoje recordada diante da Alemanha Ocidental no Mundial de 1974. A nível internacional conta com 33 internacionalizações. A nível de clubes representou o Union Berlin entre 1968 e 1973, mudando-se depois para o BFC Dynamo onde viria a ajudar a equipa a vencer 3 campeonatos de seguida, em 1979, 1980 e 1981.

Eberhard Vogel

Detém o número recorde de presenças no escalão máximo de clubes na Alemanha Oriental (440 jogos), tendo jogado entre 1961 e 1970 no FC Karl-Marx-Stadt e depois no FC Carl Zeiss-Jena ente 1970 e 1982. A nível internacional tem 74 presenças pela selecção da Alemanha Oriental e fez parte da honrosa equipa que foi ao Mundial de 1974. Um dos seus maiores reconhecimentos como jogador foi a nomeação como jogador do ano de 1969 na Alemanha Oriental e é hoje reconhecido como um dos melhores de sempre no seu país.

Jürgen Nöldner

Um dos mais talentosos jogadores da Alemanha Oriental, um médio de características ofensivas que deslumbrava ao serviço do à altura dominante Vorwärts Berlin tendo sido campeão por 5 vezes. Apelidado de “Puskás da Alemanha Oriental” conta ainda com 30 internacionalizações pela Alemanha Oriental, marcando por 16 vezes, tendo também feito o golo mais rápido da história da selecção diante da Áustria. Em 1964 conquistou um medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Japão numa equipa composta apenas por jogadores da Alemanha Oriental a representar toda a Alemanha. Em 1966 foi eleito o melhor jogador da Alemanha Oriental.

Um médio ofensivo muito viajado pela Europa, tendo representado o Hansa Rostock, BFC Dynamo onde venceu 2 campeonatos da Oberliga em 1987 e 1988, Hamburg SV, Lazio, Eintracht Frankfurt e Bari. Depois da reunificação da Alemanha ele foi um dos jogadores mais procurados pelos clubes germânicos. A nível internacional representou a selecção da Alemanha Oriental e a reunificada Alemanha.

Jürgen Sparwasser

Médio Ofensivo ou avançado, Sparwasser foi o homem no sítio certo nas grandes ocasiões. Começou a sua carreira no modesto BSG Lokomotiv Halberstadt e em 1965 mudou-se para FC Magdeburg, onde viria a ajudar o seu clube a vencer o maior troféu de sempre a entrar no país, a Taça dos Clubes Vencedores das Taças em 1974, o maior feito de um clube da Alemanha Oriental. Conta também com 49 internacionalizações pela Alemanha Oriental e fez parte da equipa que jogou o Mundial de 1974 tendo sido ele o grande herói da partida diante da Alemanha Ocidental marcando o golo solitário da única partida alguma vez disputada entre Alemanhas.

Hans-Jürgen Kreische

Golos, golos e mais golos é melhor forma de descrever este avançado da antiga Alemanha Oriental. Um dos melhores jogadores da história do Dynamo Dresden, clube onde fez toda a carreira, entre 1964 e 1978. Pelo clube fez uns impressionantes 127 golos na Oberliga. A nível internacional tem 50 presenças na selecção da Alemanha Oriental, com um total de 25 golos. Foi o melhor marcador da selecção em 1971, 1972, 1973 e 1976 tendo também sido eleito jogador do ano no seu país em 1973. Fez ainda parte da equipa que disputou o Mundial em 1974 e também parte da equipa que levou o bronze para casa nos conturbados Jogos Olímpicos de 1972 em Munique.

Martin Hoffmann

Atacante da Alemanha Oriental, representou o FC Magdeburg entre 1973 e 1985, fazendo parte da equipa que trouxe a Taça Dos Clubes Vencedores das Taças 1974. Conta com 62 internacionalizações pela Alemanha Oriental, marcando 15 golos. Fez também parte da histórica equipa que participou no Mundial de 1974. Em 1976 também deu o seu contributo na selecção olímpica da Alemanha Oriental que traria a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1976 de Montreal, Canadá.

Joachim Streich

Outro grande goleador da Alemanha Oriental. Ponta de lança que representou clubes como Aufbau Wismar, FC Hansa Rostock e FC Magdeburg, mas foi a nível internacional que mais se evidenciou no futebol da Alemanha Oriental, sendo o jogador com mais internacionalizações e também com mais golos marcas, 55 golos em 102 participações.

Ulf Kirsten

“O espião”, Kirsten tem uma história curiosa, tendo sido informante do Stasi sob o nome de código “Knut Krüger”.  Começou a sua carreira de futebolista ao serviço do Dynamo Dresden, tendo sido um dos primeiros jogadores da Alemanha Oriental a jogar na Bundesliga, este ao serviço do Bayer Leverkusen onde fez uns impressionantes 350 jogos e 182 golos tendo sido o 5º maior marcador da história da liga e ainda participou na final da Liga Dos Campeões de 2002 que o Bayer Leverkusen viria a perder para o Real Madrid. A nível internacional conta com 49 presenças pela Alemanha Oriental e 51 pela reunificada Alemanha, onde viria a participar nos mundiais de 1994, 1998 e europeu de 2000.

A história do futebol da Alemanha Oriental é um calvário de jogos políticos, manobras poucos claras e muita controvérsia, mas é uma peça da história, não só do futebol alemão, mas também da Europa. Hoje em dia, os clubes e a selecção da Alemanha Oriental não vêm muitos os seus méritos reconhecidos, mas eles estão lá e têm uma história riquíssima, pelos bons e maus motivos. Actualmente apenas uma equipa nascida da antiga Alemanha Oriental joga na Bundesliga, o Union Berlin, mas o declínio da grande maioria dos seus antigos compatriotas é por demais evidente e muito dificilmente nos próximos tempos veremos um ressurgimento desses clubes no principal escalão, mas ficam então as suas histórias para serem contadas.

FC Union Berlin celebrou no final da época 18-19 a súbida à Bundesliga pela 1ª vez