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[:pt]Senegal

A seleção do Senegal chegou a este jogo com um empate a duas bolas frente à Argélia, num jogo em que Diop e Sow fizeram os golos da equipa. De destacar que o Senegal terminou na 1ª posição do Grupo B com 7 pontos conquistados.

Observando os 3 jogos disputados para esta competição é possível verificar que os senegaleses marcaram em média 2 golos e sofreram em média 0,67 golos por jogo, ou seja, apresentam um excelente rendimento no sector ofensivo.

O melhor período dos pupilos de Aliou Cissé  situa-se entre os 0’ e os 15’, altura no qual marcaram 3 golos e sofreram apenas 1.

Camarões

A seleção dos Camarões chegou a este jogo com um empate sem golos frente ao anfitrião Gabão, somando desta forma a segunda igualdade nesta competição. Para chegar aos quartos-de-final, os camaroneses terminaram na 2ª posição do Grupo a com 5 pontos amealhados.

Analisando os 3 jogos na Taça das Nações Africanas é possível notar que os pupilos de Hugo Broos marcaram em média 1 golo e sofreram em média 0,67 golos por jogo, exibindo desta forma grande competência defensivo, no entanto, algumas falhas no ataque.

Além disto o melhor período dos Camarões situa-se entre os 61’ e os 75’, altura em que marcaram 2 golos e sofreram apenas 1. De destacar que a equipa abriu o marcador em apenas uma ocasião, no entanto, não foi capaz de segurar a vantagem no marcador até ao fim dos 90’.

 

QUARTOS DE FINAL | SENEGAL VS CAMARÕES

Tendo em especial atenção aos dados fornecidos e que podem servir como uma amostra do valor das equipas e daquilo que elas são capazes de fazer, neste jogo dos quarto de final, a equipa dos Camarões confirmou a sua capacidade e competência defensiva acabando o jogo sem sofrer golos. Uma eliminatória que foi decidida no desempate das grandes penalidades com a sorte a sorrir à seleção orientada por Hugo Broos.

O Senegal bem se pode queixar, desta vez, da incapacidade de finalizar as situações de ataque que criou. Com mais posse de bola, mais remates, mais ataques a equipa senegalesa teve todas as condições para vencer e avançar para as meias finais.

Com um jogo de posse e circulação, privilegiam as saídas curtas desde o seu guarda-redes, com uma rede de conexões, em que procuram criar muitas linhas de passe entre os seus jogadores através de figuras geométricas bem definidas (triângulos e losangos). Podem ser observáveis alguns movimentos muito típicos desta seleção em posse, como seja, a largura e profundidade dos dois laterais (21-Gassama e 4-M´Bengue), a largura e jogo interior dos seus dois extremos (10-Mané e 20-Baldé), bem como os movimentos diagonais do médio 8-Kouyaté, quer sejam em movimentos por fora, nas costas do lateral esquerdo, ou nos movimentos em profundidade para as costas dos dois centrais. Nas saídas curtas, optam por fazer recuar um dos médios (22-Saivet), que se desloca para o corredor esquerdo, fazendo desta forma um esquema de 3 jogadores no sector recuado, com os dois laterais, como já foi afirmado, muito projetados sobre os corredores. Aliando a um interessante conjunto de princípios de  jogo ofensivo, esta equipa do Senegal possui nas suas fileiras jogadores de uma enorme qualidade individual que por si só deveriam ser suficientes para colocar a equipa no patamar que a qualidade do seu futebol apresenta. Jogadores como 10|Mané do Liverpool, 20|Baldé da Lazio, 9|Diouf do Stoke City e 8|Kouyaté do West Ham, colocam o futebol senegalês dentro de um patamar elevado que apenas as contingências de um jogo como o futebol é capaz de não premiar.

Em organização defensiva optaram sempre por um bloco médio/alto, com uma defesa predominantemente zonal pressionante, no entanto e em variadíssimos momentos do jogo, as distâncias entre jogadores do mesmo sector e as distancias intra-sectores poderiam e deveriam ser mais reduzidas, para desta forma colocar os adversários sobre grande constrangimento espácio-temporal.

 

 

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