Rio Ave x D. Chaves: Como é que o Rio Ave na sua Fase de Construção procura ultrapassar a Organização Defensiva adversária?

Rio Ave x D. Chaves: Como é que o Rio Ave na sua Fase de Construção procura ultrapassar a Organização Defensiva adversária?

 

Procura uma saída com 3 jogadores, em que Pelé se coloca no meio dos 2 defesas centrais de modo a criar superioridade numérica caso o adversário pressione com 2 jogadores, mas mais importante, para permitir a subida dos laterias que irão garantir a largura e profundidade nos corredores laterais e para que os médios mais ofensivos se possam colocar em zonas interiores. Isto permitirá à equipa ter soluções para explorar o jogo interior e exterior, poder verticalizar jogando no corredor central e quando o adversário se concentra mais por dentro poder aproveitar o espaço concedido nos corredores laterais.

Os 3 médios mais ofensivos Rúben Ribeiro, Francisco Geraldes e J. Novais a procurarem o espaço nas costas dos médios adversários e Tarantini a colocar-se nas costas da 1ª linha defensiva adversária e tornando-se como possível primeiro receptor para o jogo interior, como apoio próximo para o médio mais ofensivo que consiga receber e para preparar uma possível perda da bola nesta fase, mantendo-se próximo do centro de jogo.

Caso os 3 médios mais ofensivos consigam receber dentro da organização defensiva adversária e nas costas da linha média, poderão ficar de frente para a linha defensiva e entrar na fase de criação, de modo a conseguir uma situação para finalizar.

No fundo, o objectivo passa por desequilibrar a estrutura defensiva adversária, recorrendo principalmente ao jogo interior, colocando jogadores no corredor central e nas costas dos médios para poder ultrapassar a linha média adversária. Importante referir que se posicionam na diagonal em relação ao portador da bola (que é mais difícil defender) e permite receber e ficar de frente para a baliza, o que não acontece quando se está mais numa linha vertical para o portador, atrás de um adversário e recebendo de costas para o adversário. Por outro lado, poderão sempre recorrer ao jogo exterior quando o adversário se encontre demasiado concentrado no corredor central e liberte espaço nos corredores laterais, em que poderão ser exploradas facilmente situações de igualdade numérica.

Sobre o Autor

Luís Lalanda

Apaixonado pelo Futebol, foi atleta federado durante 6 anos e decidiu iniciar os seus estudos na modalidade licenciando-se em Ciências do Desporto, com especialização em Futebol pela UTAD e certificado pela QUEST num Curso Específico de Elite em Scouting no Futebol. Possui experiência como Treinador em vários escalões (desde Petizes a Séniores) e também em funções de Observador e Scout (observação da própria equipa,observação de equipas adversárias e observação de jogadores). Tem grande prazer pela área do treino mas o foco está na área de Análise do Jogo e do Scouting.

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