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À boleia de Ibra: Pode o Milan sonhar com o Scudetto?

Poucos imaginariam que em Janeiro de 2021 o líder da Serie A fosse o Milan. O projeto do clube assenta na contratação de jovens jogadores, e por isso o sucesso imediato da equipa causa estranheza.

Mas não a todos. Ibrahimovic, chegado há exatamente um ano a uma casa que já conhecia, afirmou que se tivesse entrado na primeira jornada, o Milan teria sido campeão na última época.

Nesta época o sueco pode provar que as suas palavras não foram vãs, e até agora está no bom caminho.

Desenho tático

Momento ofensivo

Velocidade, velocidade, velocidade

  • O Milan não tem problemas em partir o jogo, pois é através da velocidade que fere com maior facilidade os seus adversários. Saelemaekers e Rafael Leão são setas apontadas à baliza adversária.
  • As receções dos jogadores são normalmente orientadas para a baliza adversária para melhor aproveitamento de transições rápidas.
  • Não há paciência na gestão da posse de bola, pelo que muitas vezes os laterais incorrem em cruzamentos para a área mesmo em situações de inferioridade numérica.
  • Hakan Çalhanoglu alheia-se de funções defensivas, funcionando como número 10 responsável por ligar defesa e ataque na transção ofensiva.

Em linhas gerais, Stefano Pioli reconhece as características individuais do seu plantel, e aproveita-as de sobremaneira. A velocidade é a palavra de ordem, não havendo lugar ao ‘mastigar’ da posse de bola.

O objetivo é criar situações de superioridade, mesmo que para isso se tenha de partir um pouco o bloco em dois, dividindo-se a equipa em ataque e defesa.

Os rossoneri dão muitas vezes o controlo da bola ao adversário, para explorarem situações de ataque rápido. Isso será um ponto a melhorar no futuro: a gestão dos jogos em que a turma de Milão tem de assumir a posse de bola, frente a adversários que se recolhem num bloco baixo.

Momento defensivo

A pressão alta a 4 e o bloco baixo de duas linhas próximas

  • Como referido, o Milan parte o jogo em momentos de pressão alta. O avançado e os dois extremos encostam nos defesas, para garantir que o adversário é obrigado a jogar longo.
  • Bennacer é o jogador fundamental neste momento. Apesar de formar dupla de pivot com Franck Kessie, é ao argelino que é pedido para controlar o espaço entrelinhas e para equilibrar a equipa, funcionando como pronto-socorro para todas as situações.
  • Em bloco baixo, a equipa pode montar-se num 4x4x2, com a aproximação dos extremos a uma segunda linha– ficando Çalhanoglu e Ibra para o contra-ataque- ou num 4x3x3, com o médio turco a juntar ao duplo pivot, libertando os três homens da frente. No entanto, este último é utilizado frente a equipas que na sua primeira fase de construção montem a três homens (como por exemplo o Inter de Antonio Conte, que sai a jogar através dos três defesas centrais).

No banco há vários jogadores capazes de desequilibrar a balança a favor da turma de Pioli como os jovens Hauge (21 anos), Brahim Díaz (21 anos), Tonali (20 anos), os mais experientes Castillejo (27 anos) e Rebic (27 anos) e ainda o recém chegado Mario Mandzukic (34 anos).

Esta mescla entre juventude e experiência tem dado frutos, e quem sabe se em maio não há uma surpresa no vencedor da Serie A.



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